Ácido palmitoleico ou ácido-9-hexadecenoico é um ácido gordo ómega-7 monoinsaturado, comum no grupo dos acilglicerídeos do tecido adiposo humano. Está presente em todos os tecidos, mas com maiores concentrações no fígado.

Devido à ligação dupla, o Ácido palmitoleico possui dois isômeros (C16:1Δ6 e C16:1Δ9).

O composto é biossintetizado a partir do ácido palmítico por ação da enzima Stearoil-CoA Desaturase.

Aplicações Culturas animais e celulares indicam que o Ácido palmitoleico possui propriedades anti-inflamatórias, melhorando Resistência à insulina no fígado e músculos esqueléticos, mas são necessários mais estudos para confirmar sua ação em humanos. Boa parte dos efeitos são devidos à ativação da PPAR-alfa.

Ambos os isômeros do Ácido palmitoleico (C16:1Δ6 e C16:1Δ9) se mostraram efetivos na redução da viabilidade de algumas espécies de bactérias gram-positivas, como S. aureus e S. salivarius, mas inefetivos contra gram-negativas, como E. coli e P. aeruginosa.

Fontes dietéticas O Ácido palmitoleico é encontrado em concentrações residuais na maior parte das comidas com exceção do óleo de sardinha, cuja composição de triglicérides é composta 15% por este componente.

Outras fontes dietéticas incluem leite materno, assim como uma variedade de gorduras animais, óleos vegetais e óleos de peixe. Outras concentrações botânicas com altas concentrações são o Óleo de macadâmia (Macadamia integrifolia) e Óleo de Espinheiro-marítimo (Hippophae rhamnoides) que contém 17% e 19-29% de Ácido palmitoleico, respectivamente.

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