A Estação Carlito Benevides é uma estação de metrô integrante da Linha 1–Vermelha (Sul) do Metrô de Fortaleza, sendo uma das estações terminais desta linha, operada pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor). Localiza-se na Rua 17, nº 01, bairro Bom Futuro/Vila das Flores, em Pacatuba, município da Região Metropolitana de Fortaleza, no Estado do Ceará, na Região Nordeste do Brasil. É a única estação localizada dentro do território deste município.
De acordo com dados da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, a estação registrou 528.646 passageiros em 2025, o que representa uma média de aproximadamente 44.053 usuários por mês, enquadrando a estação com a oitava mais movimentada do sistema naquele ano.
Toponímia O nome da estação referencia o deputado estadual integralista Carlos Eduardo Benevides, conhecido como Carlito Benevides, eleito pela Liga Eleitoral Católica (LEC) e pela Legião Cearense do Trabalho (LCT) durante a Era Vargas. Nascido em Pacatuba, em 13 de dezembro de 1904, era farmacêutico de profissão, exercendo liderança política em Pacatuba, Guaiúba e Itaitinga, dentre outros municípios.
Histórico
Estação de trens urbanos (década de 1980 - 2010) A estrutura original da estação foi construída por volta da década de 1980, sob o nome de Vila das Flores, como parte do então sistema de trens urbanos de Fortaleza. Foi erguida com o propósito de atender os novos conjuntos que chegavam à região próxima do limite entre os municípios de Maracanaú e Pacatuba, como os conjuntos Vila das Flores, Bom Futuro, Santa Marta e São Francisco.
Em 1986, o governo brasileiro contratou a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) para elaborar um projeto de eletrificação e modernização das linhas Tronco Norte e Sul do então Trem Urbano de Fortaleza, administrado desde 1984 pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e anteriormente operado diretamente pela Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Em abril de 1988, o governo estadual lançou oficialmente o Trem Metropolitano de Fortaleza, também conhecido como Metrofor, cujo custo inicial foi estimado em 290 milhões de dólares para a reformulação das linhas Norte (atual Linha 2–Verde, também conhecida como Linha Oeste) e Sul (atual Linha 1–Vermelha). A construção do projeto dependia da liberação de US$ 180 milhões de duas instituições bancárias internacionais e do acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em outubro de 1998, foi anunciada a vitória do consórcio responsável pela construção da primeira linha de metrô da capital, a Linha 1–Vermelha, na época conhecida apenas como Metrofor e posteriormente como Linha Sul. O valor do contrato era de R$ 333.318.897,89. As obras tiveram início no ano seguinte, em 1999.
No mês de maio de 2001, as operações de trens urbanos entre as estações Vila das Flores e Aracapé foram suspensas para o avanço das obras do trecho em superfície do metrô. Deste modo, foi erguida uma nova estação provisória na região do bairro Aracapé, próxima onde se localizava a antiga plataforma construída na década de 1980, na qual era integrada com um conjunto de linhas de ônibus com os nomes das demais estações que tiveram a parada suspensa: Alto Alegre, Pajuçara (atual Rachel de Queiroz), Novo Maracanaú (atual Virgílio Távora), Maracanaú e a própria Vila das Flores. Essa situação se seguiu até 5 de dezembro de 2005, quando o trecho foi reativado.
A estação continuou operando em estrutura provisória, que substituiu a edificação original que funcionou até maio de 2001 e foi demolida para dar lugar a nova estrutura, até 11 de janeiro de 2010, quando as operações da então Linha Sul do sistema de trens urbanos foram definitivamente encerradas para o avanço das obras do metrô.
Estação de metrô (2012 - atualmente) Aproximadamente treze anos após o início das obras, a Linha Sul do metrô realizou sua viagem inaugural em 15 de junho de 2012. O trem percorreu, pela primeira vez com passageiros, 15 quilômetros, saindo da estação Carlito Benevides, novo nome adotado pela então estação Vila das Flores, até a estação Parangaba, em Fortaleza, realizando o percurso em 15 minutos.
A solenidade da viagem inaugural, que contou com a presença de diversas autoridades, marcou a entrega do primeiro trecho (Carlito Benevides ↔ Parangaba) da primeira linha de metrô da capital cearense. A partir daquele dia, a linha passou a funcionar em operação assistida. Durante esse período, a linha operou de forma limitada. Inicialmente, a operação ocorria de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, com um headway (intervalo entre os trens) de 20 minutos. O tempo de operação foi progressivamente estendido ao longo da operação assistida e após o início da operação comercial, até chegar ao horário atual: de segunda a sábado, das 5h30 às 23h14. A operação comercial da linha teve início em 1º de outubro de 2014.
Características A Estação Carlito Benevides é caracterizada como uma estação de superfície, com uma única plataforma em ilha, protegida por uma cobertura metálica branca, e estruturas predominantemente em concreto aparente, um estilo comum em projetos de infraestrutura de transporte que prioriza a durabilidade e a estética bruta do material. O equipamento possui 2.383,50 metros quadrados de área construída, com capacidade para receber cerca de nove mil passageiros por hora. Ao longo da edificação estão dispostos mapas do sistema, painéis de informações, sistema de sonorização para avisos e painéis de LED na plataforma.
A estação também dispõe de elevador, piso tátil, mapa tátil e avisos sonoros que garantem acesso e boa utilização do Metrô de Fortaleza a todos os cidadãos, incluindo aqueles que possuem alguma deficiência ou estão com mobilidade reduzida por qualquer razão. Além disso, as equipes presentes na estação, compostas por agentes de estação e vigilantes, recebem treinamento especializado para ajudar no embarque e desembarque desses passageiros, e estão sempre atentos para oferecer ajuda a quem necessitar. É também garantido gratuidade às pessoas com deficiência que estejam dentro dos critérios legais para usufruir deste benefício. Para isso, é necessário apresentar, na estação, o Cartão Gratuidade Pessoa com Deficiência, emitido pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).
O acesso à estação é realizado por meio de uma passarela, acessada externamente por um conjunto de rampas e escadas fixas, que cruza as vias ferroviárias e interliga as ruas três e dezessete com o nível superior da estação, onde estão localizadas as bilheterias e os bloqueios. Entre as estações de superfície da Linha 1–Vermelha (Sul), essa característica de acesso é encontra somente, além da própria estação Carlito Benevides, nas estações Rachel de Queiroz e Padre Cícero.
Informações da linha A Linha 1–Vermelha, também conhecida como Linha Sul, foi a primeira do sistema a ser inaugurada seguindo o padrão metroviário, operando com Trens de Unidade Elétrica (TUEs), com tração por via elétrica aérea, cuja tensão é de 3 mil volts. É atualmente a maior via de transporte de passageiros sobre trilhos em operação no Ceará, tanto em extensão (24,1 km), como em número de estações (20) e de passageiros (32 mil/dia). A linha funciona de 5h30 até 23h14h, de segunda-feira a sábado. A via é segregada em toda sua extensão, não havendo cruzamento com ruas e avenidas.LinhaTrechosExtensão (Km)EstaçõesIntervalo entre os trens (min)Funcionamento1Vermelha(metrô)Central–Chico da Silva ↔ Carlito Benevides24,12018De segunda a sábado, de 5h30 até 23h14h.
Cada composição de trens em operação nesta linha tem capacidade de transporte de 890 pessoas. Por dia, são feitas 126 viagens, interligando Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba. Nas estações, o tempo de parada do metrô é apenas o suficiente para desembarque e embarque de passageiros, sendo de 1 minuto ou menos. A velocidade média dos trens é de aproximadamente 40 Km/h, chegando a 70 Km/h entre as estações (velocidade máxima). A viagem entre as duas estações terminais leva cerca de 35 minutos. A frota operacional da Linha Linha 1–Vermelha atualmente é de 10 trens elétricos, que circulam agrupados em dois, formando 5 composições de 2 trens, cada composição com 6 carros.
Centro de Manutenção Vila das Flores O Centro de Manutenção Vila das Flores (CMVF) é o maior e mais antigo equipamento do tipo no sistema metroferroviário da Região Metropolitana de Fortaleza, responsável pelas operações de manutenções corretivas e preventivas, limpeza e armazenamento de trens das linhas 1–Vermelha (Sul) e 2–Verde (Oeste). Está localizado em Pacatuba, nas proximidades da estação Carlito Benevides. Em novembro de 2010 recebeu o primeiro Trem Unidade Elétrica (TUE) adquirido pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos para operar na Linha 1–Vermelha, na época ainda em construção.
Era o único pátio e centro de manutenção do sistema até novembro de 2023, quando foi entregue o Centro de Manutenção Vila União (CMVU), em Fortaleza, responsável por atender as demandas das linhas 3–Azul (Nordeste) e 5–Laranja do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Com o início das atividades do equipamento, os VLTs deixaram de precisar se deslocar para a oficina do CMVF, levando a uma redução no desgaste dos trens, economia de tempo e de recursos, além de proporcionar mais agilidade nos serviços que forem necessários.
Ver também
Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos Linha Sul do Metrô de Fortaleza Lista de estações do Metrô de Fortaleza Metrô de Fortaleza
Ligações externas
Carlito Benevides Categoria:Arquitetura de 2012 Carlito Benevides Categoria:Pacatuba (Ceará)