Montatheris é um género monotípico criado para a espécie de víbora venenosa, M. hindii. Trata-se de uma pequena espécie terrestre endémica do Quénia. Não se reconhecem actualmente quaisquer subespécies.
Etimologia O epíteto específico, hindii, é uma homenagem a Sidney Langford Hinde, um oficial médico militar e naturalista britânico.Beolens B, Watkins M, Grayson M. 2011. The Eponym Dictionary of Reptiles. Baltimore: Johns Hopkins University Press. xiii + 296 pp. . (Montatheris hindii, p. 124).
Descrição É uma pequena espécie que atinge um comprimento total (corpo + cauda) de 20 a 30 cm e um comprimento total máximo de 35 cm. A cabeça é alongada e não muito distinta do pescoço, enquanto que os olhos são pequenos e colocados numa posição relativamente adiantada. As escamas dorsais são fortemente enquilhadas.Mallow D, Ludwig D, Nilson G. 2003. True Vipers: Natural History and Toxinology of Old World Vipers. Malabar, Florida: Krieger Publishing Company. 359 pp. .
Distribuição geográfica É conhecida únicamente a partir de populações isoladas a grande altitude no Monte Quénia e nas charnecas do planalto de Kinganop, nos Montes Aberdare.
A localidade-tipo indicada é "Fort Hall, Kenya District, 4000 ft.". Uma vez que Fort Hall está a uma altitude de apenas 1219 m, Loveridge (1957) questionou a exactidão desta localidade.Spawls S, Branch B. 1995. The Dangerous Snakes of Africa. Dubai: Ralph Curtis Books. Oriental Press. 192 pp. . Habitat Ocorre em altitudes elevadas entre os 2700 e os 3800 metros em charnecas sem árvores. Prefere moitas de capim tussok para abrigar-se.
Comportamento É uma espécie terrestre. Devido às baixas temperaturas nocturnas no seu habitat nativo, encontra-se activa apenas durante o dia e apenas quando há suficiente luz solar para aquecer o seu ambiente.
Alimentação Alimenta-se de camaleões, lagartos escíncidos e pequenos sapos. Pode também ingerir pequenos roedores.Spawls S, Howell K, Drewes R, Ashe J. 2004. A Field Guide To The Reptiles Of East Africa. London: A & C Black Publishers Ltd. 543 pp. .
Reprodução Trata-se de uma espécie aparentemente ovovivípara. Uma fêmea capturada em estado selvagem deu à luz duas crias em finais de janeiro, enquanto outra deu à luz três em maio. O comprimento total de cada cria era 10 a 13 cm.
Ver também Mordedura de serpente
Referências
Leitura adicional
Andrén C. 1976. The reptile fauna in the lower alpine zone of Aberdare Mountains and Mt. Kenya. British Journal of Herpetology 5 (7): 566-575. Boulenger GA. 1910. Descriptions of Four new African Snakes in the British Museum. Ann. Mag. Nat. Hist., Eighth Series 5: 512-513. (Vipera hindii, p. 513). Broadley DG. 1996. A review of the tribe Atherini (Serpentes: Viperidae), with the descriptions of two new genera. African Journal of Herpetology 45 (2): 40-48. Loveridge A. 1957. Check List of the Reptiles and Amphibians of East Africa (Uganda ; Kenya ; Tanganyika ; Zanzibar). Bull. Mus. Comp. Zool., Harvard College 117 (2): 151-362. (Vipera hindii, pp. 300–301). Marx H, Rabb GB. 1965. Relationships and Zoogeography of the Viperine Snakes (Family Viperidae). Field Zoology 44 (21): 161-206.
Categoria:Gêneros de viperíneos Categoria:Répteis descritos em 1910