O Cerco de Burnswark foi uma batalha para garantir o controle de um forte elevado travada entre os defensores caledonianos da tribo dos sélgovas e as legiões romanas que participavam da campanha de Quinto Lólio Úrbico durante a conquista das Terras Baixas escocesas. O cerco ocorreu na moderna Burnswark, no sul da Escócia, perto de Lockerbie, e resultou em vitória romana.

Contexto

Pouco se sabe sobre a batalha em si a partir das fontes históricas, com exceção de seu contexto, bem documentado. Muito do que se sabe, incluindo o posicionamento e movimento das tropas, foi inferido a partir de escavações arqueológicas realizadas no local. esquerda|thumb|Burnswark Hill, na Escócia. Depois da morte do imperador Adriano (138), Antonino Pio chegou ao trono e rapidamente tratou de reverter o sistema de limitação das fronteiras imperiais imposto pelo seu antecessor. Depois de derrotar os brigantes em 139, Quinto Lólio Úrbico, o governador da BritâniaW. Eck, Die Statthalter der germanischen Provinzen vom 1.-3. Jahrhundert (Epigraphische Studien Band 14, Cologne/Bonn, 1985, p. 168.História Augusta, Vida de Antonino Pio V.4.Freeman, Charles (1999) Egypt, Greece, and Rome. Oxford University Press. p. 508. . recebeu ordens de marchar para além da Muralha de Adriano para conquistar as Terras Baixas da Caledônia, onde viviam na época votadinos, sélgovas, damnônios e nóvantas, empurrando a fronteira mais para o norte. Lólio Úrbico marchou com três legiões, a II Augusta, a VI Victrix e a XX Valeria Victrix, num total de pelo menos homens.Hanson, William S. "The Roman Presence: Brief Interludes", in Edwards, Kevin J. & Ralston, Ian B.M. (Eds) (2003) Scotland After the Ice Age: Environment, Archaeology and History, 8000 BC – AD 1000. Edinburgh. Edinburgh University Press.

Os sélgovas, que habitavam a região das modernas cidades de Kirkcudbrightshire e Dumfriesshire, imediatamente ao norte da Muralha de Adriano, estavam entre as primeiras tribos caledônias a serem atacadas (juntamente com os votadinos). Os romanos, que estavam acostumados com a guerra em terrenos montanhosos, se moveram rapidamente para ocupar pontos estratégicos e mais elevados, alguns dos quais haviam sido fortificados pelos caledônios. Uma destas fortalezas ficava na moderna Burnswark e estava estrategicamente localizada para comandar a rota ocidental que seguia para o norte até o interior da Caledônia.

Batalha As forças romanas se posicionaram cercando a fortaleza no alto de uma colina e construíram dois acampamentos, um de cada lado, efetivamente bloqueando-a. Acredita-se que estes dois acampamentos abrigavam cerca de homens, legionários e tropas auxiliares. Enquanto os defensores certamente só dispunham de armas simples, como escudos e espadas, os romanos contavam com complexas armas de cerco e as utilizaram com efeitos devastadores. Acredita-se que os defensores foram quase completamente aniquilados.

Eventos posteriores Esta foi provavelmente uma das muitas batalhas da campanha romana nas Terras Baixas caledônias. Em 142, os romanos já haviam pacificado a região toda e moveram com sucesso a fronteira para o norte, demarcando-a com a nova Muralha Antonina.

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