Priscila Rezende (Belo Horizonte, 1985) é uma artista plástica afro-brasileira. Graduada em Artes Visuais com habilitação em Fotografia e Cerâmica pela Escola Guignard da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), seu trabalho possui como principal tema a inserção e presença do indivíduo negro na sociedade brasileira.

A partir de seu trabalho em performance a artista evidencia questões sobre identidade, raça e gênero, com foco na promoção do feminismo negro e a luta antirracista.

Ainda, a prática artística de Priscila Rezende aborda padrões hegemônicos de beleza na sociedade e sua construção baseada nos processos de colonização.

Performances & Exposições (seleção)

Deformação, Mulheres na Arte Brasileira – Entre Dois Vértices, Centro Cultural São Paulo, São Paulo, Brasil Nau Frágil, Ballhaus Naunynstrasse, Berlim, Alemanha 131, Festival de Arte Negra, Belo Horizonte, Brasil Laços, exposição Estratégias do Feminino, Farol Santander, Porto Alegre, Brasil Nau Frágil, Malta Festival, Poznan, Polônia November 29, 1781, Centraal Museum, Utrecht, Holanda Vem… para ser infeliz, Festival Internacional de Teatro y Artes de Calle, Valladolid, Espanha Gênesis 03:16, Sesc Pompéia, São Paulo, Brasil Reeducação, Conservatório de Música UFMG, Belo Horizonte, Brasil Bombril, Washington Square Park, Nova Yorque, Estados Unidos All of which are american dreams, Art Omi, Nova Yorque, Estados Unidos Bombril, Leicester Square, Londres, Inglaterra November 29, 1781, Central Saint Martins, Londres, Inglaterra £20m, Central Saint Martins, Londres, Inglaterra

Prêmios

2018 Prêmio Leda Maria Martins, Minas Gerais, Brasil (Categoria: Performance) 2013 Prêmio de Fotografias Sesc-Minas Gerais, Minas Gerais, Brasil 2012 Prêmio Profissional BDMG Cultural, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais

Coleções

Art Omi, Ghent, Nova York, Estados Unidos DasArtes, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Carreira

A artista parte de suas próprias experiências e faz uso de seu corpo para tratar da temática da discriminação e estereótipos, principalmente:

Duas de suas obras são emblemáticas nesse sentido: “Bombril” (2010) e “Vem...pra ser infeliz” (2017).

Em “Bombril” a artista explora a experiência traumática vivida por meninas negras durante o período de formação escolar, contexto em que é comum que cabelos crespos recebam nomes depreciativos, como o da famosa marca de esponja de aço para polir panelas de alumínio.Priscila Rezende, Bombril Miriane Figueira. Consultado em 10 de março de 2018. Renata Felinto, também artista afro-brasileira descreve a performance:

Em “Vem... Pra Ser Infeliz”, a artista expõe ironicamente a reprodução estereotipada da sexualização e fetichização do corpo da mulher negra, um símbolo do carnaval, dançando ao som de samba-enredo ininterruptamente até a exaustão, encontrando-se seminua e utilizando uma máscara de Flandres. Consultado em 10 de março de 2018

Ligações externas Deformação, Priscila Rezende no Vimeo GÊNESIS 09.25, Priscila Rezende no Vimeo Barganha, Priscila Rezende no Vimeo

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