Lúcio Tário Rufo () foi um senador e general romano nomeado cônsul sufecto em 16 a.C. para substituir Públio Cornélio Cipião.

História Um homem novo de origens obscuras, provavelmente oriundo da DalmáciaSyme, pg. 35, Tário Rufo era um marinheiro de profissãoAlföldy, Géza, The Social History of Rome (1985), pg. 114. Ele chamou a atenção para si pela primeira vez como um dos almirantes que lutaram por Otaviano na Batalha de Ácio em 31 a.C.. Sua frota se engajou com um esquadrão liderado por Caio Sósio antes da batalha, mas acabou sendo repelido por Sósio até que Marco Vipsânio Agripa chegou com reforçosBroughton, pgs. 421-422; Syme, pg. 17.

Tário Rufo foi depois nomeado legado imperial da Macedônia entre 18 e 16 a.C. e, durante o mandato, conseguiu expulsar uma invasão dos sármatasSyme, pg. 203. É possível que tenha também conquistado os escordiscos nesta épocaSyme, pg. 205. Como recompensa por suas vitórias militares, Augusto nomeou Tário cônsul sufecto quando teve que deixar Roma para ir à GáliaStern, Gaius, Women, Children, and Senators on the Ara Pacis Augustae: A Study of Augustus' Vision of a New World Order in 13 BC. (2006), pg. 78. Durante seu mandato, Tário Rufo alterou as imagens e o texto das moedas romanas, ampliando consideravelmente o prestígio e a importância do princeps (Augusto)Sutherland, C. H. V., Coinage in Roman Imperial Policy 31 BC-AD 68 (1971), pg. 51.

Já um idoso senador, Tário Rufo foi nomeado "curator aquarum", um oficial responsável pelos aquedutos romanos, entre 23 e 24 d.C.Parkin, Tim. G., Old Age in the Roman World: A Cultural and Social History (2003), pg. 119.

Um amigo tanto de Augusto quanto de Tibério, Tário Rufo conseguiu amealhar uma grande fortuna, que ele utilizou para comprar grandes quantidades de terras em PicenoSyme, pg. 17. Apesar de lembrado por sua avareza, Tário Rufo teria gasto 100 milhões de sestércios nestas terras numa tentativa de melhorar sua posição social, mas seu herdeiro foi proibido de drecebê-las depois de sua morteThibodeau, Philip, Playing the Farmer: Representations of Rural Life in Vergil’s Georgics (2003), pg. 196. Este filho, de nome desconhecido, foi processado por Tário Rufo por parricídio. Ele próprio reuniu um concílio e convidou o imperador para participar. Depois que seu filho foi condenado e exilado para Massília, Augusto declarou que ele não receberia nenhuma herança ou doação de Tário RufoFrier, Bruce W.; McGinn, Thomas A. J., A Casebook on Roman Family Law (2004), pgs. 196-199.

Ver também

Bibliografia

Categoria:Romanos antigos do século I a.C. Categoria:Nascidos no século I a.C. Categoria:Mortos no século I Categoria:Romanos antigos do século I Categoria:Cônsules do Império Romano Categoria:Governadores romanos da Macedônia Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Guerra Civil de Antônio Categoria:Almirantes romanos Categoria:Tarii Categoria:Curadores do Império Romano