Daniel Martins-de-Souza é um cientista brasileiro, Professor Associado II de Bioquímica da UNICAMP. É membro eleito da Bancada Docente Geral do Conselho Universitário da Unicamp (CONSU). Foi Membro Afiliado da Academia Brasileira de Ciências (2017-2021) e Membro Afiliado da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP) (2019-2024). Foi ainda membro da coordenação da área de Biologia da FAPESP (2018-2025) e do CA-BF do CNPq (2023-2025).
Tem experiência em análise proteômica baseada em espectrometria de massas (shotgun proteomics) e biologia de sistemas in silico, aplicadas a modelos clínicos e pré-clínicos associados a distúrbios psiquiátricos.
Carreira Daniel é formado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (2003). Desde sua iniciação científica trabalha com proteômica. Fez doutorado também na UNICAMP, financiado pela FAPESP, estudando o proteoma de cérebros de pacientes com esquizofrenia. O doutorado foi orientado por Emmanuel Dias-Neto e feito em parte no Instituto de Psiquiatria da USP e no :en:Max Planck Institute of Psychiatry. Concluiu o doutorado em 2008 e partiu para um pós-doutorado no :en:Max Planck Institute of Psychiatry. Sua tese foi classificada como a melhor do ano de 2008 pelo programa de pós-graduação.
Daniel fica no :en:Max Planck Institute of Psychiatry entre 2008 e 2010. Seus achados rendem um convite para um pós-doutorado na University of Cambridge no laboratório da psiquiatra Sabine Bahn. Lá, torna-se o Chefe do Laboratório de Espectrometria de Massas do Cambridge Centre for Neuropsychiatric Research.
Em 2012, Daniel é convidado a se tornar Investigador Principal no Department of Psychiatry and Psychotherapy da Universidade de Munique na Alemanha. Daniel fica na LMU até 2014, quando volta ao Brasil, concursado Professor de Bioquímica da UNICAMP, onde funda o Laboratório de NeuroproteômicaDívida Paga: Biólogo volta ao Brasil para instalar o primeiro laboratório de neuroproteômica da América Latina.Mais perto de um teste para prever o remédio certo contra a esquizofrenia.
Daniel é membro fundador da BrProt (Sociedade Brasileira de Proteômica) e é membro do conselho da BrMass (Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas). Foi membro eleito do conselho da HUPO - :en:Human Proteome Organization (2015-2017) e faz parte do Comitê Gestor do HBPP (Human Brain Proteome Project). Organizou 7 edições especiais para as periódicos científicos e editou 2 livros científicos. Em 2015, lançou como editor permanente séries de livros "Proteomics, Metabolomics, Interactomics and Systems Biology" pela editora Springer (EUA) Proteomics, Metabolomics, Interactomics and Systems Biology.
Em 2018, foi agraciado com um seed grant do Instituto Serrapilheira Três pesquisadores da Unicamp são selecionados pelo Instituto Serrapilheira. Foi Assessor Docente da Pró-Reitoria de Pesquisa da Unicamp (2017-2021) e Chefe do Departamento de Bioquímica e Biologia Tecidual (2022-2024).
Principais achados Em seu projeto de iniciação científica, Daniel propõe, em dois estudos que a bactéria Xylella fastidiosa tem seu crescimento lento, devido à distribuição randômica de codons em seu genoma Proteome analysis of the plant pathogen Xylella fastidiosa reveals major cellular and extracellular proteins and a peculiar codon bias distribution Absence of classical heat shock response in the citrus pathogen Xylella fastidiosa..
No doutorado, Daniel propõe, através da proteômica, a conexão do metabolismo energético com a disfunção dos oligodendrócitos observados em pacientes com esquizofrenia Alterations in oligodendrocyte proteins, calcium homeostasis and new potential markers in schizophrenia anterior temporal lobe are revealed by shotgun proteome analysis. Proteomic analysis of dorsolateral prefrontal cortex indicates the involvement of cytoskeleton, oligodendrocyte, energy metabolism and new potential markers in schizophrenia. Proteome analysis of schizophrenia patients Wernicke's area reveals an energy metabolism dysregulation.Um quebra-cabeça em construção: Proteínas aprofundam noção da esquizofrenia como doença biológica.
Durante o pós-doutorado, explora ainda mais seus achados sobre oligodendrócitos e metabolismo energético em cérebros de pacientes com esquizofrenia e outros tecidos como plasma e soro sanguíneo e líquido cefalorraquidiano Proteome and transcriptome analysis suggests oligodendrocyte dysfunction in schizophrenia. [https://dx.doi.org/10.1016/j.jpsychires.2010.04.014 Proteome analysis of the thalamus and cerebrospinal fluid reveals glycolysis dysfunction and potential biomarkers candidates for schizophrenia . Propõe em uma de suas publicações que o MK-801 (:en:Dizocilpine) pode ser usado como um modelo in vitro para a esquizofrenia Proteome analyses of cultured astrocytes treated with MK-801 and clozapine: similarities with schizophrenia. e que a esquizofrenia se manifesta diferentemente em nível molecular em homens e mulheres Há avanço na compreensão da doença esquizofrenia.
Na University of Cambridge, passa a estudar a depressão mais a fundo Cientistas identificam proteína que pode anular efeito de drogas contra depressão. Dentre seus artigoshttps://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=martins-de-souza+d+Bahn+S], Daniel estuda as diferenças no metabolismo energético associados aos cérebros dos pacientes com depressão e esquizofrenia Identification of proteomic signatures associated with depression and psychotic depression in post-mortem brains from major depression patients The application of selective reaction monitoring confirms dysregulation of glycolysis in a preclinical model of schizophrenia..
Quando Investigador Principal na Universidade de Munique, reforça que a conexão da disfunção dos oligodendrócitos em pacientes com esquizofrenia se dava devido a disfunções na glicólise MK-801 treatment affects glycolysis in oligodendrocytes more than in astrocytes and neuronal cells: insights for schizophrenia Effect of MK-801 and Clozapine on the Proteome of Cultured Human Oligodendrocytes. Estes dados apoiados por publicações de outros grupos de pesquisa na revista Nature Glycolytic oligodendrocytes maintain myelin and long-term axonal integrity..
Durante a pandemia de COVID-19, Daniel lidera em seu laboratório um estudo pioneiro no mundo que comprova a infecção do cérebro pelo SARS-CoV-2.
Na UNICAMP, o Laboratório de Neuroproteômica, grupo que Daniel dirige, otimiza métodos para estudos de proteoma Novel methodology increases resolution in oligodendrocyte proteomics e descobre moléculas que podem servir para predizer da resposta à antidepressivos e antipsicóticos Descoberta da Unicamp indica remédio ideal para esquizofrenia e acelera tratamento Cientistas Desenvolvem Método para prever reação de deprimidos a medicamentos.
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