Seoses (; ) foi um oficial sassânida do final do e as primeiras décadas do VI, ativo durante o reinado do xá .

Nome

Seoses (, Seósēs), Siauasc(is) (, Siaúask(is)) ou Sábaris () são as formas gregas do persa médio Siavaxe (⁠Siyāwaxš) e parta (Siyāwaš⁠), que derivavam do avéstico Siauarxã (Siiāuuaršan-; lit. "que possui garanhões pretos"). Foi registrado em armênio como Xavarxe (, Šawarš), corásmio como Xevexe (Šʾwš), em elamita como Xiamarxa (𒅆𒅀𒈥𒃻, ši-ia-mar-šá) e em árabe como Xiavaxe (, Siyāwaš).

Vida

Seoses aparece pela primeira vez na década de 480, quando auxiliou Cavades a fugir do cativeiro, que lhe fora imposto por seu tio Balas e os nobres persas, em direção ao Império Heftalita, bem como ajudou-o a retomar seu trono em 488 pela força das armas. Como recompensa, Seoses foi nomeado adrastadarã salanes, um título que lhe conferiu autoridade sobre todos os magistrados e sobre o exército inteiro; Procópio de Cesareia afirma que foi o primeiro e único a ostentar esta posição, o que é suspeito com base nas fontes disponíveis.

Alguns anos após sua reconquista do trono real, Cavades foi derrubado devido ao golpe de Zamasfes . Ele novamente fugiu junto dos heftalitas, que ajudariam-no a recuperar seu trono em 488 em troca de somas em dinheiro. Para quitar sua dívida, solicitou ajuda financeira ao imperador , mas ele recusou-se. Como forma de obrigar os bizantinos, os persas declararam guerra em 502 e iniciaram o conflito, provavelmente por instigação de Seoses. Em ca. 525/526, foi enviado com Mebodes para negociar com os oficiais bizantinos Hipácio e Rufino sobre a adoção de Cosroes como filho de .

A embaixada não teve resultados satisfatórios para os persas. Com o colapso das negociações, Mebodes acusou seu companheiro Seoses de ter sabotado a missão. Muitas acusações foram feitas por Mebodes perante Cavades, o que fez com que Seoses fosse chamado para julgamento. Segundo Procópio, que relatou todo o episódio, o conselho persa, que era hostil a ele por sua posição anômala e seu temperamento natural, foi reunido para deliberar sobre a questão. Os juízes condenaram-no a morte e apesar de ser seu amigo, Cavades nada fez para poupar sua vida. Segundo Henning Börm, sua execução deve ter ocorrido cerca de 530.

Bibliografia

Categoria:Persas do século VI Categoria:Sassânidas envolvidos nas guerras bizantino-sassânidas Categoria:Guerra Anastácia Categoria:Diplomatas do Império Bizantino Categoria:Pessoas executadas pelo Império Sassânida Categoria:Generais de Cavades I Categoria:Oficiais de Cavades I Categoria:Adrastadarãs salanes