Mandacúnio (), Mantacunes () ou Mandacuni () foi uma família nobre (nacarar) da Armênia ativa durante a Antiguidade e começo da Idade Média.

Nome

Mandacúnio () é a forma latinizada do armênio Mandacuni (, Mandakuni). O nome da família é formado por *Mandaque (, *Mandak) e o sufixo -uni (), que é utilizado para se referir aos membros de uma linhagem. De acordo com a tradição preservada por Moisés de Corene, a família deriva seu nome de Miandaco (, Miandak), um indivíduo a quem o mítico nomeou como caçador. Vardan Oskanyan propôs que o nome deriva da planta mandak (). Foi registrado em grego como Mantacunes (, Mantachounḗs).

História

thumb|upright=1.2|Expansão dos domínios Mamicônios. Asmúnia está ao centro

Cyril Toumanoff atribuiu-lhes origem dinástica cáspio-meda ou mínio-maneia. Supostamente eram remanescentes do enclave maneu ou manda da Armênia Ocidental; os povos manda e sala aparecem nos registros do Império Hitita. Moisés de Corene alegou que os Mandacúnios descendiam de Miandaco, homem inflexível a quem o mítico deu a missão de guardar as montanhas e caçar cabras selvagens. Asmúnia era seu apanágio. A Lista Militar (, Zōrnamak), o documento que indica a quantidade de cavaleiros que cada uma das famílias nobres devia ceder ao exército real em caso de convocação, afirma que deviam arregimentar 300 cavaleiros. A Lista de Trono (, gahnamak) os menciona em 47.ª posição entre as casas nobres. Moisés citou um falso Artavasdes no em substituição ao histórico . No , Isaque e Farasmanes lutaram na revolta de contra o xainxá e assumiu a posição de católico. Depois, a casa deixa de ser mencionada e pode ter desaparecido.

Bibliografia

Categoria:Família Mandacúnio