A sociedade da informação é uma sociedade onde o uso, a criação, a distribuição, a manipulação e a integração da informação é uma atividade significativa. O termo surgiu no século XX no momento em que a tecnologia teve grandes avanços e diz respeito a nossa sociedade atual, onde a informação se tornou uma ferramenta de fácil acesso e essencial para o desenvolvimento pessoal e coletivo.

Definição A socidade da informação traz consigo certos benefícios culturais, sociais, econômicos e, sobretudo, liberdade de expressão e comunicação. Os principais motores da sociedade de comunicação são as tecnologias de informação e comunicação (TICs), que resultaram em uma explosão da variedade da informação e de alguma forma estão mudando todos os aspectos da organização social, incluindo educação, economia, saúde, governo, guerra e níveis de democracia. Além disso, as pessoas estariam se tornando cada vez mais distantes, tendo em conta essa facilidade comunicativa, que seria na verdade, uma barreira.

Tendo como objetivo promover a inovação tecnológica, a sociedade da informação visa tornar os processos de comunicação mais ágeis e eficientes para auxiliar no desenvolvimento das organizações e instituições de ensino unindo pesquisa e informação.

Estas tecnologias não transformam a sociedade por si só, mas são utilizadas pelas pessoas em seus contextos sociais, econômicos e políticos, criando uma nova comunidade local e global: a Sociedade da Informação.” (Gouveia, 2004).

Alguns dos marcadores dessa mudança constante podem ser tecnológicos, econômicos, ocupacionais, espaciais, culturais ou uma combinação de todos eles. A sociedade da informação é vista como uma sucessora da sociedade industrial. Conceitos intimamente relacionados são a sociedade pós-industrial (pós-fordismo), sociedade pós-moderna, sociedade da computação e sociedade do conhecimento, sociedade telemática, sociedade do espetáculo (pós-modernismo), Revolução da Informação e Era da Informação, sociedade em rede (Manuel Castells) ou até a modernidade líquida.

Sociedade da Informação Um dos primeiros a desenvolver o conceito de sociedade da informação foi o economista Fritz Machlup. Em 1933, Machlup começou estudando o efeito das patentes na pesquisa. Seu trabalho culminou no importante estudo "The production and distribution of knowledge in the United States" em 1962. Este livro foi amplamente considerado e foi traduzido para o russo e japonês.

Daniel Bell, sociólogo estadunidense, introduziu em sua obra, O advento da sociedade pós-industrial (1973), o termo "sociedade da informação". A expressão ganha força nos anos 1990 com o desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

Ainda no contexto dos anos 90, o conceito de Sociedade da Informação era uma construção política e ideológica que se desenvolveu do neoliberalismo o qual tinha como meta acelerar a instauração de um mercado mundial aberto e autorregulado, dessa forma a Sociedade da Informação assumiu a função de "embaixadora da boa vontade" da globalização.

O problema da tecnologia e seu papel na sociedade contemporânea tem sido discutido na literatura científica usando uma série de rótulos e conceitos. Ideias de um conhecimento ou informação econômica, sociedade pós-industrial, sociedade pós-moderna, revolução da informação, capitalismo da informação têm sido debatidas nas últimas décadas.

Algumas pessoas, como Antonio Negri, caracterizam a sociedade da informação como aquela em que as pessoas realizam trabalho imaterial, isto é, referindo-se à produção de conhecimento ou artefatos culturais. Um problema com esse modelo é que ele ignora a base material e essencialmente industrial da sociedade apontando para um problema aos trabalhadores, ou seja, de quantas pessoas criativas esta sociedade precisa para funcionar?

A sociedade não é um elemento estático, muito pelo contrário, está em constante mutação e como tal, a sociedade contemporânea está inserida num processo de mudança em que as novas tecnologias são as principais responsáveis. Alguns autores identificam um novo paradigma de sociedade que se baseia num bem precioso, a informação, atribuindo-lhe várias designações, entre elas a Sociedade da Informação.

Este novo modelo de organização das sociedades assenta num modo de desenvolvimento social e econômico onde a informação, como meio de criação de conhecimento, desempenha um papel fundamental na produção de riqueza e na contribuição para o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos. Condição para a Sociedade da Informação avançar é a possibilidade de todos poderem aceder às Tecnologias de Informação e Comunicação, presentes no nosso cotidiano que constituem instrumentos indispensáveis às comunicações pessoais, de trabalho e de lazer.

Nomenclatura Contudo, apesar de Sociedade da Informação e Sociedade do Conhecimento serem usados como sinônimos, não o são. Para Abdul Waheed Khan (subdiretor-geral da UNESCO para Comunicação e Informação), “A Sociedade da Informação é a pedra angular das sociedades do conhecimento. O conceito de “sociedade da informação”, a meu ver, está relacionado à ideia da “inovação tecnológica”, enquanto o conceito de “sociedades do conhecimento” inclui uma dimensão de transformação social, cultural, econômica, política e institucional, assim como uma perspectiva mais pluralista e de desenvolvimento. O conceito de “sociedades do conhecimento” é preferível ao da “sociedade da informação” já que expressa melhor a complexidade e o dinamismo das mudanças que estão ocorrendo. (...) o conhecimento em questão não só é importante para o crescimento econômico, mas também para fortalecer e desenvolver todos os setores da sociedade”.

Já Yves Courrier coloca essa diferença entre os termos ao colocar a "sociedade da informação" com ênfase no conteúdo do trabalho (o processo de captar, processar e comunicar as informações necessárias) e "sociedade do conhecimento" nos agentes econômicos que devem possuir qualificações superiores para o exercício do seu trabalho.

Como alternativa, propõe-se o uso da palavra sociedade no plural, isto é, "sociedades" tanto da informação quanto do conhecimento (algo já utilizado em alguns documentos da UNESCO) a fim de reconhecer a heterogeneidade e diversidade das sociedades humanas. Ainda como reflexão é colocado a questão da informação não ser uma mercadoria e sim, um bem público e que o conhecimento seja uma construção social compartilhada e não, privada e, por fim, que as tecnologias sejam os meios e não, os fins.

Adaptação do homem a um novo paradigma de sociedade Mas por outro lado, esta sociedade poderá ser a culpada por grandes diferenças sociais, tendo em conta o seu grau de exigência. Visto que é uma sociedade que vive do poder da informação, tendo como base as novas tecnologias ela poderá ser muito discriminatória, quer entre países, quer internamente, entre empresas, ou pessoas. Até há algum tempo, saber ler e interpretar textos, bem como efetuar cálculos matemáticos simples, era obrigatório para se viver em harmonia e bem-estar na sociedade, este novo cenário mudou, hoje por exemplo temos dispositivos que fazem esse serviço então as necessidades de qualificações profissionais e acadêmicas aumentaram consideravelmente justamente pela especificação dos cargos.

O ser humano tem a aptidão de se adaptar rapidamente, tornando mais fácil alcançar mais conhecimento de acordo com seus interesses, necessidades e assim podendo dominar as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). A introdução precoce da sociedade à tecnologia nas escolas seria um dos motivos para a facilidade em construir pessoas com uma formação ampla, especializada, com um espírito empreendedor e criativo, com o domínio de uma ou várias línguas estrangeiras, com grandes capacidades para resolução de problemas.

Transição econômica - desenvolvimento de um modelo de Sociedade da Informação O filósofo Jean-François Lyotard argumentou que "o conhecimento tornou-se a principal força de produção nas últimas décadas". Lyotard também diz que a sociedade pós-industrial torna o conhecimento acessível ao leigo pois o conhecimento e as tecnologias da informação se difundiriam na sociedade e fragmentariam as Grandes Narrativas de estruturas e grupos centralizados. Logo, essas circunstâncias mutáveis consideradas como condição pós-moderna ou sociedade pós-moderna.

Da mesma forma que os filósofos e professores Bell, Peter Otto e Philipp Sonntag (1985) afirmam que uma sociedade da informação é uma sociedade onde a maioria dos funcionários trabalha em empregos de informação, ou seja, lidam com dados sinais, símbolos e imagens mais do que com energia e matéria. Radovan Richta (1977) argumenta que a sociedade se transformou em uma civilização científica baseada em serviços, educação e atividades criativas. Essa transformação seria o resultado de uma reforma científico-tecnológica baseada no progresso tecnológico e na crescente importância da tecnologia da computação. Fazendo da Ciência e tecnologia forças imediatas de produção (Aristovnik, 2014, p. 55).

O professor Nico Stehr (1994, 2002a, b)Stehr, Nico (2002a) A World Made of Knowledge. Palestra na Conferência “New Knowledge and New Consciousness in the Era of the Knowledge Society", Budapeste, Janeiro 31, 2002. afirma que na sociedade do conhecimento a maioria dos empregos envolve o trabalho com o conhecimento. “A sociedade contemporânea pode ser descrita como uma sociedade do conhecimento baseada na ampla penetração de todas as suas esferas de vida e instituições pelo conhecimento científico e tecnológico” (Stehr, 2002b, p. 18). Para Stehr, o conhecimento é uma capacidade de ação social. A ciência se tornaria uma força produtiva imediata, o conhecimento não seria mais basicamente corporificado em máquinas, mas a natureza já apropriada que representa o conhecimento seria reorganizada de acordo com certos projetos e programas (Ibid., p. 41-46). Para ele, a economia de uma sociedade do conhecimento é amplamente impulsionada não por insumos materiais, mas por insumos simbólicos ou baseados no conhecimento (Ibid., p. 67), haveria um grande número de profissões que envolvem o trabalho com o conhecimento e um número decrescente de empregos que exigem baixas habilidades cognitivas, bem como na manufatura (Stehr, 2002a).

Também Alvin Toffler, escritor e futurista norte-americano argumenta que o conhecimento é o recurso central na economia da sociedade da informação: "Em uma economia da Terceira Onda, o recurso central - uma única palavra que engloba dados, informações, imagens, símbolos, cultura, ideologia e valores - é conhecimento acionável "(Dyson; Gilder; Keyworth; Toffler, 1994)Dyson, Esther; Gilder, George; Keyworth, George; Toffler, Alvin (1994) Cyberspace and the American Dream: A Magna Carta for the Knowledge Age. In: Future Insight 1.2. The Progress & Freedom Foundation.

No final do século XX, o conceito de sociedade em rede ganhou importância na teoria da sociedade da informação. Para o sociólogo Manuel Castells, a lógica da rede é, além da informação, difusão, flexibilidade e convergência, uma característica central do paradigma da tecnologia da informação (2000a, p. 69ss).Castells, Manuel (2000) The Rise of the Network Society. The Information Age: Economy, Society and Culture. Volume 1. Malden: Blackwell. 2.ª Edição. “Uma das principais características da sociedade informacional é a lógica de rede de sua estrutura básica, o que explica o uso do conceito de 'sociedade em rede'” (Castells, 2000, p. 21). “Como tendência histórica, as funções e processos dominantes na Era da Informação estão cada vez mais organizados em torno de redes. As redes constituem a nova morfologia social de nossas sociedades, e a difusão da lógica das redes modifica substancialmente a operação e os resultados nos processos de produção, experiência, poder e cultura "(Castells, 2000, p. 500). Para Castells, a sociedade em rede é o resultado do 'informacionalismo', um novo paradigma tecnológico.