Stefanos Tsitsipas (grego: Στέφανος Τσιτσιπάς, Atenas, 12 de agosto de 1998) é um tenista profissional grego.

É o atual número 28 do ranking mundial em simples.

Já foi o número 3 no ranking da ATP, alcançado em 9 de agosto de 2021.

Grandes Títulos: 1 ATP Finals e 3 Masters 1000 de Monte-Carlo.

Já quando conquistou seu título do ATP Finals em 2019, tornou-se o mais jovem campeão do torneio em 18 anos.

Nascido em uma família tenística, a mãe de Tsitsipas, Julia Salnikova, foi jogadora profissional da WTA e seu pai é formado como um treinador de tênis.

Tsitsipas começou a brincar de tênis com três anos de idade, seu pai lhe ofereceu vários esportes, para que o pequeno tsitsi escolhesse o que lhe prouvera, Tsitsipas por fim preferiu o tênis, e começou a ter aulas de tênis aos seis anos.

No juvenil, ele alcançou o posto de número 1 do ranking mundial. Ele também se tornou o terceiro jogador grego (primeiro homem) na era aberta a vencer um título de Grand Slam Juvenil, com a vitória do torneio de duplas em Wimbledon 2016.

Tsitsipas foi treinado pelo pai, Apostolos Tsitsipas até 2024, "voltando a ser seu treinador em agosto de 2025". Tendo treinado também na Patrick Mouratoglou Academy na França em 2015. O colombiano Jaime Cortes passou a integrar, eventualmente, o time de treinadores do grego em 2021.

Profissional desde 2016, mais ainda priorizando o circuito juvenil, Tsitsipas venceu seu primeiro jogo a nível ATP no fim de 2017 e, rapidamente, ascendeu no ranking ATP no ano seguinte. Ele atingiu três finais a nível ATP em 2018, vencendo seu primeiro título no Aberto de Estocolmo. Com sua campanha como finalista do ATP de Toronto, o grego se tornou o jogador mais novo da história a derrotar quatro oponentes do top 10 ATP em um único torneio. Sua temporada de 2018 culminou no título do torneio-exibição Next Gen ATP Finals, que propõe-se a revelar os futuros talentos do tênis mundial.

Tsitsipas tornou-se um nome fixo no top 10 da ATP desde 2019, alcançando três semifinais de torneios do Grand Slam, com as campanhas no Australian Open de 2019, Roland Garros de 2020 e Australian Open de 2021. O grego é um dos tenistas mais jovens da história a alcançar três semifinais de Grand Slam, tendo alcançado essa fase por três anos consecutivos.

Em Abril de 2021, conquistou seu primeiro título de Masters 1000, o de Monte-Carlo no qual não perdeu um set, no ano seguinte conseguiu defender o título, já em 2024 venceu pela terceira vez.

Stefanos Tsitsipas é, ainda, o jogador mais jovem da história a ter derrotado o chamado Big Three, grupo composto por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, considerados os três melhores tenistas de todos os tempos. O grego alcançou esse feito em 2019, aos 20 anos, ao derrotar o espanhol Rafael Nadal para atingir a final da edição de 2019 do Masters 1000 de Madrid (ATP de Madri). Em janeiro de 2021, Tsitsipas tornou-se também o mais jovem jogador da história ao derrotar todos os membros do Big Three pelo menos duas vezes, após vencer Rafael Nadal nas quartas-de-final do Australian Open.

Em 2025, após o torneio de Roland Garros, Goran Ivanisevic entrou para seu time/staf técnico, a parceria durou dois meses.

Início da vida e Origens Tsitsipas nasceu em 12 de agosto de 1998, em Vouliagmeni, Atenas, filho do grego Apostolos Tsitsipas e de Julia Apostoli (Salnikova), nascida na antiga União Soviética. Ambos os pais de Tsitsipas têm grande experiência no mundo do tênis, sendo que sua mãe, particularmente, foi número 1 do mundo do ranking juvenil e como profissional atingiu o mais alto ranking de sua carreira ao alcançar o top 200 do ranking da WTA, chegando a representar a União Soviética na Fed Cup. Os pais de Stefanos trabalhavam como instrutores de tênis no Astir Palace Resort Hotel em Vouliagmeni, Grécia, na época de seu nascimento. Eles se conheceram em um torneio WTA em Atenas, em que sua mãe estava competindo e seu pai era um juiz de linha. Stefanos tem ainda três irmãos, Petros, Pavlos (Paul) e Elisavet Tsitsipas, todos mais novos e que também são jogadores de tênis.

Com fortes influências familiares, Stefanos Tsitsipas começou cedo sua relação com o tênis. Em entrevista o grego relatou: "Minha primeira memória é aos 3 anos anos de idade, trocando bolas com o meu pai em um intervalo entre as aulas. Eu me lembro de assistir jogos de tênis, ainda bebê, não posso dizer quem estava jogando, mas me lembro de assistir". Stefanos praticou também outros esportes quando criança, incluindo o futebol e a natação. Seu pai, Apostolos, diz que o filho tomou a decisão de tornar-se um jogador de tênis por conta própria, ele lembra que Stef acordou certa vez, no meio da noite, depois de um torneio na França, quando tinha 9 anos de idade e lhe disse que queria ser tenista profissional, que gostava de competir, gostava do desafio.

Tsitsipas começou a ter aulas de tênis no Tennis Club Glyfada, perto de Atenas, com seis anos de idade, e não parou mais de treinar. Seu pai sempre atuou como seu técnico principal. Apostolos estudou, formalmente, treinamento de tênis na Universidade de Atenas para ajudar seus filhos. Em 2015, Tsitsipas começou a treinar na Patrick Mouratoglou Academy, dividindo seu tempo entre a Grécia e a França.

O avô de Stefanos, Sergei Salnikov, foi um jogador e treinador de futebol russo, que ganhou uma medalha de ouro olímpica, representando a União Soviética nos Jogos Olímpicos de Verão de 1956. Salnikov também era um dos dirigentes do time FC Spartak Moscow.

Carreira Juvenil Tsitsipas foi número 1 do mundo do ranking juvenil. Ele começou a jogar o circuito juvenil da ITF (Federação Internacional de Tênis) em 2013, aos 14 anos. O grego não jogou nenhum torneio de elite até o Aberto Juvenil Mexicano em Novembro de 2014, mas mesmo assim, um mês depois, já atingiu a final em seu segundo torneio de elite disputado, o Orange Bowl. Stefanos entrou no torneio fora do top 100 do ranking juvenil. Em 2015, Tsitsipas teve sua primeira chance de jogar um torneio de Grand Slam Juvenil. Dos quatro Grand Slam do ano, seu melhor resultado foi ao alcançar as quartas de final do Australian Open. Stefanos não venceu nenhum torneio de simples nesse ano, mas atingiu outra final do Orange Bowl, perdendo para o sérvio Miomir Kecmanovic em um tiebreak no terceiro set. Tsitsipas terminou o ano como número 14 do mundo no ranking juvenil.

Em 2016, Tsitsipas teve seu ano de virada, alcançando ao menos as quartas de final em todos os torneios que disputou, incluindo os quatro Grand Slams. Tornou-se o número 1 do mundo ao vencer seu primeiro torneio de elite, no Trofeo Bonfiglio. Tsitsipas também venceu o European Junior Championships mais tarde no mesmo ano. Seu maior título na temporada veio nas duplas, em parceria com o estoniano Kenneth Raisma, vencendo Wimbledon 2016. Ele se tornou o primeiro homem grego a vencer um Grand Slam Juvenil na Era Aberta e o segundo da história, após os títulos de Nicky Kalogeropoulos no Aberto da França e em Wimbledon em 1963. Além do triunfo em Wimbledon, Tsitsipas também atingiu seus melhores resultados em Grand Slam Juvenis com as semifinais de Wimbledon e do US Open. Tsitsipas finalizou a temporada com número 2 do mundo, atrás apenas de Kecmanović, que disputou muito mais torneios na temporada.

Carreira Profissional

2013–17: Início da carreira profissional, Chegada ao top 100 e Primeira vitória contra top 10 Tsitsipas começou a jogar torneios ITF pequenos na Grécia em 2013, após completar 15 anos de idade, não muito depois de começar a competir no circuito juvenil. Ele se qualificou para seu primeiro torneio de nível ATP Challenger no Burnie International de 2015, com 16 anos, perdendo seu único jogo na chave principal para Benjamin Mitchell. Tsitsipas venceu seu primeiro título de nível Future mais tarde, naquele mesmo ano, nível em qual venceria um total de 11 títulos, cinco em simples e seis em duplas, até o fim de 2016. Tsitsipas venceu sua primeira partida de nível Challenger no final de 2015, em Marrocos. Ele retorna a Marrocos no ano seguinte, a onde alcança suas duas primeiras finais de nível Challenger em semanas consecutivas, nos torneios de Mohammedia e Casablanca. Seu sucesso na África o colocou dentro do top 200 mundial em outubro daquele mesmo ano, sendo que naquele mesmo mês o grego recebeu um convite para disputar a etapa qualificatória do ATP da Basileia, na Suíça. Essa foi sua primeira aparição no circuito da ATP. No qualifying, Stefanos derrotou Rajeev Ram na primeira rodada, caindo, porém, para o holandês Robin Haase na rodada seguinte, não chegando a se qualificar.

Tsitsipas jogou sua primeira chave principal de ATP no ATP de Roterdã, a onde perdeu na estreia para o eventual campeão, Jo-Wilfried Tsonga. Ele também fez sua estreia em Grand Slam no mesmo ano, ao jogar o qualificatório do Aberto da França, perdendo seu primeiro jogo para o croata Ivo Karlovic. Depois de perder no qualificatório do US Open, Tsitsipas venceu seu primeiro título de nível Challenger, em Genova. Apesar de ter se qualificado para alguns eventos de nível ATP, Stefanos não venceu nenhum jogo desse nível até o fim da temporada, quando derrotou seu colega da Next Gen, Karen Khachanov em Shanghai. No Aberto da Europa, na Bélgica, na semana seguinte, Tsitsipas atingiu sua primeira semifinal de ATP, vindo da etapa qualificatória. Durante o torneio, ele surpreendeu o favorito da casa e número 10 do mundo, David Goffin, naquela que foi sua primeira vitória contra um jogador do Top 10 mundial. Com essa campanha, Tsitsipas tornou-se o primeiro jogador grego a estar ranqueado dentro do Top 100 da ATP, alcançando esse feito com 19 anos. Ele também atingiu um ranking alto o suficiente para entrar como alternate no Next Gen ATP Finals. Tsitsipas fechou a temporada de 2017 com outra final de nível Challenger, dessa vez em Brest, na França.

2018: Ano de Virada na Carreira, Final de Masters 1000, Campeão do ATP Next Gen Finals Tsitsipas começou o ano no ATP de Doha, onde perdeu nas quartas de final para o número 5 do mundo, Dominic Thiem, novamente como um qualifier. Após perder na rodada inicial em sua estreia no Australian Open, seu melhor resultado no resto da temporada de quadra dura do começo do ano foi ao chegar nas quartas de final do ATP de Dubai. Sua primeira campanha de destaque na temporada foi no ATP de Barcelona, na temporada de saibro, onde alcançou sua primeira final a nível ATP, sem perder sets. Durante o torneio, que é um ATP 500, Tsitsipas derrotou três jogadores do top 20 mundial, incluindo o argentino Diego Schwartzman, o espanhol Pablo Carreño Busta e o número 7 do mundo, Dominic Thiem, antes de perder a final para o número 1 do mundo, Rafael Nadal. Com esse resultado, Tsitsipas alcançou o Top 50 da ATP, tornando-se o segundo grego da história ao alcançar uma final de ATP, após Nicky Kalogeropoulos em 1973. Sua performance ganhou atenção nacional na Grécia, onde o tênis não é um esporte popular. Na semana seguinte, no ATP de Estoril, em Portugal, ele alcançou outra semifinal, conquistando também sua terceira vitória contra um top 10 do ranking mundial ao vencer o número 8 do mundo, Kevin Anderson.