Timor é uma ilha do Sudeste Asiático, considerada geologicamente um fragmento da crosta continental, que se situa ao lado da plataforma da Sonda, sendo uma das principais ilhas ao lado de Java e a Nova Guiné. A história timorense foi moldada pelo colonialismo europeu desde 1515, no período em que o território foi dividido pelos holandeses ao oeste (atual Timor Ocidental na Indonésia) e pelos portugueses ao leste da ilha (atualmente conhecida como República Democrática de Timor-Leste).
Pré-história A ilha de Timor foi povoada durante as migrações que moldaram a região da Australásia. Os antropólogos descrevem que os primeiros habitantes humanos no território foram os vedo-australoides, que chegaram do norte e oeste entre cerca de quarenta e dois mil anos atrás. Em 2011, foram descobertos vestígios na caverna de Jerimalai, que mostram que estes primeiros colonos possuíam competências marítimas de alto nível, e implicitamente a tecnologia necessária para fazer travessias até a Austrália e outras ilhas, onde pescavam e consumiam um grande número de peixes como o atum. Esta foi uma das primeiras evidências encontradas no mundo, sobre a tecnologia avançada da pesca de profundidade. Estas escavações também descobriram um dos anzóis mais antigos do mundo, de onze mil anos.
A segunda migração por melanésios iniciou-se , após a mudança dos povos vedo-australoides ao interior montanhoso. Por último, os proto-malaios chegaram ao território timorense a partir do sul da China e do norte da península Indochinesa. Os comerciantes hacás são descendentes deste último grupo. Alguns historiadores afirmam que os antepassados timorenses vieram da península da Malásia e o grupo étnico minangkabau das terras altas de Sumatra.
Os timorenses na sua região Os timorenses não eram povos marítimos, mas sim povos centrados em terra que não faziam contacto com outras ilhas e povos pelo mar. Timor era parte de uma região de pequenas ilhas pouco populosas por povos também centrados em terra que agora compõem a Indonésia oriental. O contacto com o mundo exterior ocorreu através dos comerciantes marítimos dos países como a China e a Índia que serviam o arquipélago. Além do comércio de escravos, os produtos comercializados na região eram o metal, arroz, os tecidos delicados, as moedas trocadas por especiarias locais, o sândalo, os chifres de cervos e a cera de abelhas.
Na obra Nagarakretagama, as crónicas do Império de Majapait, Timor era designado como tributário, mas o boticário português Tomé Pires escreveu no , que todas as ilhas de Java eram chamadas "Timor". As crónicas do Império Majapait foram usadas no nacionalismo indonésio para reivindicar o território de Timor-Leste como parte da Indonésia. Os primeiros exploradores europeus relatam que a ilha possuía pequenas chefaturas ou principados no início do , uma das mais significativas foi Wehali ou o reino de Wehale no centro de Timor, ao qual se alinharam os grupos étnicos tétum, búnaque e quémaque.
No início do , os colonialistas europeus dividiram a ilha de Timor (os portugueses ao leste e os holandeses ao oeste), isolando os timorenses das histórias do arquipélago circundante.
Ver também História de Timor-Leste História da Indonésia
Bibliografia
Categoria:História da Indonésia Categoria:História de Timor-Leste Categoria:História do Sudeste Asiático Categoria:História pré-colonial