Pollyana é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Tupi, entre 9 de outubro de 1956 e 17 de janeiro de 1957, em 60 capítulos, substituindo O Volante Fantasma e sendo substituída por Robin Hood. Foi a segunda adaptação do livro no Brasil, após a primeira em 1954, uma na TV Rio de 1958 a 1959 e outra em 1961, na TV Tupi Rio de Janeiro. Alçada pelo sucesso de seriados voltado às crianças produzidos anteriormente como Sítio do Picapau Amarelo. A novela foi baseada no livro Pollyanna, publicado pela escritora estadunidense Eleanor H. Porter em 1913 e que já havia rendido algumas adaptações para o cinema.
Por ser exibida ao vivo, uma vez que ainda não existia um método de gravação na época, Pollyana era exibida apenas às terças e quintas-feiras. A versão teve autoria de Tatiana Belinky e direção de Júlio Gouveia. Contou com Verinha Darcy, Wilma Camargo, Amandio Silve Filho e Lúcia Lambertini nos papéis principais.
Pollyana foi a primeira telenovela a ter uma sequência, Pollyana Moça, baseada no livro Pollyanna Grows Up.
Em 2018, o SBT fez a quinta adaptação brasileira da obra, escrita por Íris Abravanel com o título As Aventuras de Poliana, ganhando uma continuação chamada Poliana Moça, que foi exibida de 21 de março de 2022 a 24 de maio de 2023.
Enredo
A história se passa no interior da Inglaterra. Pollyana é uma menina de onze anos doce e gentil, cujo pai, um missionário humilde, acaba falecendo e ela se vê obrigada a se mudar para Beldingsville, onde vai morar com sua tia Polly, uma mulher rica e severa, a qual ela não conhecia e que não queria cuidar dela, embora sinta que é sua obrigação pela alma de sua irmã – falecida no parto da garota. Apesar das maldades cometidas por Polly, como aprisiona-la no sótão por descumprir as regras, Pollyana encontra em Nancy, a empregada da casa, uma verdadeira amizade. Aos poucos a garota vai conhecendo seus vizinhos, como a melancólica senhora Snow, que vive trancada em casa com suas cortinas fechadas após a morte do marido, o órfão Jimmy, que vive nas ruas, e o senhor Pendlenton, o homem mais rico da cidade, que é infeliz por nunca ter tido filhos.
Pollyana passa a ensinar para as pessoas o "jogo do contente", que seu pai lhe pregava durante as dificuldades da vida, que consistia em pensar positivo e extrair sempre o lado bom das situações, mesmo das mais desagradáveis, como ela ter ficado órfã. Todo otimismo da garota é posto em prova quando ela é atropelada e perde o movimento das pernas, ficando nas mãos dos médicos Dr. Hantom e Dr. Chilton a tentativa de lhe fazer voltar a andar. É nesta fase da história que os ensinamentos de Pollyana florescem e a vizinhança faz todo o possível para que ela entenda o quanto mudou suas vidas e que lhe ajudarão a melhorar.
Elenco Ator/Atriz Personagem Verinha Darcy Pollyanna Whittier Wilma Camargo Polly Harrigton Amandio Silva Filho Dr. Tom Chilton John Herbert John Pendlenton Lúcia Lambertini Nancy David José Jimmy Bean Suzy Arruda Maria Snow Beatriz Segall Mirtes Snow Hernê Lebon Dr. Robert Hantom Dulce Margarida Lisa
Produção Em 1956, Tatiana Belinky notou o crescimento substancial de público da adaptação televisiva de Sítio do Picapau Amarelo, na qual ela era autora, e propôs para a Rede Tupi a produção de uma nova versão do clássico conto Pollyanna, publicado pela escritora estadunidense Eleanor H. Porter em 1913. A trama ficou no ar entre 9 de outubro de 1956 e 17 de janeiro de 1957, trazendo parte do elenco do Sítio, que se revezava na gravação dos dois projetos, incluindo Lúcia Lambertini, Hernê Lebon, Suzy Arruda e David José. Na época ainda não existia um método de gravação de videoteipe, sendo que a novela era transmitida ao vivo e apenas duas vezes por semana, todas as terças e quintas-feiras a partir das 19:30. Em pouco tempo, a trama se tornou o produto de maior repercussão da emissora. Wilma Bentivegna cantava o tema de abertura, a faixa-título "Pollyana".
Ligações externas
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