Pak Seung-zin (Wonsan, 11 de janeiro de 1941 – 5 de agosto de 2011) - foi um jogador de futebol norte-coreano, que atuava como atacante. É o maior artilheiro de seu país nas Copas do Mundo FIFA, com dois gols, incluindo o primeiro marcado pelos Chollima. Era apelidado de "Di Stéfano da Ásia".CASTRO, Robert (2014). Capítulo IX - Inglaterra 1966. Historia de los Mundiales. Montevidéu: Editorial Fín de Siglo, pp. 205-237

Carreira Em clubes, jogou pelo Moranbong SG, onde teria marcado 789 gols em 271 partidas (média de 2.91 por jogo).

Pak Seung-zin fez parte do histórico elenco da Coreia do Norte que disputou a Copa do Mundo de 1966, sendo o capitão da equipe, e marcou dois gols contra Chile (que entrou para a história como o 700.° gol na história da competição) e Portugal. Contra os chilenos, Pak marcou o gol do empate em 1-1 aos 43 minutos do segundo tempo, resultado considerado "desastre nacional" pelo adversário.GEHRINGER, Max (abril de 2006). Correria sem fim. Placar - A Saga da Jules Rimet, fascículo 8 - 1966 Inglaterra. São Paulo: Editora Abril, p.35

Na histórica vitória por 1-0 sobre a Itália, foi dele o cabeceio que repôs a bola ao ataque norte-coreano após uma tentativa de afastamento pela defesa adversária - o colega Pak Doo-ik então dominou e, na corrida, acertou um chute rasteiro. O resultado eliminou precocemente os italianos, favoritos em proporção de mil libras para uma nas casas de apostas britânicas.GEHRINGER, Max (abril de 2006). Ih, deu zebra. Placar - A Saga da Jules Rimet, fascículo 8 - 1966 Inglaterra. São Paulo: Editora Abril, p.36

Contra os portugueses, nas quartas-de-final, Pak abriu o placar logo no primeiro minuto e aos 25 os asiáticos já venciam por 3-0, mas terminaram derrotados em grande desempenho de Eusébio, autor de quatro gols na vitória lusitana por 5-3.GEHRINGER, Max (abril de 2006). Virada espetacular. Placar - A Saga da Jules Rimet, fascículo 8 - 1966 Inglaterra. São Paulo: Editora Abril, p.36 Após o final da participação dos Chollima na Copa do Mundo, surgiram relatos de que o atacante e outros jogadores da seleção foram presos por terem comemorado a vitória sobre a Itália em um bar, situação descrita por oficiais norte-coreanos como "um sinal de decadência burguesa", segundo Kang Chol-hwan, autor do livro The Aquariums of Pyongyang, que teria conhecido Pak no Campo de concentração de Yodok, onde o jogador teria permanecido por 20 anos. No entanto, Pak e os atletas sobreviventes do elenco da Copa do Mundo de 1966 negaram que houve retaliações por parte do governo norte-coreano em entrevista exibida no documentário The Game of Their Lives.

Morte Pak morreu em 5 de agosto de 2011, aos 70 anos.

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