alt=Image showing an audiologist testing the hearing of a patient inside a hearing booth and using an audiometer|miniaturadaimagem|300x300px|Exame audiológico Audiologia (do latim "para ouvir"; e do grego , -logia) é um ramo da ciência que estuda a audição, o equilíbrio e os distúrbios relacionados. Os especialistas que possuem formação superior e que tratam pessoas com perda de audição e, de forma proativa, evitando danos relacionados, são os fonoaudiólogos (Brasil) / audiologista (Portugal).

Aplicando diversas estratégias de teste (como por exemplo testes de audição, medições por emissões otoacústicas, videonistagmografia e exames eletrofisiológicos), esta especialização visa determinar se o paciente consegue ouvir dentro da faixa de normalidade e, se não, quais as partes da audição (alta, média ou baixa frequências) estão afetadas, em qual grau, e onde está a lesão causando a perda de audição (ouvido externo ouvido médio, ouvido interno, nervo auditivo e/ou do sistema nervoso central). Se um fonoaudiólogo ou um audiologista determina que uma perda de audição ou anomalia vestibular está presente, ele ou ela irá fornecer recomendações para o paciente em relação à quais opções que podem ajudar (por exemplo, aparelhos auditivos, implantes cocleares e/ou fornecer um adequado encaminhamento médico).

Além de testar a audição, fonoaudiólogos/audiologistas também pode trabalhar com uma ampla variedade de clientela em reabilitação (indivíduos com zumbido, processamento auditivo, usuários de implante coclear e/ou usuários de aparelhos auditivos), desde populações pediátricas até idosos, podendo realizar avaliação do zumbido e do sistema vestibular (ligado ao equilíbrio).

Fonoaudiólogo/Audiologista miniaturadaimagem|233x233px|Exemplo de Aparelhos Auditivos Intracanal miniaturadaimagem|218x218px|Implante Coclear Um fonoaudiólogo é um profissional de saúde especializado na identificação, diagnóstico, tratamento e monitoramento de doenças do sistema auditivo e vestibular de partes do ouvido. Fonoaudiólogos são treinados para diagnosticar, gerenciar e/ou tratar a audição, zumbido ou problemas de equilíbrio. Eles promovem, gerenciam e adaptam os aparelhos auditivos e avaliam a possível candidatura e mapeiam os implantes cocleares. Eles aconselham às famílias quando há um diagnóstico de perda auditiva em bebês, orientando-as sobre como lidar e com a compensação de competências para adultos que adquirem surdez. Eles também ajudam a desenvolver e implementar programas de segurança auditiva pessoal e industrial, programas de triagem auditiva em recém-nascidos (RN), programas de triagem auditiva em crianças com idade escolar e fornecer adaptação especial de plugues de ouvido e outros dispositivos de proteção auditiva para ajudar a prevenir a perda auditiva. Fonoaudiólogos são treinados para avaliar distúrbios vestibulares periféricos provenientes de patologias da orelha interno. Eles também oferecem tratamento para determinados distúrbios vestibulares e  do equilíbrio, tais como Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB). Além disso, muitos fonoaudiólogos trabalham como cientistas com a habilidade de pesquisa.

Fonoaudiólogos têm formação em anatomia e fisiologia, aparelhos auditivos, implantes cocleares, eletrofisiologia, acústica, psicofisiologia, neurologia, função e avaliação vestibular, distúrbios do equilíbrio, orientação e linguagem de sinais. Fonoaudiólogos também executam a triagem auditiva neonatal, programa que foi tornado obrigatório em muitos hospitais nos EUA, Reino Unido e Índia. Um fonoaudiólogo, geralmente, é formado com uma das seguintes qualificações: MSc (Audiologia), Au.D., STI, PhD, ou ScD, de acordo com o programa e o país em que praticam.

Exames realizados durante a consulta com o(a) fonoaudiólogo(a) audiologista Depois do profissional ter feito a anamnese com o paciente, serão realizados, em seguida, alguns exames para verificar, de fato, como está a sua saúde auditiva. Tais exames possuem algumas semelhanças, mas cada um contribui com uma finalidade diferente.

Audiometria Tonal Liminar Seu objetivo é apontar os limiares auditivos do paciente e, com eles, definir tipo, grau e configuração da perda auditiva. Os dados da audiometria são colocados no audiograma, no qual contém as informações dos limiares auditivos (dB) em cada frequência (Hz).

Nesse exame, o paciente vai receber um estímulo auditivo em cada orelha separadamente e, precisa gesticular (ao levantar a mão, por exemplo) ou apertar um botão dentro da cabine, para que o profissional saiba quando ele escutou. Dessa forma, o profissional vai conseguir dar algum diagnóstico.

Inicialmente, os estímulos são direcionados por Via Aérea (VA) e, se ela estiver alterada, os estímulos serão realizados por Via Óssea (VO). A VA irá avalia todo o caminho, ou seja, orelha externa, média e interna, já a VO irá averiguar apenas orelha interna.

Logoaudiometria Esse exame é realizado para testar a habilidade que o paciente tem em reconhecer e detectar a fala. Diferente da audiometria, que o paciente apenas ouvia o estímulo e informava se havia escutado ou não, nesse exame ele precisará ouvir o que foi dito pelo profissional e repetir em seguida. A logoaudiometria é subdividida em Limiar de Reconhecimento de Fala (LRF), Índice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF) e Limiar de Detecção de voz (LDV).

Limiar de Reconhecimento de Fala (LRF) O objetivo dele é confirmar os limiares obtidos na audiometria. Ele é realizado utilizando uma lista de palavras trissílabas e, o limiar, vai ser a menor intensidade em que o paciente consegue reconhecer até 50% dos estímulos proferidos. Além disso, o LRF vai servir como uma confirmação dos limiares e informações que foram obtidos na audiometria, é muito importante que o seu resultado concorde com exame anterior, a audiometria.

Índice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF) Vai testar a inteligibilidade de fala que o paciente possui, ou seja, o quanto ele consegue compreender. É utilizada uma lista com 25 palavras, cada uma valendo 4%. Para ser considerado dentro da normalidade, é esperado uma resultado na faixa dos 92% aos 100%, então, o paciente pode errar só até três palavras, mais que isso o seu reconhecimento de fala está alterado.

De início, é apresentado uma lista de 25 palavras monossílabas, que são consideradas mais difíceis. Sendo assim, se o paciente fica dentro da faixa da normalidade, está tudo bem. Entretanto, caso ele erre 4 ou mais palavras, é necessário apresentar outra lista de 25 palavras, sendo esta de dissílabos.

Limiar de Detecção de Voz (LDV) Esse é utilizado apenas em casos que não há como realizar o LRF e o IPRF, como em pessoas com perda profunda, por exemplo. O profissional vai emitir sons repetitivos (pá pá pá) e o paciente apenas vai sinalizar se está ouvindo.

A audiologia e o desenvolvimento da linguagem oral O fonoaudiólogo-audiologista deve ter conhecimento aprofundado sobre o desenvolvimento auditivo e de linguagem oral, seja voltado para a avaliação ou reabilitação. O desenvolvimento auditivo e a aquisição da linguagem oral estão intimamente relacionados, uma vez que a audição constitui o principal meio pelo qual a criança percebe os sons da fala, discrimina fonemas e constrói, gradualmente, suas habilidades comunicativas.

Desde o período gestacional, o sistema auditivo já inicia seu processo de maturação, e, após o nascimento, a exposição aos estímulos sonoros permite que o bebê reconheça a voz humana, diferencie padrões sonoros e desenvolva as bases necessárias para a linguagem. Ao longo dos primeiros anos de vida, a criança aprimora progressivamente suas habilidades auditivas, como localizar sons, perceber variações de intensidade e frequência, reconhecer entonação e acompanhar o ritmo da fala. Essas competências são fundamentais para a ampliação do vocabulário, para a compreensão oral e para a posterior produção de palavras e frases.

A audição também exerce papel essencial no feedback da fala, pois possibilita que a criança monitore a própria voz e ajuste aspectos como articulação, ritmo e fluência. Quando ocorrem alterações auditivas não identificadas, o desenvolvimento da linguagem oral pode ser comprometido, com impactos na comunicação, na aprendizagem escolar e na interação social.

Por isso, o acompanhamento do desenvolvimento auditivo e de linguagem deve ocorrer de forma contínua ao longo da infância, com atenção aos marcos esperados para cada faixa etária. Além disso, a atenção a esses marcos é essencial para a identificação precoce de possíveis alterações e para o encaminhamento oportuno à avaliação especializada, garantindo melhores condições para o desenvolvimento global da criança. miniaturadaimagem|DESENVOLVIMENTO AUDITIVO Em caso de dúvidas sobre a audição, a fala ou a linguagem, é fundamental buscar um fonoaudiólogo especialista em audiologia, que possa realizar o diagnóstico, orientar a família e indicar, quando necessário, estratégias de habilitação e/ou reabilitação. Para referência ao acompanhamento do desenvolvimento, a Caderneta da Criança, do Ministério da Saúde, descreve marcos importantes da evolução auditiva e da linguagem oral ao longo da infância, servindo como um guia para famílias e profissionais. miniaturadaimagem|Desenvolvimento da Linguagem da Criança

História No Brasil, a formação em audiologia é parte do curso de Fonoaudiologia. Os movimentos pelo reconhecimento dos cursos e da profissão de fonoaudiologia levaram a que em 9 de dezembro de 1981 a profissão fosse regulamentada pelo então presidente João Figueiredo (a Lei n° 6965). Foram criados, os cursos em nível de bacharelado, sendo o curso da Universidade de São Paulo o primeiro a ter seu funcionamento autorizado, em 1977. O uso dos termos "Audiologia" e "Audiologista" em publicações tem sido rastreada somente até 1946. O criador original do termo permanece desconhecido, mas Berger identificou as possíveis origens como Mayer BA Schier, Willard B Hargrave, Stanley Nowak, Norman Canfield, ou Raymond Carhart. Em um perfil biográfico feito por Robert Galambos, Hallowell Davis é creditado com a criação do termo na década de 1940, dizendo que o então termo mais utilizado "treinador auricular" soava como um método de ensinar as pessoas a mexer suas orelhas.

A audiologia nasceu de colaboração interdisciplinar. O prevalência substancial de perda auditiva observada nas população de veteranos após a II Guerra Mundial inspirou a criação do campo, como é conhecido hoje. O primeiro curso oferecido em uma universidade nos EUA para audiologistas foi oferecido pela Carhart na Northwestern University, em 1946.Raymond Carhart (1912-1975) Papers, 1938-1975. Northwestern University Archives, Evanston, Illinois. http://www.library.northwestern.edu/archives/findingaids/raymond_carhart.pdf Accessed 2006-07-31.

Requisitos Os requisitos para formação de fonoaudiólogos e o perfil do profissional variam muito entre países. Abaixo descrevemos alguns exemplos.

Brasil