Coreo-americanos, coreanos-americanos ou coreano-americanos (Hangul: 한국계 미국인, Hanja: 韓國系美國人, Hangukgye Migukin), são cidadãos dos Estados Unidos com ascendência coreana, em maior parte vinda da Coreia do Sul e com uma minoria da Coreia do Norte, China, Japão e da antiga União Soviética. A comunidade coreana americana compreende cerca de 0,6% da população dos Estados Unidos, ou cerca de 1,8 milhão de pessoas, e é o quinto maior subgrupo asiático americano, atrás das comunidades de chineses americanos, filipinos americanos, indianos americanos e vietnamitas americanos. Os Estados Unidos são a casa da segunda maior comunidade diáspora coreana no mundo.

Demografia De acordo com o Censo dos Estados Unidos de 2010, existem cerca de 1,7 milhão de pessoas com ascendência coreana vivendo nos Estados Unidos, tornando-o o país com a segunda maior população coreana vivendo fora da Coreia (atrás da República Popular da China). Os dez estados com as maiores populações de coreanos americanos segundo estimações são a Califórnia (452 000; 1,2%), Nova Iorque (141 000; 0,7%), Nova Jérsia (94 000; 1,1%), Virgínia (71 000; 0,9%), Texas (68 000; 0,3%), Washington (62 400; 0,9%), Illinois (61 500; 0,5%), Geórgia (52 500; 0,5%), Maryland (49 000; 0,8%) e Pensilvânia (41 000; 0,3%). O Havaí foi o estado com a maior concentração de coreanos americanos, sendo ela 1,8%, ou 23 200 pessoas. esquerda|miniaturadaimagem|Coreanos americanos atingiram um alto perfil demográfico em algumas das cidades dos Estados Unidos, incluindo Nova Iorque. As duas regiões metropolitanas com as maiores populações de coreanos americanos segundo o Censo de 2010 foram a Grande Los Angeles (Área de Estatística Combinada) (334 329) e a Região Metropolitana de Nova Iorque (Área de Estatística Combinada) (218 764). A Região Metropolitana Baltimore-Washington está em terceiro lugar, com aproximadamente 93 000 coreanos americanos agrupados nos Condados de Howard e Montgomery em Maryland e Condado de Fairfax em Virgínia. O Sul da Califórnia e a Região Metropolitana de Nova Iorque possuem as maiores populações de coreanos fora da Península da Coreia. Dos Coreanos Americanos que nasceram na Coreia, 226 000 viviam na região metropolitana de Los Angeles em 2012; 153 000 viviam em Nova Iorque (incluindo Nova Jérsia do Norte); e 60 000 viviam em Washington.

A porcentagem de Coreanos Americanos no Condado de Bergen (Nova Jérsia), localizado na Região Metropolitana de Nova Iorque, que era 6,3% segundo o Censo dos Estados Unidos de 2010 (tendo aumentado para 6,9% de acordo com a American Community Survey de 2011), é a maior de qualquer condado dos Estados Unidos. Todos os municípios presentes no top dez dos Estados Unidos de acordo com a porcentagem da população coreana segundo o Censo de 2010 estão localizados no Condado de Bergen, além disso a concentração de coreanos americanos no Palisades Park (Nova Jérsia), no Condado de Bergen, é a maior de qualquer município dos Estados Unidos, chegando a formar 52% da população. Geórgia foi a morada da comunidade coreana dos Estados Unidos que cresceu mais rapidamente, chegando a aumentar em 88,2% durante aquela década.Korean American Population Data National Association of Korean Americans (Source: 2000 U.S. Census) Uma população coreano americana significante reside na Região Metropolitana de Atlanta, principalmente no Condado de Gwinnett (2,7% coreana), e no Condado de Fulton (1,0% coreano). direita|miniaturadaimagem|450x450px De acordo com as estatísticas da Overseas Korean Foundation e do Ministro de Relações Exteriores e Comércio da Coreia do Sul, 107 145 crianças sul-coreanas foram adotadas nos Estados Unidos entre 1953 e 2007.

Em uma das pesquisas de 2005 do Departamento do Censo dos Estados Unidos, foram estimados que 432 907 dos coreanos vivendo nos Estados Unidos nasceram em solo estadunidense, sendo que 973 780 nasceram no exterior. Os coreanos americanos que se naturalizaram como cidadãos chegaram a 530 100, enquanto 443 680 dos coreanos residindo nos Estados Unidos não eram cidadãos americanos.

Apesar de as pessoas vivendo na Coreia do Norte não conseguirem - exceto por razões raras - deixar o seu país, muitos daqueles com origem norte-coreana vivem nos Estados Unidos, formados de uma porção significante daqueles que fugiram para o sul durante a Guerra da Coreia e mais tarde imigraram para os Estados Unidos. Desde que a Lei dos Direitos Humanos Norte-coreana de 2004 permitiu que desertores norte-coreanos pudessem ser admitidos como refugiados, cerca de 130 pessoas se estabeleceram nos Estados Unidos com esse sob esta condição.

História Um dos primeiros coreanos americanos foi Seo Jae-pil, ou Philip Jaisohn, que chegou aos Estados Unidos pouco depois de participar de um golpe com outros progressistas com o objetivo de estabelecer uma reforma política em 1884. Ele tornou-se um cidadão norte-americano em 1890 e adquiriu um diploma de médico em 1892 da Universidade George Washington. Ao longo de sua vida, ele esforçou-se para ensinar a coreanos os ideias de liberdade e democracia, e pressionou o Governo dos Estados Unidos em busca da independência coreana. Ele morreu durante a Guerra da Coreia. Sua residência é agora um museu, administrado por uma organização de serviços sociais com o seu nome que foi fundada em 1975.

Uma pessoa importante dentro da comunidade de imigrantes coreanos é Ahn Chang Ho (também conhecido como Dosan), um ativista social protestante. Ele chegou aos Estados Unidos em 1902 em busca de educação. Ele fundou a Friendship Society em 1903 e também a Mutual Assistance Society. Ele também foi um ativista político durante a ocupação japonesa da Coreia. Um memorial foi construído em sua honra no centro de Riverside (Califórnia) e a casa de sua família em 36th Place (Los Angeles) foi restaurada pela Universidade do Sul da Califórnia. A cidade de Los Angeles também declarou a interseção entre a rua Jefferson Boulevard e o distrito Van Buren Place com o nome de Dosan Ahn Chang Ho Square em sua honra. O padrão de taekwondo Do-san foi nomeado em sua homenagem.direita|miniaturadaimagem|Imigrantes da Coreia obtendo o status de residente permanente de maneira legal: anos fiscais de 1940 a 2016Outra importante figura entre a comunidade coreana imigrante foi Syngman Rhee (이승만), um metodista. Ele chegou aos Estados Unidos em 1904 e adquiriu um bacharelado na Universidade George Washington em 1907, um mestrado na Universidade Harvard, e um Ph.D da Universidade de Princeton em 1910. Em 1910, ele retornou à Coreia e se tornou um ativista político. Mais tarde, ele se tornou o primeiro presidente da Coreia do Sul.

Em 1903, o primeiro grupo de trabalhadores coreanos chegou ao Havaí no dia 13 de janeiro, hoje comemorado anualmente como o Dia Coreano Americano, para preencher as lacunas criadas pelos problemas com os trabalhadores chineses e japoneses. Entre os anos de 1904 e 1907, cerca de 1 000 coreanos entraram no continente vindo do Havaí através de São Francisco. Muitos coreanos se dispersaram através da Costa Oeste dos Estados Unidos como trabalhadores agrícolas ou trabalhadores assalariados de empresas de mineração e até trabalhando em ferrovias. Noivas de fotografias se tornaram uma prática comum para casamentos com homens coreanos.

Depois de a Coreia ser anexada pelo Japão em 1910, a migração coreana aos Estados Unidos praticamente parou. A Lei da Imigração de 1924, às vezes referenciada como a Lei de Exclusão Oriental, foi parte de um sistema que limitou a entrada de imigrantes coreanos aos Estados Unidos. Graças a Lei da Imigração e Nacionalidade de 1952, mais oportunidades foram abertas aos asiáticos americanos, possibilitando que os coreanos americanos se movessem dos enclaves para os bairros de classe média. Quando a Guerra da Coreia terminou em 1953, uma pequena quantidade de estudantes e profissionais coreanos adentraram os Estados Unidos. Um grupo maior de imigrantes incluía mulheres casadas com recrutas estadunidenses. Com a promulgação da Lei de Imigração e Nacionalidade de 1965, coreanos tornaram-se um dos grupos asiáticos que mais cresciam nos Estados Unidos, superados apenas pelos Filipinos.

A Lei de Imigração e Nacionalidade de 1965 aboliu o sistema de cotas que restringia o número de asiáticos que tinham permissão para entrar nos Estados Unidos. Grandes quantidades de coreanos, incluindo alguns da Coreia do Norte que chegaram através da Coreia do Sul, vêm imigrando desde então, colocando a Coreia no top seis de países de onde originam imigrantes dos Estados Unidos desde 1975. São diversas as razões para as imigrações, desde o desejo de maior liberdade e a esperança de maiores oportunidades econômicas. esquerda|miniaturadaimagem|Uma ampla variedade de coreanos americanos. Nos anos 80 e 90, coreanos começaram a ser reconhecidos por abrirem pequenos negócios como lavadoras a seco ou lojas de conveniência, e também por diligentemente instalarem igrejas. . Eles chegavam a se arriscar em cidades abandonadas e a abrir negócios que possuíam uma demografia predominantemente afro-americana. Essa situação podia às vezes resultar em tensões com clientes que podiam ser amplamente divulgadas, como representadas em filmes como Do the Right Thing de Spike Lee, além dos Distúrbios de Los Angeles em 1992.

Os filhos dos coreanos americanos, juntos daqueles de outros asiáticos americanos, também seriam citados em manchetes e capas de revistas nos anos 80 pela quantidade deles presente em universidades de prestígio e em profissões de colarinho branco altamente qualificadas. A existência de status socioeconômico e educação favoráveis levaram à criação de uma imagem que retrata como uma "minoria modelo" os grupos asiáticos como os coreanos. Dos anos 80 aos dias de hoje, um alto número de coreanos americanos e outros grupos da Ásia Oriental continuam a frequentar universidades de prestígio e juntos formam uma grande porcentagem dos profissionais de colarinho branco nos campos de medicina, direito, ciência da computação, finanças, e investimento bancário. direita|miniaturadaimagem|202x202px|Juju Chang é uma jornalista norte-americana que trabalha para a ABC News e que atualmente é a âncora do programa Nightline. A cidade de Los Angeles emergiu como um dos principais centros da comunidade coreano americana. Ela passou por uma rápida transição nos anos 90, com altos investimentos feitos por bancos e empresas coreanas, e com a chegada de dezenas de milhares de coreanos, além de um número ainda maior de hispânicos. Muitos empresários abriram pequenos negócios, e sofreram fortemente com os Distúrbios de Los Angeles em 1992. Mais recentemente, foi percebido que a Koreatown de Los Angeles sofreu com uma perda de poder político perto de um redistritamento e com um aumento na taxa de criminalidade, o que incitou um êxodo dos coreanos que viviam na região. Além disso, como parte das consequências dos distúrbios de 1992, houve a saída de um alto número de coreanos do Sul da Califórnia em direção à Área da baía de São Francisco, que no processo abriram negócios e compraram propriedades na região central de Oakland, o que promoveu o crescimento da Koreatown da cidade até o começo dos anos 2000, apesar disso esta vizinhança de Oakland testemunhou uma queda na sua população coreana, criada por causa de um êxodo de outras partes da Área da baía.