Patricia Goldman-Rakic (22 de abril de 1937 - 31 de julho de 2003) foi uma neurocientista norte-americana reconhecida por seu estudo pioneiro do funcionamento do lobo frontal e da memória de trabalho. Antes de seus estudos o funcionamento de atividades cognitivas superiores era considerado inacessível para uma análise metodológica rigorosa.George Aghajanian, Benjamin S Bunney e Philip S Holzman. Obituary Patricia Goldman-Rakic, 1937–2003. Neuropsychopharmacology (2003) 28, 2218–2220. doi:10.1038/sj.npp.1300325 http://www.nature.com/npp/journal/v28/n12/full/1300325a.html

Descobertas Goldman-Rakic foi pioneira ao descobrir e descrever os circuitos do córtex pré-frontal e sua relação com a memória de trabalho. Antes de Goldman-Rakic, os cientistas pensavam que as funções cognitivas superiores do córtex pré-frontal estavam além do escopo do estudo científico. A pesquisa de Goldman-Rakic mostrou que os métodos empregados para estudar os córtices sensoriais poderiam ser adaptados às áreas corticais pré-frontais de maior ordem, revelando a base do circuito para uma função cognitiva superior."In Memoriam: Patricia Goldman-Rakic, Preeminent Yale Neuroscientist who Made Groundbreaking Discoveries in Working Memory and Explored the Brain's Frontal Lobe". Yale News. August 1, 2003.

Foi pioneira nos estudos sobre as influências da dopamina na função do córtex pré-frontal, pesquisa que é essencial para a nossa compreensão da esquizofrenia, TDAH, vícios e doença de Parkinson. Em Oxford foi uma das fundadoras da revista científica "Cerebral Cortex Journal".

Educação e carreira Nascida em Salem, Massachusetts, Goldman-Rakic obteve seu diploma de bacharel em neurobiologia na Vassar College em 1959 e seu doutorado na Universidade da Califórnia em Los Angeles em Psicologia do desenvolvimento em 1963. Fez pós-doutorado na Universidade da Califórnia e na Universidade de Nova York, trabalhou no Instituto Nacional de Saúde Mental em neuropsicologia e como chefe do departamento de neurobiologia do desenvolvimento."Patricia Goldman-Rakic." Newsmakers, Issue 4. Gale Group, 2002. Reproduced in Biography Resource Center. Farmington Hills, Mich.: Thomson Gale. 2007. http://galenet.galegroup.com/servlet/BioRC Se mudou para a Yale School of Medicine em 1979, onde permaneceu até sua morte. Era professora de neurociência no departamento de psiquiatria, neurologia e psicologia.Dawson, M (2003). "Patricia Goldman-Rakic dies: Sudden death of multidisciplinary trailblazer in frontal lobe studies shocks the world of neuroscience".

No início de sua carreira, Goldman-Rakic estudou a capacidade do cérebro para reparar-se e foi um dos primeiros a usar marcadores radioativos para examinar este fenômeno. Publicou mais de cem artigos de alta qualidade (peer-reviewed) nas áreas de neurologia, psiquiatria, farmacologia, psicologia e biologia.

Dr Herbert Pardes, presidente do Hospital presbiteriano de Nova York e ex-reitor da faculdade de medicina na Universidade de Columbia declarou que "Pat Goldman-Rakic foi uma das mais formidáveis neurocientistas. Ela uniu questões importantes do comportamento e clínica psiquiátrica às ciências básicas. Ela foi verdadeiramente uma pioneira e líder do nosso tempo"

Paul Greengard, seu colega neurocientista e prêmio Nobel de medicina, declarou que "Patricia Goldman-Rakic elevou a qualidade da pesquisa multidisciplinar do cérebro a um novo nível. Utilizando técnicas bioquímicas, eletrofisiológicas, farmacológicas, anatômicas e comportamentais para elucidar muito do que sabemos sobre a memória, o comportamento e as ações dos antipsicóticos."

Vida pessoal Goldman-Rakic tinha uma irmã gêmea Ruth Rappaport e uma irmã mais nova, Linda Shoer, ambas com doutorado em ciências. Goldman-Rakic se casou em 1979 com Pasko Rakic, também neurocientista, formado em Havard, com quem trabalhou em equipe constantemente por três décadas.

Morte Em 29 de julho de 2003, Goldman-Rakic foi atropelada por um carro enquanto atravessava uma rua em Hamden, Connecticut. Morreu dois dias depois, em 31 de julho no Yale-New Haven Hospital. Goldman-Rakic tinha 66 anos. Diversos de seus colegas cientistas lamentaram publicamente a perda.http://www.thelancet.com/pdfs/journals/lancet/PIIS0140673603145813.pdf

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