Sérvio Cornélio Cipião Salvidieno Orfito (; m. ) foi um senador romano da gente Cornélia eleito cônsul em 51 com o imperador Cláudio.Paul Gallivan, "The Fasti for the Reign of Claudius", Classical Quarterly, 28 (1978), p. 409 Seu pai, chamado Orfito, foi um dos sete filhos (de seis maridos diferentes) da famigerada Vistília.Ronald Syme, "Domitius Corbulo", Journal of Roman Studies, 60 (1970), p. 31

Carreira Sua carreira está descrita numa inscrição encontrada em Léptis Magna data em 61-62.Inscriptions of Roman Tripolitania, 341 O cargo mais antigo foi o de questor do imperador Cláudio e o próximo foi de pretor urbano, ambos cargos prestigiosos que ele provavelmente devia à influência do meio-irmão de seu pai, Públio Suílio Rufo, outro filho de Vestília e um poderoso aliado de Cláudio na época. Depois de seu consulado, em 51, Sérvio foi admitido nos colégios dos pontífices e dos sodais augustais, dois grupos igualmente poderosos. Depois disto, a inscrição menciona que ele foi procônsul da África, indicando que ele manteve o cargo entre 62 e 63.

Tácito relata que Sérvio propôs, em 65, que os meses de maio e junho fossem renomeados para "Cláudio" e "Germânico", homenagens a Cláudio e Nero respectivamente, justificando a decisão afirmando que a execução dos dois Júnios Torquatos — Marco Júnio Silano Torquato e Lúcio Júnio Silano Torquato — havia tornado o mês de "junho" (junius) pouco auspicioso.Tácito, Anais XIV.12 Frederik Juliaan Vervaet argumenta que, ao invés de um ato bajulatório, Nero e seus aliados interpretaram a proposta como uma crítica sutil. Se for este o caso, isto explicaria a motivação por trás da acusação feita por Marco Aquílio Régulo contra Sérvio no Senado Romano de que ele seria um traidor de Nero no ano seguinte.Vervaet, "A Note on Syme's Chronology of Vistilia's Children", Ancient Society, 30 (2000), pp. 108f Seja qual for o motivo, Sérvio foi considerado culpado e executado.Tácito, Histórias IV.42.1Suetônio, Vidas dos Doze Césares, Vida de Nero 37Dião Cássio, História Romana 62.27.1

Família Seu filho, Sérvio Cornélio Cipião Salvidieno Orfito, e seu neto, Sérvio Cornélio Cipião Salvidieno Orfito seguiram seus passos e tornaram-se cônsules durante o reinado de Domiciano e em 110 respectivamente.

Ver também

Bibliografia

PIR2, C 1444.

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