A música é toda música que é criada ou modificada através do uso de equipamentos e instrumentos eletrônicos. Por sua história, passa de uma vertente da música erudita (fruto do trabalho de compositores visionários) a um elemento da música popular, primeiramente bastante relacionado ao rock e posteriormente discernindo-se como um gênero musical próprio (principalmente relacionado com a música popular nos subestilos considerados dançantes tais como o techno, acid house, trance e drum 'n' bass, desenvolvidos a partir do auge da música disco no final da década de 1970). Atualmente existem várias ramificações do estilo, tanto eruditas como populares
Originalmente relutada por ter sua tecnologia evoluída muito mais rapidamente que sua estética, só passou a ter princípios e tradição após a Segunda Guerra Mundial,Sadie 1994, p.634-5 com o trabalho de franceses na música concreta e de alemães na Elektronische Musik.
Princípios Fundamentais A Música Eletrônica Tradicional, leva em consideração 4 princípios básicos e fundamentais: Paz, Amor, União e Respeito, abreviado para P.L.U.R (do inglês Peace, Love, Unity, Respect, criado pelo DJ estadunidense, Frankie Bones, em 1993.
Contexto atual no Brasil No Brasil, a música eletrônica é comumente mais procurada por jovens universitários das classes média e média-alta, muitas vezes associada a conexões místicas, espiritualidade, ao glamour, baladas de alto padrão, status de prosperidade e saúde como no P12 em Jurerê Internacional, Greenvalley e Surreal Park em Camboriú, Warung Beach Club em Itajaí, Sea Club na Ilhabela, Club Vibe em Curitiba, Blue Lounge em Porto Alegre, D-EDGE em São Paulo, Privigèle em Armação dos Búzios, D-EDGE no bairro saúde no Rio de Janeiro, Vitrinni na Barra da Tijuca, Reverse Club em Goiâna, e entre outros beach clubs e danceterias ao redor do país.
Locais como Club Vibe, D-EDGE, Surreal Park, Warung Beach Club, Reverse Club e Blue Lounge, tem sido apontados como uns dos melhores e conceituados clubes de Música Eletrônica Tradicional do Brasil e do mundo, tendo em vista que esses locais focam exclusivamente em eventos tradicionais de música eletrônica, não misturando com outros estilos musicais, e focando em uma experiência intimista, futurística, mística e imersiva. Vale um destaque especial para o Greenvalley, sendo considerado o melhor clube de música eletrônica do Brasil, entre os citados.
Nomes notórios de djs brasileiros da cena eletronica do gênero house são Vintage Culture, Dubdogz, Liu (músico), Cat Dealers, KVSH, illusionize , Alok e Zac. No techno temos os destaques para a DJ Anna, Victor Ruiz, e Wehbba. Enquanto no psytrance temos artistas como Claudinho Brasil, Blazy, Gabriel Natan, e Fractal Brain. Recentemente, o DJ Riascode apareceu como produtor de música eletrônica brasileira, por usar elementos e sonoridades, que remetem a cultura brasileira, principalmente após lançar a música Lotus. Vale destacar que há varios DJs brasileiros que usam elementos do samba em suas músicas, fazendo fusão entre música Eletrônica Tradicional, MPB e samba, criando uma espécie de "Música Eletrônica Popular Brasileira" ou simplesmente usa-se a sigla "MEPB" e Brazilian Bass.
Além desses, o DJ brasileiro Gui Boratto, é descrito como dos principais expoentes do Brasil, a se destacar no cenário da música eletrônica internacional. Entre os novos nomes descobertos na cena brasileira tradicional são os DJs: Renato Ratier, Fabricio Peçanha, Marcos Franco, Kiko Franco, Maz, Gromma, Bruno Massa, Duarbazz, Vinarco e DJ Flávia Souza (Flahhsouza) e entre outros.
Vale destacar que é denominado de "ET" no Brasil, a sigla que faz referência para a "Música Eletrônica Tradicional" ou simplesmente "Eletrônica Tradicional" conhecida na comunidade eletrônica do Brasil que engloba os gêneros e subgêneros como House, Deep House, Techno, Trance, Edm e Psytrance, pois muitos ouvintes e críticos consideram que são músicas e ambientes de festas com conexões místicas e que remetem à espiritualidade e sentimentos profundos por usarem elementos da natureza, animais, universo sideral e letras sobre amor e união, criando uma cultura mais underground e humanista
O clipe da música Innerbloom da Rüfüs Du Sol, é um marco recente no universo da cena eletrônica tradicional, no que tange a imersão em sentimentos profundos, mediante a interações com elementos da natureza, pois a cena Eletrônica Tradicional segue princípios fundamentais como paz, união, respeito e amor.
Já o Funk Brasileiro, não é uma vertente considerada tradicional, pois visa o materialismo e o ego. Além disso, Funk Brasileiro atual já é visto como cultura misógina, por parte de algumas feministas, devido a varias letras que objetifica o corpo da mulher sexualmente. Também, há críticos que apontam que o Funk atual, de um ponto de vista analítico e racial pode ser classificado como um tipo de racismo moderno, pois associa corpos negros a questões superficiais como sexo banal e criminalidade, principalmente o proibidão e o carioca, ou seja, não leva em consideração os princípios fundamentais da cena eletrônica tradicional.
Pré 1800 - XVIII O Denis D'or, o "Golden Dionysis", era um instrumento de teclado one-off no início construída pelo teólogo tcheco e pioneiro da pesquisa elétrica Václav Prokop Diviš (1698-1765). Descrito como um "orchestrion" por causa de sua capacidade de imitar os sons de instrumentos de sopro e de cordas, é muitas vezes descrito como o primeiro instrumento musical eletrônico. Contudo, devido à falta de documentação histórica detalhada e relatórios contemporâneos conflitantes, esta afirmação permanece incerta.
Vários relatos descrevem o instrumento como um instrumento eletroacústico onde as cordas vibram usando eletroímãs: em 1730, o pregador da Morávia Prokop Diviš produzia o som gerado pela excitação eletromagnética de cordas do piano. Ele chamou sua invenção Denis D'or. Seus experimentos foram baseados na excitação eletromagnética de cordas do piano, mas não poderia prevalecer apesar do interesse considerável inicialmente para o público. Ainda parece improvável que a relação entre eletricidade e eletromagnetismo só se tornou compreendido tão tarde quanto 1820. Outros relatos sugerem os sayadins que o Denis D'or foi uma piada elaborada pelo qual o cantor poderia ser eletrocutado pela vontade do inventor.
Diviš cobrava as cordas do instrumento com uma carga elétrica temporária, a fim de alguma forma "purificar e melhorar a qualidade do som" que conduz ao instrumento que era descrito como um "instrumento musical eletrônico" (Johann Ludwig Fricker depois de testemunhar a Denis D'or em 1753). No entanto, com brincadeiras intrincados nos salões da nobreza estar na moda na época da construção do Denis D'or, parece provável (e também tendo em conta o desenvolvimento histórico do eletromagnetismo) que o instrumento era apenas um dos muitos truques de proto-elétrica do período barroco e Rococó em vez de um sério candidato ao título do primeiro instrumento eletrônico.
thumb|O console de um telarmónio de Thaddeus Cahill, 1897|253x253px
Década de 1850 a 1940: os primeiros artistas e equipamentos A habilidade de gravar sons é absolutamente necessária para a produção de música eletrônica, e é certamente bastante útil. O primeiro precursor do fonógrafo foi inventado em 1857 quando Leon Scott gravou pela primeira vez impressões de som em cilindros revestidos em carbono. Duas décadas depois, em 1878 Thomas Edison patenteou o fonógrafo, que utilizava cilindros similarmente ao dispositivo de Scott. Apesar do mecanismo ter se mantido inalterado por um tempo, Emil Berliner desenvolveu o fonógrafo em disco em 1897.Russcol 1972, p. 67
Data de 1897 o mais antigo instrumento musical eletroacústico. Foi uma invenção de Thaddeus Cahill, conhecida como telarmónio. A máquina consistia num dínamo eléctrico, associados a indutores eletromagnéticos capaz de produzir diferentes frequências sonoras. Estes sinais eram comandados por um teclado e um painel de controlos e difundidos pela linha telefónica, cujos terminais estavam equipados com amplificadores acústicos, colocados em locais públicos. Veio a verificar-se que a emissão musical interferia com as chamadas telefónicas, o que era insustentável. O instrumento tinha a capacidade de sintetizar sons com os timbres desejados, por sobreposição de parciais harmónicos. O sistema que permitia este desempenho tornava a máquina extremamente complexa e de dimensões gigantescas. O compositor Ferruccio Busoni mostrou interesse pela invenção, potencialmente geradora de novos conceitos harmónicos, não tendo no entanto apoiado directamente o projecto. A tecnologia foi posteriormente usada para o desenvolvimento do órgão Hammond. Entre 1901 e 1910, Cahill desenvolveu três versões maiores e mais complexas que o original, a primeira pesando sete toneladas, e a última, acima de duzentas. Com a queda do interesse público, em 1912 a empresa de Cahill estava falida.Weidenaar 1995.
thumb|left|250px|Um modelo das Ondas Martenot
O teremim e o movimento futurista Com o final da Primeira Guerra Mundial os primeiros avanços foram no sentido de tornar os equipamentos mais económicos e compactos. Uma dessas invenções foi o teremim, desprovido de teclado, munido de dois detectores de movimento que controlavam o volume e a altura do som a partir do movimento livre das mãos do executante. Um outro exemplo de instrumento é o Ondas Martenot, inventado em 1928 por Maurice MartenotMassin 1997, p. 1165 e usado em obras como "Turangalîla" e "Trois Petites Liturgies" de Olivier Messiaen. Mais tarde surgiram instrumentos polifónicos como o Givelet e o órgão Hammond, cujos potenciais foram imediatamente reconhecidos e explorados. O Givelet tinha a capacidade de ser programado, o que foi mais tarde largamente ultrapassado pelos sintetizadores e pelos computadores que viriam a surgir cerca de 25 anos mais tarde. Produzido por Laurens Hammond a partir da fundação de sua empresa em 1929, o órgão Hammond era baseado nos princípios do telarmónio junto com outras tecnologias como as primeiras unidades de reverberação.Russcol 1972, p. 70
O movimento futurista, iniciado na Itália pelo poeta Filippo Marinetti, rapidamente expandiu-se pela Europa, na defesa da liberdade da expressão artística, que se revelou na música pela utilização de técnicas de produção sonora não convencionais até então, dando-se valor ao que é considerado "barulho". Luigi Russolo propôs, na década de 1910, em The Art of Noises, a composição musical a partir de fontes sonoras do meio ambiente, na busca da variedade infinita dos ruídos. O efeito prático desta proposta foi a construção de instrumentos produtores de ruído como o Intonarumori. O primeiro concerto da série The Art of Noises ocorreu em 21 de abril de 1914, e em junho concertos similares ocorreram em Paris.
O compositor francês Edgar Varèse, foi pioneiro na exploração de novos conceitos de expressão musical. A sua técnica de instrumentação revelava uma ruptura com a escola vigente no Conservatório de Paris, quebra essa absolutamente necessária para a aceitação de fontes electrónicas na composição musical. O conceito de análise e de "regenese" dos sons foi explorado por Varèse na sua obra instrumental, obrigando-o a utilizar os instrumentos como componentes de massas sonoras de diferentes timbres, densidades e volumes. As aspirações de Varèse no campo da música electrónica foram bloqueadas por razões financeiras e pelo deficiente apoio que recebeu. As obras teóricas de Thérémin, inventor do instrumento com o mesmo nome, debruçavam-se sobre os princípios analíticos na música, de forma sistemática e científica, antecipando a metodologia da composição de música electrónica.