O Massacre de Port Arthur de 28-29 de abril de 1996 foi uma onda de assassinatos no qual morreram 35 pessoas e 23 ficaram feridas. Ocorreu principalmente na antiga colônia prisional histórica de Port Arthur, um local turístico popular no sudeste da Tasmânia, Austrália.
Martin Bryant, um homem de 28 anos de New Town, um subúrbio de Hobart, foi considerado culpado dos disparos e condenado a 35 prisões perpétuas sem possibilidade de liberdade condicional. Depois do incidente, foi noticiado que Bryant tinha problemas intelectuais significativos. Ele está preso no Centro Wilfred Lopes perto do Complexo Prisional de Risdon.
Depois da onda de assassinatos, o Primeiro-Ministro da Austrália, John Howard, introduziu leis mais restritas para controle de armas na Austrália e formulou a Lei de Implementação do Programa Nacional de Armas de Fogo de 1996, restringindo a propriedade privada de espingardas semi-automáticas de alta capacidade, espingardas de caça semi-automáticas e espingardas de pressão bem como introduziu o licenciamento uniforme de armas de fogo. Foi implementado com apoio bipartidário pela Commonwealth nos estados e territórios.
Antecedentes Martin Bryant herdou cerca de $ 570 000 AUD (£ 300 000 ou $ 450 000) em propriedades e outras posses de uma amiga, Helen Harvey, que lhe deixou os seus bens. Ele usou parte do dinheiro para dar a volta ao mundo de 1993 em diante. Bryant também desviou várias centenas de dólares durante esse período. Ele usou pelo menos algum do seu dinheiro no fim de 1993 para comprar uma espingarda AR-10 semi-automática através de um anúncio de jornal na Tasmânia. Em março de 1996, ele mandou reparar a sua AR-10 numa loja de armas e fez questões sobre espingardas AR-15 noutras lojas de armas. Em abril de 1995, também comprou kits de limpeza para uma arma de calibre .30 e 12 cartuchos para uma espingarda Daewoo. Comprou um saco de desporto e disse a um assistente de loja que teria de ser forte o suficiente para levar uma série de munições. Ele disse à sua namorada, Pewtra Willmott, uma história diferente sobre o propósito do saco. Também escondeu as armas e uma grande quantidade de munições na sua casa. Na altura da compra não eram necessários registros de armas tirando armas de mão na Tasmânia.
O pai de Bryant tentou comprar uma propriedade para hospedagem chamada Seascape, mas David e Noelene (também conhecida como Sally) Martin compraram esta propriedade antes do seu pai organizar as finanças, para muita desilusão do seu pai que se queixava frequentemente ao seu filho do "negócio duplo" que os Martin tinham feito para assegurar a compra. Bryant ofereceu-se para lhe comprar outra propriedade aos Martin em Palmers Lookout Road, mas ele recusaram a oferta. Bryant aparentemente acreditava que os Martin tinham comprado deliberadamente a propriedade para magoar a sua família e acreditava que este evento tinha sido responsável pela depressão que levou ao suicídio do seu pai, que levou aos assassinatos. Bryant descreveu-os como "pessoas muito más" e como "as piores pessoas da minha vida."
28 de abril de 1996 Os eventos deste dia foram organizados depois da investigação da polícia. Os fatos foram apresentados em tribunal em 19 de novembro de 1996.The Queen v.
Eventos da manhã Bryant foi acordado às 6 da manhã pelo seu despertador. A sua namorada e outros membros da família dizem que ele não costumava usá-lo quando não trabalhava ou quando não tinha outros compromissos. Às 8 da manhã, a sua namorada saiu de casa para visitar os seus pais. Bryant saiu de casa e ligou o alarme da casa, que foi registrado às 9h47 da manhã.
Bryant viajou para Forcett Village, chegando por volta das 11 da manhã. Continuou para Port Arthur e foi visto a conduzir para Seascape pela Arthur Highway por volta das 11h45 da manhã. Parou na hospedagem de Seascape que o seu pai queria ter comprado, propriedade de David e Noelene Martin. Bryant entrou no local e disparou vários tiros, depois amordaçou David Martin e esfaqueou-o. As testemunhas testemunharam vários tiros disparados nesta altura. Foi declarado em tribunal que se acreditava que foi nesta altura que Bryant matou os Martin, as suas primeiras vítimas.
Um casal parou em Seascape. Bryant apareceu na rua. Quando eles perguntaram se podiam arranjar um quarto, Bryant disse-lhes que não podiam porque os seus pais estavam fora e a sua namorada estava dentro. O seu comportamento foi descrito como rude e o casal sentiu-se desconfortável. Ele saíram por volta das 12h35 da tarde. O carro de Bryant foi visto a fazer marcha atrás para a porta da frente. Assume-se que descarregou a munição.
Bryant conduziu para Port Arthur, levando as chaves das propriedades de Seascape depois de trancar as portas. Parou perto de um carro que tinha parado por sobreaquecimento e falou com as duas pessoas lá. Ele sugeriu que fosse ao café de Port Arthur para um café mais tarde.https://web.archive.org/web/20010508013225/http://www.shootersnews.addr.com/cttranscript.htm
Viajou pela zona histórica de Port Arthur para a propriedade dos Martin em Lookout Road,Palmer, onde se cruzou com Roger Larner a sair da estrada da propriedade. Larner o tinha visto em algumas ocasiões há mais de 15 anos atrás, mas não o reconheceu inicialmente. Bryant disse a Larner que tinha estado a surfar e que tinha comprado uma propriedade chamada Fogg Lodge e agora estava a tentar comprar gado a Larner. Bryant também fez vários comentários sobre comprar a propriedade de Martin na porta ao lado. Ele perguntou se Maria Larner estava em casa, e perguntou se podia continuar pela estrada para a ver. Larner disse que sim, mas disse a Bryant que também ia. Bryant mudou de ideia e foi-se embora, dizendo que voltaria à tarde.
Local histórico de Port Arthur miniaturadaimagem|Baía de Port Arthur, Port Arthur, foi a localização onde existiram mais disparos. Por volta da 1:10 da tarde, Bryant colocou-se na fila para a bilheteira da entrada do local histórico. Quase a chegar à bilheteira, ele saiu da fila e voltou ao fim. Pagou a entrada e prosseguiu para o parque perto do café Broad Arrow, perto da beira da água. O supervisor de segurança do local disse-lhe para estacionar com os outros carros porque a área estava reservada para caravanas e o estacionamento estava ocupado nesse dia. Bryant mudou o seu carro para outra área e sentou-se no seu carro durante uns minutos. Depois mudou o seu carro novamente para perto da água, fora do café. O supervisor de segurança viu-o a ir para o café levando um grande saco e uma câmara de vídeo, mas ignorou-o.
Bryant foi para dentro do café e comprou uma refeição, que comeu na esplanada. Ele tentou começar conversas com pessoas sobre a falta de vespas na área e de não existirem tantos turistas japoneses como era normal, mas parecia estar mais a falar consigo mesmo. Parecia nervoso e continuava a olhar para trás para o estacionamento e para dentro do café.
Homicídios do café Broad Arrow Bryant terminou a sua refeição, entrou no café e devolveu o seu tabuleiro, tendo sido ajudado por algumas pessoas que lhe abriram a porta. Pousou o seu saco numa mesa e puxou de uma Carabina Colt AR-15 SP1 com uma mira Colt e uma fila de 30 munições agarrada à sua mala. Deixou o saco que continha, juntamente com alguns itens, a faca que usou para esfaquear Martin, na mesa. Acredita-se que a tira de balas estava parcialmente vazia com os disparos de Seascape.
O café era muito pequeno, com as mesas muito próximas umas das outras. Estava muito ocupado nesse dias porque as pessoas esperavam pelo próximo barco. Os eventos aconteceram muito rapidamente. Bryant mirou e apontou a sua espingarda a Moh Yee (William) NG e Sou Leng Chung, que estavam de visita da Malásia, que estavam na mesa ao lado de Bryant. Disparou sobre ele de perto, matando-os instantaneamente. Bryant depois disparou em Mick Sargent, arrancando o seu escalpe e fazendo-o cair. Disparou um quarto tiro que matou a namorada de Sargent, Elizabeth Scott de 21 anos, na parte de trás da sua cabeça.
Um enólogo de 28 anos, Jason Winter, estava a ajudar os empregados do café. Quando Bryant se virou para a mulher de Winter Joanne e para o seu filho de 15 meses Mitchell, Winter atirou-lhe um tabuleiro de servir numa tentativa de o distrair. O pai de Joanne Winter puxou a sua filha e neto para o chão e para debaixo da mesa. miniaturadaimagem|A estrutura do café em 2015. Um jardim memorial foi estabelecido no local. Anthony Nightingale, de 44 anos, levantou-se depois do som dos primeiros tiros, mas não teve tempo de se mexer. Nightingale gritou "Não, não aqui!" enquanto Bryant apontava a arma para ele. Quando Nightingale se inclinou para a frente, foi fatalmente atingido através do pescoço e da coluna.
A mesa seguinte tinha um grupo de 10 amigos, mas alguns tinham deixado a mesa para devolver os seus tabuleiros e para visitar uma loja de lembranças. Bryant disparou um tiro que matou Kevin Vincent Sharp, 68 anos. O segundo tiro atingiu Walter Bennett, atravessou o seu corpo e atingiu Raymond John Sharp, 67, irmão de Kevin Sharp, matando ambos. Tinham os 3 as costas voltadas para Bryant, e não se aperceberam do que estava a acontecer. Primeiro pensavam que alguém estava a lançar estalinhos. Um deles fez o comentário "Isso não é engraçado" depois de ouvir os primeiros tiros, não se apercebendo que era real. Os tiros foram todos a pequena distância, com a arma a apenas alguns centímetros de distância, da parte de trás das suas cabeças. Gerald Broome, Gaye Fidler e o seu marido John, foram todos atingidos por fragmentos de bala mas sobreviveram.
Bryant depois dirigiu-se para Tony e Sarah Kistan e Andrew Mills. Ambos os homens levantaram-se ao barulhos dos primeiros tiros, mas não tiveram tempo de se afastar. Andrew Mills levou um tiro na cabeça. Tony Kistan também foi atingido a cerca de 2 metros de distância, também na cabeça, mas conseguiu afastar a sua mulher antes de ser atingido. Sarah Kistan aparentemente não foi vista por Bryant, porque estava debaixo da mesa nessa altura.
Thelma Walker e Pamela Law foram feridas pelos fragmentos antes de serem arrastadas pelo chão pelo seu amigo, Peter Crosswell, enquanto se escondiam os 3 debaixo da mesa. Patricia Barker também foi ferida pelos fragmentos destes tiros.
Foi só então que a maioria das pessoas no café começou a perceber o que estava a acontecer e que os tiros não eram de uma reconstituição. Por esta altura, havia uma grande confusão, com muitas pessoas a não saberem o que fazer, uma vez que Bryant estava perto da saída principal.
Bryant moveu-se apenas alguns metros e começou a disparar para a mesa onde Graham Colyer, Carolyn Loughton e a sua filha Sarah estavam sentados. Colyer foi ferido no maxilar, quase a sufocar até à morte no seu próprio sangue. Sarah Loughton correu para a sua mãe, que estava a mexer-se por entre as mesas. Carolyn Loughton atirou-se a si mesma para cima da sua filha. Bryant atingiu Carolyn Loughton nas costas; o seu tímpano rebentou devido à explosão da arma a disparar ao lado do seu ouvido. Ela sobreviveu ao ferimentos, mas descobriu depois de sair da cirurgia que, apesar dos seus esforços, Sarah tinha sido morta com um tiro na cabeça.
Bryant andou à volta e disparou onde Mervyn Howard estava sentado. A bala atravessou-o, através de uma janela do café, e bateu numa mesa da varanda exterior. Bryant rapidamente seguiu-se com um tiro no pescoço da mulher de Mervyn Howard, Mary. Bryant depois inclinou-se sobre um carrinho de bebé vazio e apontou a arma à sua cabeça e disparou uma segunda vez. Ambos os ferimentos dos Howard foram fatais. Várias pessoas na rua aperceberam-se então que existia um perigo real e começaram a fugir.