thumb|Carmânia e regiões circundantes Carmânia () foi uma província do Império Sassânida da Antiguidade Tardia, que quase corresponde a atual província da Carmânia. A província fazia divisa com Pérsis, Abarxar e Sacastão no nordeste, Paradena no leste, Ispaã no norte, e Maca no sul. A capital era Xiragã. A província alegadamente funcionou do mesmo modo que um reino vassalo, sendo sobretudo governado por príncipes da família real, que portava o título de xá da Carmânia (Kirmanshah). Os governadores não-reais da província tinha o título de marzobã ("marquês")
História
thumb|upright=1.05|esquerda|Dracma de thumb|upright=1.05|esquerda|Dracma de da Carmânia
Ela foi de início parte do Império Arsácida, mas no começo do foi conquistada pelo xá . Segundo o historiador medievalista Atabari, Artaxer derrubou o rei local da Carmânia chamado Balas, que era da família real arsácida ou um dos sete clãs partas. Logo após ser conquistada, fundou a cidade de Gueartaxaro próximo do deserto de Lute. A cidade era pequena, mas pesadamente protegida e cercada por jardins aguados por muitos canates, fossos e cisternas. Artaxer também fundou Narmaxir, uma cidade caravaneira que foi construída próximo do pequeno rio perto da antiga cidade de Bam. A capital da província à época é incerta — o grego Ptolomeu, que viveu durante o período parta tardio, cita uma Alexandria e uma "Metrópole de Carmana" como cidades da província, enquanto Amiano Marcelino menciona uma "Carmana mãe de todas [as cidades da província]", mas ambos não dão informação adicional.
Um filho de Artaxer, também chamado Artaxer, foi nomeado como governador da Carmânia e deu-lhe o título de "xá da Carmânia" (Kirmanshah), que continuaria a governar durante o reinado do sucessor de Artaxer, . Segundo uma lenda, a cidade de Maane foi também de fundação sassânida, sendo fundada por outro governador sassânida da Carmânia, Adar Maane. , após uma campanha bem sucedida contra várias tribos árabes na Arábia, reassentando algumas delas em diferentes partes de seu império, tais como Carmânia, onde assentou alguns árabes em Abam. Durante o reinado de , seu filho governou a Carmânia, onde construiu a cidade de Xiragam, que serviria como capital pelo resto do período sassânida. A cidade desempenhou um importante papel econômico, pois servia como casa da moeda e tinha grande relevância agriculturável à província.
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teve grande parte da turbulenta tribo pariz da província massacrada e deportada. Além disso, em seu reinado a Carmânia foi amplamente utilizada à agricultura, com muitos canates sendo construídos. Segundo uma lenda, plantação extensiva de árvores foi feita. Ele também dividiu seu império em quatro distritos militares, conhecidos como distritos fronteiriços (kusts) — Carmânia tornou-se parte de Nimroz (sul).
Na conquista muçulmana da Pérsia, o último xá fugiu à Carmânia em 649/50, mas pouco depois deixou a província após alienar o marzobã local. Os árabes logo chegam na região, onde derrotaram e mataram o marzobã e conquistaram toda a Carmânia. Foi o líder militar que liderou a conquista da Carmânia, capturando algumas cidades pela força enquanto outras se renderam sem qualquer grande resistência. Muitos residentes da província fogem às províncias adjacentes do Sacastão e Macrão.
Geografia, comércio e administração
Um único amargar (oficial fiscal chefe) foi designado à Carmânia inteira, o que significa que a pessoa que servia nessa função era de alta importância. Em termos de comércio, Carmânia foi orientada em direção a Pérsis e Média, através do golfo Pérsico ou ou suas estradas para as principais cidades de Estacar e Hamadã. O porto de Ormuz foi capaz de enviar importações via para Jiroft e a rota sul da província. Jiroft foi capaz de conectar-se com a rota centra da Carmânia através das montanhas de Baramabade (Bahramabad), então através da rota sudeste de Quermanxá e Iázide à bem fortificada Gueartaxaro, que pode ter servido como casa da moeda.
População
Ela foi habitada sobretudo por iranianos e constantemente recebeu imigrantes iranianos do ocidente, enquanto as províncias do extremo oriente estavam lentamente se tornando indianas em língua e cultura. A língua e costumes da população iraniana da Carmânia eram muito próximos dos persas e medos. Uma parte da população iraniana da Carmânia era nômade, tal como os balúchis que viviam nas montanhas ocidentais. Havia também autóctones, nômades não-iranianos na província, como os jutes, que descendiam dos útios (iutias; yutiya), que viveram sob o Império Aquemênida. A tribo pariz vivia nas montanhas ao norte de , enquanto os árabes viviam em algumas partes da costa da Carmânia. Os cofchis, povo nômade de origens obscuras que falava uma língua iraniana, habitavam a e seus arredores ocidentais.
Bibliografia
Categoria:Carmânia (província do Império Sassânida)