Rómulo Gallegos Freire (Caracas, 2 de agosto de 1884 - Caracas, 5 de abril de 1969) foi um escritor e político venezuelano. Ocupou o cargo de Presidente da República da Venezuela durante um breve período, entre fevereiro e novembro de 1948, quando foi derrubado por um golpe militar.
Biografia De raízes familiares humildes, Rómulo era filho de Rómulo Gallegos Osío e de Rita Freire Guruceaga. Estudou Direito na Universidade Central de Venezuela, mas não concluiu o curso.
Em 1909 fundou a revista La Alborada, onde se publicavam ensaios de cariz literário e político. Em 1912 casou com Teotiste Arocha Egui. Foi professor entre os anos de 1912 e 1930, tendo sido director de vários estabelecimentos de ensino.
Em 1913 publicou uma colectânea de contos, Los aventureros. No ano de 1920 foi publicada a sua primeira novela, El último Solar , reeditada em 1930 com o título de Reinaldo Solar. Em 1929 escreve uma das suas mais destacadas obras, Doña Bárbara, na qual criticava o ditador Juan Vicente Gómez. Em virtude do conteúdo do livro decide exilar-se em Espanha, onde viveu entre 1931 e 1935. Datam deste período duas importantes novelas: Cantaclaro (1934) y Canaima (1935).
Com a morte de Vincente Gómez em 1936 regressou à Venezuela. É nomeado Ministro da Educação no governo de Eleazar López Contreras. Tenta realizar reformas no sistema educativo, mas fracassa e demite-se do cargo de ministro onde esteve apenas seis meses.
thumb|right|200px|Rómulo Gallegos ao lado de Harry S. Truman, em cerimônia no 4 de julho de 1948. Em Julho de 1941 participa na fundação do partido Acción Democrática (Acção Democrática), um partido da área da esquerda, do qual é presidente até 1948. Em 1941 apresenta-se como candidato à presidência da República, mas perde para Isaías Medina Angarita. Em 1945 participa no golpe militar que instala Rómulo Betancourt como presidente provisório do país. É novamente candidato à Presidência da República em 1947, tendo ganho a eleição do dia 14 de dezembro. Toma posse a 15 de fevereiro de 1948, mas é destituído a 24 de novembro do mesmo ano num golpe de estado encabeçado por Carlos Delgado Chalbaud, que preparou a ditadura de Marcos Pérez Jiménez. Exila-se em Cuba e depois no México, onde viveu até 1958, ano em que regressou ao seu país natal.
Em 1965 foi instituído em sua memória o Prémio Internacional de Novela Rómulo Gallegos, com o objectivo de estimular a criação literária em língua castelhana. Em 1972 foi criado o Centro de Estudos Latinoamericanos Rómulo Gallegos (CELARG) sediado em Caracas. O seu nome foi dado em 1977 a uma universidade situada em San Juan de Los Morros, capital do estado de Guárico, na Venezuela.
Obras 1913 Los aventureros 1920 El último Solar 1922 La rebelión 1922 Los inmigrantes 1925 La trepadora 1929 Dona Bárbara - no original Doña Bárbara 1930 Reinaldo Solar 1934 Cantaclaro 1935 Canaima 1937 Pobre negro 1942 El forastero 1943 Sobre la misma tierra 1946 La rebelión y otros cuentos 1949 Cuentos venezolanos 1952 La brizna de paja en el viento 1957 La doncella 1957 La doncella y el último patriota
Ver também Prémio Rómulo Gallegos
Referências Auraelena Salazar Valencia, Don Rómulo Gallegos, Revista Nacional de Cultura, Versión Digital. celarg.org.ve Ligações externas Vidas lusófonas: biografia de Rómulo Gallegos Centro de Estudos Latinoamericanos Rómulo Gallegos (CELARG)
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