Cai, Cai, Balão é o título da canção de 1933 do compositor Assis Valente e gravada originalmente em dueto por Francisco Alves em parceria com a então desconhecida Aurora Miranda, sendo esta sua gravação de estreia.

A canção foi a primeira música tipicamente junina gravada, e foi lançada a 22 de maio de 1933 pela gravadora Odeon sob o número 11.018.

Para J. Severiano e Z. H. D. Mello a música popular brasileira do pós-guerra atravessava um processo transitório e modernizador, de adaptação cultural onde vários gêneros foram criados (como o samba): "Ao contrário do samba, um produto mestiço, resultante da fusão da melodia e harmonia europeias com a rítmica afro-brasileira, a marchinha é uma descendente da polca-marcha, que incorpora algumas características das marchas portuguesas e de certos ritmos americanos, em moda na ocasião."SEVERIANO, J.; MELLO, Z. H. D. A canção no tempo: 85 anos de músicas brasileiras. 6ª. ed. São Paulo: 34, v. 1: 1901-1957, 2006. in: Assis Valente iria inovar novamente naquele ano, ao lançar uma música natalina com "Boas Festas", após ter sido provavelmente o primeiro compositor do país a fazê-lo no estilo junino (seguida por "Chegou a Hora da Fogueira", de Lamartine Babo).

Letra O refrão (bem como o título) repete o verso de tradicional cantiga de roda – "cai, cai, balão" – que já havia sido usado no poema "Na Rua do Sabão", de Manuel Bandeira.

A versão original da letra de Assis Valente apresenta os seguintes versos (excerto): "Cai, cai, balão! Você não deve de subir Quem sobe muito, cai depressa sem sentir A ventania de tua queda vai zombar Cai, cai, balão! Não deixe o vento te levar

Numa noite de fogueira enviei a São João O meu sonho de criança num formato de balão Mas o vento da mentira derrubou sem piedade O balão de meu destino na cruel realidade" (...)

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