José Maria Galhardo (Benfica, Lisboa, 10 de Junho de 1905 — Coração de Jesus, Lisboa, 17 de Outubro de 1967) foi um advogado e célebre argumentista e letrista português.
Biografia José Maria Galhardo nasceu em 10 de Junho de 1905, na Vila Luísa, que ficava na Avenida Gomes Pereira, freguesia de Benfica, em Lisboa. Era filho do dramaturgo e empresário teatral Luís Galhardo e de Laura Santana Galhardo, natural de Lisboa (freguesia de São José).
A 29 de janeiro de 1936, casou civilmente em Lisboa com Maria Emília da Silva (Mercês, Lisboa, c. 1909), doméstica, filha do comerciante Manuel da Silva, natural de Terras de Bouro, e de Maria do Rosário, doméstica, natural de Santarém. A 30 de abril de 1959, os dois casaram catolicamente na igreja matriz do Santíssimo Coração de Jesus, em Lisboa.
José Galhardo distinguiu-se como letrista de inúmeras canções e fados, como são exemplo o Fado Malhoa e Lisboa Não Sejas Francesa, celebrizados por Amália Rodrigues; e ainda os diálogos e letras das músicas de filmes como A Canção de Lisboa (1933), Maria Papoila (1937), Fado, História de uma Cantadeira (1947), Capas Negras (1947), e O Tarzan do Quinto Esquerdo (1958), entre outros.
A canção mais conhecida internacionalmente, com música de Raul Ferrão, é Coimbra é uma lição de amor (também conhecida como Coimbra e Avril au Portugal), cantada no filme Capas Negras (1947) por Alberto Ribeiro.
Foi um dos autores da revista Pó de Arroz com a qual foi inaugurado o Teatro Variedades, em 1926, no Parque Mayer.
José Maria Galhardo morreu em 17 de Outubro de 1967, na freguesia do Coração de Jesus, em Lisboa.
Reconhecimento José Galhardo recebeu, juntamente com Raul Ferrão (música) e Mirita Casimiro (canto), o "Prémio Filipe Duarte" (1945/1946) do SNI, atribuído a autores da letra e da música e artista intérprete do melhor número de canto de opereta, por "Menina Lisboa" incluída no espectáculo A Invasão.
No ano seguinte, José Galhardo recebeu, juntamente com Luís Galhardo, Alberto Barbosa e Vasco Santana , o "Prémio Alfredo Carvalho" (1946/1947) do SNI, atribuído a autores e artista intérprete do melhor número declamado de revista, pela autoria da peça Se Aquilo que a Gente Sente.
Em 1947, foi feito Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, no dia 29 de Janeiro.
Teatro Entre as suas obras encontram-se:
1926 - Pó de Arroz, revista, Teatro Variedades 1926 - Saricoté, revista, Teatro Variedades 1936 - Arre Burro!, revista, Teatro Variedades 1960 - Revista é sempre revista, revista, Teatro Variedades
Ligações externas ARQUIVOS RTP | Perfil de um artista: entrevista a José Galhardo (1955)
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