Marlyse Madeleine Meyer (São Paulo, 7 de agosto de 1924 — São Paulo, 19 de julho de 2010) foi uma professora, ensaísta e crítica literária brasileira. Iniciou a carreira universitária como especialista da literatura francesa do século XVIII e do autor Marivaux. Dedicou-se ao estudo da cultura popular e de massa, escrevendo sobre folhetins, almanaques, e literatura de cordel. Ganhou o Prêmio Jabuti em 1997, na categoria ensaio, com Folhetim, uma história.

Biografia Meyer nasceu em São Paulo, filha de pais franceses. Foi estudante da Universidade de São Paulo, graduando-se em Letras em 1946 e doutorando-se em 1961, defendendo a tese As surpresas do amor - a convenção no teatro de Marivaux (tendo como orientador Alfred Bonzon).

Casou-se com João Alberto Meyer, físico polonês naturalizado brasileiro, mais conhecido como Jean Meyer. Ela ensinou literatura e cultura brasileira na Faculdade de Letras de Veneza (1955-1956) e na Universidade de Sorbonne (1960-1974). Na França, ela e o marido acolheram vários brasileiros exilados pela ditadura, entre eles José Leite Lopes.

Meyer voltou para o Brasil em 1975, ensinando na Unicamp e na USP, onde idealizou o grupo de pesquisa Instituto de Altos e Baixos Estudos.

Traduziu para o francês os livros Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Hollanda, e Minha Vida de Menina, de Helena Morley.

Meyer foi diretora do Centro de Estudos do Memorial da América Latina entre 1999 e 2001. Em abril de 2009 ela se tornou professora emérita da USP.

Em 19 de julho de 2010, aos 85 anos, morreu após sofrer parada cardíaca. No ano seguinte, a biblioteca do Instituto de Estudos Brasileiros recebeu cerca de 4500 livros e revistas que faziam parte do acervo de Meyer, doados por sua filha Aline.

Livros Pireneus, caiçaras... (Conselho Estadual da Cultura, 1967); 2ª edição revisada e ampliada Pireneus, caiçaras...: Da Commedia dell'arte ao bumba-meu-boi (Editora da Unicamp, 1991) Autores de cordel (Abril Cultural, 1980) Redescobrindo o Brasil: a festa na política (com Maria Lucia Montes) (TAQ, 1985) Maria Padilha e toda sua quadrilha (Duas Cidades, 1993) Surpresas do amor: a conversação no teatro de Marivaux (Edusp, 1993) Caminhos do imaginário no Brasil (Edusp, 1993) Folhetim, uma história (Companhia das Letras, 1996) As mil faces de um herói canalha (Editora UFRJ, 1998) Do Almanak aos almanaques (org.) (Ateliê Editorial, 2001)

Categoria:Nascidos em 1924 Categoria:Mortos em 2010 Categoria:Críticos literários do Brasil Categoria:Ensaístas do estado de São Paulo Categoria:Alunos da Universidade de São Paulo Categoria:Professores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo Categoria:Professores da Universidade Estadual de Campinas Categoria:Naturais da cidade de São Paulo Categoria:Professores eméritos da Universidade de São Paulo Categoria:Brasileiros de ascendência francesa Categoria:Professores eméritos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo