Os motores Renault na Fórmula 1 conquistaram doze títulos do Campeonato Mundial de Construtores (incluindo como equipe oficial) e onze títulos do Campeonato Mundial de Pilotos (incluindo como equipe oficial).

A história dos motores Renault na Fórmula 1 começou em , quando a Equipe Renault Elf fez sua estreia na categoria máxima do automobilismo mundial. Em , a Renault retira sua equipe oficial da Fórmula 1, porém continuou fornecendo motores para as equipes , e até 1986. A montadora retornou a Fórmula 1 em , fornecendo motores para a equipe . Dessa união conquistaram cinco títulos de construtores (, , , e ) e 4 títulos de pilotos, com Nigel Mansell (92), Alain Prost (93), Damon Hill (96) e Jacques Villeneuve (97). A Renault forneceu motores também para as equipes Ligier ( a ) e ( a ), conquistando o mundial de pilotos com Michael Schumacher e o de construtores no ano de 1995, ambos com a Benetton. A fabricante francesa retirou seus motores mais uma vez das pistas no final de 1997.

No início de 2000, a Renault anuncia a sua volta para a Fórmula 1, através da compra da equipe Benetton, mas mantendo o nome da equipe por mais duas temporada, voltando a fornecer motores para esta equipe em 2001. Dezessete anos depois, na temporada de , a Fórmula 1 volta a ter uma equipe com o nome Renault. No final de 2010, a montadora francesa de automóveis cria uma divisão, a Renault Sport F1, destinada a supervisionar as atividades técnicas e esportivas na Fórmula 1. O centro de suas atividades localiza-se em Viry-Châtillon, o centro técnico das atividades da Renault na Fórmula 1, que fica no sul de Paris. Em 8 de dezembro de 2010, a Renault anunciou publicamente que venderia seus 25% restantes de ações da sua equipe de Fórmula 1, para a Genii Capital, que já havia adquirido os outros 75% no final de 2009, tornou assim, a partir daquele momento, acionista única. O Grupo Lotus logo tornou-se parceiro da equipe, a qual foi renomeada de Lotus Renault GP Team. Mas a montadora francesa permaneceu fornecendo motores para suas equipes clientes, que na época era a própria Lotus Renault GP, a e a Team Lotus. As equipes recebem motores idênticos, que contou com a manutenção de um grupo de seis especialistas em motores e técnicos por escuderia.

Para a temporada seguinte, a Lotus Renault GP é renomeada para Lotus F1 Team. Mas após a Lotus F1 Team sofrer uma grave crise financeira, a Renault, em dezembro de 2015, comprou a equipe de volta para a disputa da temporada de .

História A Renault forneceu motores durante três períodos na Fórmula 1.

Primeira fase A estreou na Fórmula 1 no Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1977 em Silverstone com o piloto francês Jean-Pierre Jabouille. Na temporada de , marcou seus primeiros três pontos com Jabouille em Watkins no Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1978. No ano de , além de Jabouille, a equipe contou com outro francês: René Arnoux. Naquela temporada, a equipe conquistou a primeira vitória na Fórmula 1 em Dijon-Prenois no com Jabouille e para completar a festa com Arnoux em terceiro. No campeonato de , a equipe mantém Arnoux e contrata Alain Prost. Em , Prost e a equipe são vice-campeões. Naquela temporada, a Renault fornece os motores pela primeira vez e a equipe é a . Em é a vez da compatriota e em para a . A Renault permaneceu até o final daquela temporada (), mas continuou fornecendo para as equipes: Lotus, Ligier e Tyrrell até , chegando a atingir a potência de 1200 HP.

Segunda fase Após duas temporadas ausente da categoria, regressa em fornecendo motores para a equipe . A união com o time britânico conquista cinco títulos de construtores: (, , , e ) e 4 títulos de pilotos, com Nigel Mansell (1992), Alain Prost (1993), Damon Hill (1996) e Jacques Villeneuve (1997). Além da Williams, a Renault forneceu também para as equipes: (1992-1994) e 1995-1997), conquistando o mundial de pilotos com Michael Schumacher e o de construtores no ano de 1995, ambos com a Benetton.

A Renault se retirou novamente da Fórmula 1, de maneira oficial, no final de 1997. Mas as evoluções de seu último motor, o RS9, permaneceram sendo usadas por várias equipes nas temporadas seguintes. No entanto, a Renault continuou trabalhando com sua antiga parceira, a Mecachrome, que fornecia, ou contribuía tecnicamente, os propulsores RS9 com os nomes de Mecachrome, Supertec e Playlife.

O Mecachrome GC37-01 foi a versão do RS9 usada pela Williams na temporada de .

Em , o Supertec FB01 foi montado pela Williams e pela BAR. Mesmo em , uma segunda evolução do Supertec (o FB02) foram usados nos carros das setas.

Terceira fase No início de , a Renault anuncia a sua volta para a Fórmula 1, através da compra da equipe Benetton, mas mantendo o nome da equipe por mais duas temporadas. Em , a Renault volta a ter uma equipe oficial na Fórmula 1. Na temporada de com o piloto espanhol Fernando Alonso, a primeira pole position e também a primeira vitória na carreira, após seu retorno a Fórmula 1, tornando o mais jovem piloto a primeira pole e também a primeira vitória na história da categoria até então. Na temporada de obtém 8 vitórias e 7 poles e conquista o título com Fernando Alonso e o inédito de construtores como equipe oficial. obteve sete vitórias com o espanhol e um com Giancarlo Fisichella de um total de dezoito Grandes Prêmios, conquistando novamente o título de pilotos com Alonso e também de construtores.

A partir da temporada passa a fornecer motores para a equipe .

No final de 2009, a Renault vende 75% da equipe para a Genii Capital. mas, não ocorre alterações na equipe, que disputa a temporada de sob o nome Renault. Temporada esta, que o motor Renault conquista o título de construtores, com a Red Bull e o título de pilotos com Sebastian Vettel.

No final de 2010, os 25% restantes de ações da equipe foram adquiridos pela Genii Capital, que através de um acordo com o Grupo Lotus e a Renault, a equipe compete a temporada de sob uma licença britânica e com o nome comercial de "Lotus Renault GP", mas mantém a nomenclatura "Renault" como seu nome de construtor. Em 2011, a Renault passa a fornecer motores também para a equipe Team Lotus, uma equipe malaia que havia estreado na Fórmula 1 no ano anterior sob o nome "Lotus Racing" e que comprou o nome histórica "Team Lotus" para a disputa da temporada de 2011. O motor Renault também conquista novamente o título de construtores, com a Red Bull e o título de pilotos com Sebastian Vettel.

Na temporada de , a Lotus Renault GP é rebatizada para Lotus F1 Team, com isso, a Renault oficialmente deixa de ser uma equipe de Fórmula 1, mas continua fornecendo motores para sua antiga equipe de fábrica e, também para a Caterham F1 Team (antiga Lotus Racing/Team Lotus). Em 2012, a montadora francesa também reedita a antiga parceria vitoriosa com a equipe , porém, apesar da Williams conquistar uma vitória com Pastor Maldonado no , a nova parceria não alcança o sucesso do passado. O motor Renault conquista novamente o título de construtores, com a Red Bull e o título de pilotos com Sebastian Vettel.

Na temporada de , conquista, pela quarta vez consecutiva, os títulos de construtores com a Red Bull Racing e o de pilotos com Sebastian Vettel.

Com o retorno dos motores turbo em , permanece fornecendo motores para a Red Bull, Lotus e Caterham e, passando também, pela primeira vez, a fornece para a . Porém, deixou de fornecer motores para a Williams, que mudou para os propulsores .

A Toro Rosso trocou os motores Renault pelos da Honda em , com a Red Bull fazendo o mesmo a partir de , e a equipe francesa passou a fornecer para a McLaren. O acordo com a equipe inglesa deveria durar até 2021, mas em 2019, a McLaren anunciou que estava restabelecendo sua parceria com a Mercedes a partir de 2021, para aproveitar a mudança de regulamento.

Assim, a Renault passou a fornecer motores apenas para a sua equipe, que em 2021 foi renomeada para Alpine, em referência à marca de carros esportivos da fabricante francesa. Foi como Alpine que os motores Renault tiveram sua última vitória na Fórmula 1, conquistada por Esteban Ocon no GP da Hungria deste mesmo ano.

A Andretti, equipe que compete em categorias como IndyCar e Fórmula E, tentou entrar na Fórmula 1 e fez um acordo com a Renault para usar os motores da equipe em 2025, mas a FIA impediu a entrada da equipe estadunidense, e as negociações com a Renault paralisaram.

Em setembro de 2024, a Renault anunciou o fim de projeto de motores após o término da temporada da F1. Descontentes, os funcionários da equipe tentaram protestar contra a decisão, erguendo faixas pedindo pela continuidade da Renault na categoria.

Fornecimento de motores thumb|right|Motor Renault-Gordini EF1 1.5 V6 Turbo no Renault RE20 de , motor utilizado entre as temporadas de e . thumb|right|Motor Renault RS26 2.4 V8 utilizado na temporada de .. thumb|right|Motor Renault RS27 2.4 V8 utilizado desde a temporada de . thumb|right|A Williams FW14B campeã de construtores e pilotos com Nigel Mansell de com motores Renault. thumb|right|Damon Hill pilotando a Williams FW18 com que foi campeão de pilotos com motores Renault, em exibição no GP de Abu Dabhi de 2010. thumb|right|Michael Schumacher pilotando a Benetton B195 com que foi campeão de pilotos com motores Renault. thumb|right|A Renault R25 de Fernando Alonso campeã de pilotos e construtores de com motores Renault. thumb|right|A Renault R26 de Fernando Alonso campeã de pilotos e construtores de com motores Renault. thumb|right|A Red Bull RB6 de Sebastian Vettel campeã de pilotos e construtores de com motores Renault.

Ano Equipe Motor Renault-Gordini EF1 1.5 V6 Turbo Renault-Gordini EF1 1.5 V6 Turbo Renault-Gordini EF1 1.5 V6 Turbo Renault-Gordini EF1 1.5 V6 Turbo Renault-Gordini EF1 1.5 V6 Turbo Renault-Gordini EF1 1.5 V6 Turbo Renault-Gordini EF1 1.5 V6 Turbo Renault-Gordini EF1 1.5 V6 Turbo Renault EF4B 1.5 V6 Turbo Renault EF4 1.5 V6 Turbo Renault EF4 1.5 V6 Turbo Renault EF4B 1.5 V6 TurboRenault EF15 1.5 V6 Turbo Renault EF4B 1.5 V6 Turbo Renault EF4 1.5 V6 Turbo Renault EF4B 1.5 V6 Turbo Renault EF15B 1.5 V6 Turbo Renault EF4B 1.5 V6 TurboRenault EF15 1.5 V6 Turbo Renault EF15 1.5 V6 Turbo Não forneceu motores em 1987 e 1988 Renault RS1 3.5 V10 Renault RS2 3.5 V10 Renault RS3 3.5 V10 Renault RS3CRenault RS4 3.5 V10 Renault RS3BRenault RS3C 3.5 V10 Renault RS5 3.5 V10 Renault RS5 3.5 V10 Renault RS6 3.5 V10 Renault RS6 3.5 V10 Renault RS7 3.0 V10 Benetton Renault RS7 3.0 V10 Renault RS8 3.0 V10 Benetton Renault RS8 3.0 V10 Renault RS9 3.0 V10 Benetton Renault RS9 3.0 V10 Não forneceu motores de forma oficial de 1998 a 2000 Benetton Renault RS21 3.0 V10 Renault RS22 3.0 V10 Renault RS23 3.0 V10 Renault RS24 3,0 V10 Renault RS25 3.0 V10 Renault RS26 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Lotus Renault Renault RS27 2.4 V8 Lotus Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Lotus Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Lotus Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Renault RS27 2.4 V8 Renault Energy F1-2014 1.6 V6 Turbo híbrido Lotus Renault Energy F1-2014 1.6 V6 Turbo híbrido Renault Energy F1-2014 1.6 V6 Turbo híbrido Renault Energy F1-2014 1.6 V6 Turbo híbrido Renault Energy F1-2015 1.6 V6 Turbo híbrido Renault Energy F1-2015 1.6 V6 Turbo híbrido Renault R.E.16 1.6 V6 Turbo híbrido Renault R.E.17 1.6 V6 Turbo híbrido Renault R.E.18 1.6 V6 Turbo híbrido Renault R.E.18 1.6 V6 Turbo híbrido Renault E-Tech 19 1.6 V6 Turbo híbrido Renault E-Tech 19 1.6 V6 Turbo híbrido Renault E-Tech 20 1.6 V6 Turbo híbrido Renault E-Tech 20 1.6 V6 Turbo híbrido Renault E-Tech 20B 1.6 V6 Turbo híbrido Renault E-Tech RE22 1.6 V6 Turbo híbrido Renault E-Tech RE23 1.6 V6 Turbo híbrido Renault E-Tech RE24 1.6 V6 Turbo híbrido

Não oficiais