Rabinjã () ou Arbinjã () foi uma cidade medieval na região da Transoxiana, entre Samarcanda e Bucara. Estava situada nas cercanias da atual .

Geografia

Os geógrafos muçulmanos descrevem-na como uma cidade de Sughd e uma dependência de Samarcanda. Foi um dos locais da estrada de Samarcanda-Bucara, entre a leste e a oeste, ao sul do rio Zarafexã. Ibne Cordadebe situou-a 12 parasangas de Samarcanda e 27 de Bucara; Cudama, por outro lado, localizou-a 13 parasangas de Samarcanda e 24 de Bucara. Alistacri adicionou que ela estava a duas parasangas de .

História

O sítio foi estabelecido quase anos atrás. Na história pré-islâmica da cidade, foi considerada um dos assentamentos de Soguediana. Nesse período, havia cristãos na cidade, como evidenciado pelo molde cerâmico para moldar cruzes encontrado. Durante a conquista islâmica da Transoxiana, Rabinjã esteve sujeita a ataques árabes. Em 699, Habibe ibne Moalabe fez um raide contra ela, mas foi confrontado por um exército liderado pelo senhor de Bucara e decidiu retroceder.

Foi durante as campanhas de Cutaiba ibne Muslim que ela foi conquistada pelos muçulmanos. Em 712, a cidade foi cenário de uma luta entre os exércitos de Cutaiba e , o príncipe soguediano de Samarcanda; os muçulmanos venceram o conflito e foram capaz de continuar sua marcha para Samarcanda. Após sua conquista, Rabinjã compartilhou a história de Sughd, e foi governada em sequência por omíadas, abássida e samânidas. Nos séculos IX e X, foi incluída pelos geógrafos muçulmanos em seus relatos de Transoxiana. Mocadaci, escrevendo no final do , registra que Rabinjã produziu alguns bens, incluindo xailes de inverno, tâmaras secas, copos de metal, cordas feitas de cânhamo e enxofre. Outros escritores notaram que também foi conhecida por seus cobertores de sela e produção de bronze de estanho. Com a queda dos samânidas no final do , Rabinjã tornou-se posse dos caracânidas ocidentais. Em 1158, foi destruída durante a invasão do imperador .

Bibliografia

Categoria:Cidades de Soguediana