Marco Pompeu Macrino Neo Teófanes () foi um senador romano nomeado cônsul sufecto para o nundínio de setembro a dezembro de 115 com Tito Víbio VaroFasti Potentia, Alison E. Cooley, The Cambridge Manual of Latin Epigraphy (Camrbidge: University Press, 2012), pp. 467ss. Escritores mais antigos, como Ronald Syme, dataram sua carreira cerca de quinze anos antes, mas pesquisas subsequentes confirmaram a data posteriorTacitus (Oxford: Clarendon Press, 1958), pp. 665, 749. Sua carreira é conhecida principalmente através de inscrições.
Origem Nativo de Mitilene, Macrino era descendente de um dos mais famosos habitantes da ilha de Lesbos, Teófanes de Mitilene, o que explica o seu cognome: "Neo Theophanes" significa "novo Teófanes". Os primeiros descendentes dele caíram em desgraça com o imperador Tibério e, em 33, muitos foram forçados a cometer o suicídio ou exiladosTácito, Anais VI.18.
Carreira Uma inscrição, preservada no Museu de Mitilene, preservou detalhes de sua carreira políticaRené Hodot, "La grande inscription de M. Pompeius Macrinus à Mytilène", Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik, 34 (1979), pp. 221-237. Seu primeiro cargo na inscrição foi o de questor na Bitínia e Ponto, provavelmente entre 98 e 100Werner Eck, "Miscellanea prosopographica", Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik, 42 (1981), pp. 245f. Depois, ele foi tribuno da plebe, pretor e superintendente da Via Latina. Nos três anos seguintes, Macrino serviu como legado da Legio VI Victrix, que na época estava estacionada em Novésio, na fronteira do Reno. Entre 110 e 113, serviu como legado imperial da CilíciaEck, "Jahres- und Provinzialfasten der senatorischen Statthalter von 69/70 bis 138/139", Chiron, 12 (1982), pp. 349-354. Macrino ainda serviu como governador com poder proconsular da Sicília entre 113 e 114Eck, "Jahres- und Provinzialfasten" (1982), p. 355 antes de seu consulado em 115.
Durante seu mandato ou logo a seguir, Macrino foi admitido entre os quindecênviros dos fatos sagrados, um colégio encarregado de cuidar dos Livros Sibilinos. Há evidências de apenas um cargo consular para Macrino, o de procônsul da África entre 130 e 131Eck, "Jahres- und Provinzialfasten der senatorischen Statthalter von 69/70 bis 138/139", Chiron, 13 (1983), pp. 169, 171 n. 411.
Família Embora o nome de sua esposa seja desconhecido, acredita-se que Macrino tenha tido pelo menos um descendente, Marco Pompeu Macrino, cônsul ordinário em 164. Pompeia Agripinila, esposa de Marco Gávio Esquila Galicano, cônsul ordinário em 150, pode ter sido sua filha também.
Ver também
Categoria:Pompeii Categoria:Governadores romanos da Cilícia Categoria:Governadores romanos da Sicília Categoria:Procônsules da África Categoria:Cônsules do Império Romano Categoria:Romanos antigos do século II Categoria:Nascidos no século I Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Mortos no século II Categoria:Ano de morte desconhecido