Ângela Maria Rossas Mota de Gutiérrez (Fortaleza, ) é uma professora e escritora brasileira, membro e presidente da Academia Cearense de Letras.
Biografia
Ângela Gutiérrez, como é conhecida, nasceu no casarão de seu bisavô, Tomás Pompeu, em Fortaleza e aqui sempre viveu. Seu avô, o médico Dr. César Rossas, e sua tia-avó, a Dra. Menininha Cavalcante, ajudaram-na a vir ao mundo. É filha de Luciano Cavalcante Mota e de Angela Laís Pompeu Rossas Mota. Seu pai foi seu guia na literatura e nas artes.
Fez curso de Letras e mestrado em Educação na Universidade Federal do Ceará, e defendeu a dissertação O Caráter Reprodutor do Ensino de Literatura Brasileira nos Cursos de Letras; e doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais com a tese: Vargas Llosa e o romance possível da América Latina. É professora do Departamento de Literatura, fundadora e primeira coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras, da UFC. Foi diretora da Casa de José de Alencar e do Instituto de Cultura e Arte da UFC-ICA, que congregam e administram os órgãos e equipamentos culturais, cursos e projetos na área de arte da instituição.
Romancista, ensaísta, conferencista e poetisa é autora de inúmeros trabalhos literários publicados em revistas especializadas.
Seu primeiro romance, O mundo de Flora, publicado em 1990, com segunda edição em 2007, foi agraciado com o Prêmio Estado do Ceará. O livro de poesias Canção da menina, 1997, que no dizer da autora, inclui uma “coletânea de poemas, escritos despretensiosamente, da juventude à maturidade, ao toque da inspiração”, recebeu os melhores elogios, entre eles do Príncipe dos Poetas Cearenses, acadêmico Artur Eduardo Benevides.
Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 7 de outubro de 1997, ocupa a vaga deixada pelo acadêmico Geraldo Fontenelle, cadeira número 18, cujo patrono é Moura Brasil. É membro da atual diretoria da ACL exercendo o cargo de Diretora Cultural. É membro da ACL (a mais antiga do Brasil, fundada por seu bisavô, Tomás Pompeu, em 1894) e da Associação Brasileira de Bibliófilos.
É casada desde muito jovem com o médico Oswaldo Gutiérrez, nefrologista e professor da Faculdade de Medicina da UFC.
É pesquisadora, especialmente sobre três temas: a literatura relacionada a Canudos (Os sertões e a ficção canudiana), a obra do escritor Mario Vargas Llosa e a obra de José de Alencar.
Em 2019, foi notícia nacional após se tornar a primeira mulher a presidir a Academia Cearense de Letras.
Obras
O Mundo de Flora, (1990), Vargas Llosa e o Romance Possível da América Latina, (1996), Canção da Menina, (1997), Avis Rara, (2001), Iracema, Lenda do Ceará, (2005), com Sânzio de Azevedo, comemorando os 140 anos de publicação do romance de José de Alencar. Luzes de Paris e o Fogo de Canudos, (2006), O Silêncio da Penteadeira, (2016),
Homenagens
Recebeu o Troféu Sereia de Ouro, do Grupo Edson Queiroz, em 2016,
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