Benjamim Luazes Monteiro Leite e Santos CvTE • ComA • GOA • MPCE • MOCE • MRDA (Porto, 25 de Fevereiro de 1883 - Lisboa, 3 de Fevereiro de 1962) foi um militar, colonialista, professor e publicista português.
Biografia Filho do Capitão António Monteiro Leite e Santos, Oficial da Administração Militar, e de sua mulher, a conhecida Professora Amália Luazes e irmão do Major António Luazes Monteiro Leite e Santos, Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico a 28 de Junho de 1919 e Comendador da Ordem Militar de São Bento de Avis a 25 de Fevereiro de 1938.
De 1893 a 1899, frequentou e tirou o curso secundário no Real Colégio Militar. Em 1900 e 1901, frequentou a Escola Politécnica de Lisboa, onde tirou os preparatórios para a Escola do Exército, cujo curso tirou de 1901 a 1903, ficando classificado em 2.º lugar, e para a Arma de Cavalaria.
Oficial distinto do Exército, foi promovido a Alferes a 15 de Dezembro de 1904, a Tenente a 1 de Dezembro de 1906, a Capitão a 1 de Março de 1913, a Major a 9 de Dezembro de 1918, a Tenente-Coronel a 11 de Junho de 1927, a Coronel a 9 de Junho de 1934 e passou ao Quadro da Reserva a 13 de Fevereiro de 1939. Serviu em diversas Unidades da sua Arma, tendo comandado o Regimento de Cavalaria N.º 3 e a 1.ª Brigada de Cavalaria.
Em 1906, ofereceu-se para ir servir no ultramar, nos termos da Lei de 14 de Novembro de 1901, sendo promovido, nesses termos, ao posto imediato, Tenente, e colocado no 2.º Esquadrão de Dragões de Angola, Unidade que o então Governador-Geral da Colónia, Eduardo Augusto Ferreira da Costa, criara para ir operar Além Cunene, com o fim de vingar a afronta às Armas Portuguesas e o massacre de 1904. Depois de intensa e bem orientada instrução, o Esquadrão, em 1907, entrou em operações, na coluna do Comando do Governador José Augusto Alves Roçadas. Participou, então, nos seguintes e numerosos combates e acções, dando exemplo de heroísmo e bravura: a 27 de Agosto, no combate de Mofilo, a 29 de Agosto, num importante reconhecimento, e, dias depois, na defesa de Ancongo; a 15 de Setembro cooperou na defesa de Damequero, donde partiu, dias depois, para Aluendo, que defendeu; a 22 de Setembro participou na Tomada do Cuamato Pequeno, a que se seguiu, a 4 de Outubro, a do Cuamato Grande.
Em 1908, regressou à Metrópole, e foi colocado no Regimento de Cavalaria N.º 4. Em 1909, foi nomeado Instrutor de Equitação no Real Colégio Militar. Alguns anos depois foi nomeado, mediante concurso, Professor de Geografia e História do mesmo Colégio, cargo que exerceu até à data da sua promoção ao posto de Coronel, a 9 de Junho de 1934, tendo exercido, assim, durante 25 anos, quase ininterruptamente, as suas funções docentes, naquele estabelecimento de ensino.
De 12 de Junho a 18 de Agosto de 1926, serviu em Comissão Militar no Estado da Índia, onde exerceu o cargo de Comandante do Corpo de Tropas da Guarnição.
De 28 de Março de 1936 a 27 de Janeiro de 1937, exerceu o cargo de Chefe da 1.ª Repartição da Direcção da Arma de Cavalaria.
Publicou várias obras de carácter militar e didáctico, e os seguintes trabalhos: Noções de Geografia e História, livro destinado à Classe dos Sargentos diversas conferências insertas nos Anuários do Colégio Militar, a saber: Viagem de Gago Coutinho e Sacadura Cabral Ensinamentos da Viagem de Serpa Pinto A Batalha de Ameixial O Combate de Mufilo, em 27 de Agosto de 1907 etc
Traduziu diversas obras de História do Professor Albert Malet, como: O Século XIX etc A Segunda Grande Guerra no Pacífico etc
Da sua folha de serviço constam numerosos e constantes louvores, e as seguintes condecorações: Cavaleiro da Antiga e Muito Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito Comendador da Ordem Militar de São Bento de Avis Grande-Oficial da Ordem Militar de São Bento de Avis a 14 de Novembro de 1936 Medalha da Rainha D. Amélia de Prata Medalha de Prata da Ocupação Militar de Além Cunene Medalha de Ouro de Serviços Relevantes no Ultramar Medalha de Prata de Comportamento Exemplar Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar Medalha da Ordem do Mérito Militar de Espanha Medalha da Ordem da Coroa da Prússia e da Alemanha etc
Casou no Porto, Massarelos, a 24 de Novembro de 1909, com Berta Ferreira Nunes de Castro (1 de Outubro de 1892 - 30 de Novembro de 1949), filha de José Alexandrino Carneiro de Castro (Porto, Sé, 2 de Fevereiro de 1859 - Porto, Foz do Douro, 22 de Março de 1927), herdeiro das Casas e Quintas da Serpente e do Monte Grande, em Vilar de Andorinho, e de sua mulher (Porto, Miragaia, 24 de Julho de 1886) Hedwiges Apolónia Justina Ferreira da Silva Nunes (São Luís do Maranhão, São João Baptista, 17 de Outubro de 1857 - Termas do Luso, 19 de Julho de 1918), educada no Colégio das Ursulinas, em Coimbra, autora de desenhos e aguarelas de boa qualidade e pianista de mérito e viúva sem geração de Frederico Frutuoso Aires de Gouveia Osório, irmão de D. António Frutuoso Aires de Gouveia Osório, sobrinha materna do 1.º Visconde de Itacolumi e 1.º Conde de Itacolumi, da qual teve: Guilherme de Castro Luazes e Santos (Lisboa, Campo Grande, 28 de Novembro de 1912 - ?), que frequentou o Colégio Militar desde 1922, Primeiro-Sargento-Cadete em 1930, Major do Serviço de Material do Exército, com 35 louvores, Piloto Aviador Civil com missões em Timor, Moçambique e Angola, enquanto Tenente, Cavaleiro da Ordem Militar de Avis a 24 de Dezembro de 1953, e Oficial da Ordem Militar de Avis a 15 de Junho de 1962, Medalha de 2.ª Classe de Mérito Militar, Medalha de 1.ª Classe de Mérito Militar, Medalha Comemorativa da Expedição a Timor em 1945 e das Campanhas do Norte de Angola de 1965, 1966 e 1967, casado a 16 de Abril de 1955 com Susana Rosa Pacheco Dias, da qual teve uma única filha: Ana Cristina Dias Luazes e Santos (Lisboa, 1 de Setembro de 1959), Licenciada em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, casada a 5 de Setembro de 1980 com José Carlos de Lemos Monteiro de Sequeira, Licenciado em Ciências Económicas, sem geração Maria das Dores de Castro Luazes e Santos (Lisboa, São Sebastião da Pedreira, 22 de Agosto de 1914 - ?), Licenciada em Medicina, viúva do Dr. João Augusto da Silva Martins, Médico, do qual teve dois filhos, um deles casado e com uma filha Benjamim de Castro Luazes e Santos (Lisboa, São Sebastião da Pedreira, 29 de Junho de 1919 - ?), com o curso do Colégio Militar, Primeiro-Sargento-Cadete em 1936, Tenente Miliciano em Missão à Ilha de São Miguel, nos Açores, de 1941 a 1944, com vários louvores, Funcionário Superior da Companhia dos Telefones, casado, sem geração Hedwiges Amália de Castro Luazes e Santos (Lisboa, São Sebastião da Pedreira, 15 de Outubro de 1932 - ?), Professora Oficial, solteira, sem geração
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