Sanatruces II, também conhecido como Sanatru, Daizane e Satirune, foi o último rei de Hatra, governando de ca. 200 até 240/241.
Nome
Sanatruces (, Sanatrúkēs), Sinatruces (, Sinatroúkēs), Sanatrúcio (, Sanatroúkios) ou Sanatruco () são as grafias grega e latina do parta Sanatruque (Sanatrūk), que seria incorporado no armênio () e aramaico (, sntrwk e snṭrwq (aramaico de Hatra)). Em última análise, pode derivar do iraniano antigo Sanataruca (*sāna-taru-ka-; lit. "conquistador de inimigos").
Vida
Sanatruces era filho de e é atestado por nove inscrições descobertas na cidade; uma delas foi encontrada numa estátua mostrando-o de pé. Apenas duas delas portam datas (talvez 231 e 237/238), e ambas são difíceis de ler. Aparece em fontes siríacas como Sanatru e em fontes árabes como Daizane e Satirune. Sua esposa foi possivelmente Abu e ele teve dois filho, seu herdeiro Barsemias e Mana (atestado em 235 como suposto chefe de Arábia de Ual, uma região ao sul de Edessa), e duas filha chamada Duspari, cuja estátua é conhecida e datada de 238, e Samai, cuja estátua também é conhecida.
Segundo Atabari, as fontes que consultou afirmavam que veio de Ba Jarma e segundo Hixame ibne Alcalbi era da tribo dos cudaaítas. Por essa tradição, seu pai era Moáuia e sua mãe era Jaiala (Jayhalah), da tribo de Tazide ibne Huluane. Alcalbi ainda afirmou que seu reino, centrado em Hatra, se estendia sobre a Alta Mesopotâmia, alcançando a Síria, e que várias tribos como os Banu Abide ibne Alajerã e outros cudaaítas estavam sob seu comando. Atabari fornece a seguinte genealogia: Daizane ibne Moáuia ibne Alabide ibne Alajerane ibne Anre ibne Anaca ibne Sale ibne Huluane ibne Inrane ibne Alhafi ibne Cudaa.
Atabari também relata que quando o xá fez campanha no Coração (essa expedição de Sapor é hoje datada mais tarde), Sanatruces saqueou o Sauade. Anre ibne Ilá ibne Aljudai ibne Alda ibne Juxã ibne Huluane ibne Inrane ibne Alhafi ibne Cudaa escreveu um poema no qual relatou a expedição de Sanatruces:
Ao retornar, Sapor sitiou Sanatruces em Hatra. Alcalbi afirmou que o xá cercou Hatra por 4 anos, completamente incapaz de destruí-la ou capturar Sanatruces, enquanto Alaxa mencionou em seu poema que Sapor sitiou a fortaleza por apenas dois anos:
Segundo as fontes árabes, num relato possivelmente lendário, uma das filhas de Daizane chamada Nadira lhe traiu por se apaixonar por Sapor e permitiu que o xá entrasse na cidade. Hatra foi destruída, Daizane foi morto e seus partidários foram aniquilados. Anre ibne Ilá, que estava com Daizane, disse:
Bibliografia
Categoria:Árabes do século III Categoria:Hatra Categoria:Pessoas executadas pelo Império Sassânida