Jacques Prévert (Neuilly-sur-Seine, 4 de fevereiro de 1900 — Omonville-la-Petite, 11 de abril de 1977) foi um poeta e roteirista francês.
Após o êxito da sua primeira coleção de poesias, Paroles em 1946, Prévert tornou-se um grande poeta popular, graças à sua linguagem familiar, senso de humor, hinos à liberdade e jogo com as palavras. Como resultado de seu êxito, seus poemas passaram a ser estudados em todas as escolas francesas do mundo, conquistando o reconhecimento internacional.
Poeta e roteirista francês, Jacques Prévert ironizou os usos e costumes, o clero, a igreja. Criou os roteiros e diálogos de grandes filmes franceses pertencentes à escola do realismo poético, realizados em sua maioria por Jean Renoir e Marcel Carné.
Como compositor, ele escreveu a música "Les Feuilles Mortes", que foi muito famosa no seu tempo, na voz de Ives Montand. Mais tarde, Serge Gainsbourg compôs uma música chamada "La chanson de Prevért" que faz referência à canção referida acima.
Sua vida Jacques Prévert nasceu em 1900, em Neuilly-sur-Seine, França, onde passou a sua infância. Seu pai, André Prévert, crítico de dramaturgia, levou-o sempre ao teatro e sua mãe, Suzanne Catusse, o iniciou na leitura. Aos 15 anos, com o certificado de estudos básicos, ele saiu da escola e começou a fazer pequenos trabalhos. Ao ser convocado para o serviço militar, ele foi para Saint-Nicolas-de-Port, onde encontrou Yves Tanguy, antes de ser enviado para Istambul, onde conheceu Marcel Duhamel.
Em 1925, participou do movimento surrealista, juntamente com seu grupo, formado por Marcel Duhamel, Raymond Queneau e Yves Tanguy. Mas Prévert, com seu espírito independente, não conseguiu permanecer por muito tempo no grupo.
Escreveu grandes filmes franceses realizados entre 1935-1945, todos eles considerados obras-primas do realismo poético francês: Drôle de Drame, Le Quai des Brumes, Hotel du Nord, Le Jour se Lève, Les Enfants du Paradis de Marcel Carné.
Também, escreveu peças de teatro.
Seus poemas foram transformados em música por Joseph Kosma (Les Feuilles Mortes).
Sua filha Michele nasceu em 1946. Casou-se com Janine Tricotet em 1947. Por iniciativa de sua esposa, que tentou afastá-lo das "tentações de uma vida dissoluta", eles deixaram Antibes para morar em Omonville-la-Petite, na Manche, onde morreu aos 77 anos, de cancro do pulmão, por ser fumador compulsivo, também aparecia em várias fotografias a fumar.
Seu estilo Prévert revolucionou o discurso tradicional, através do jogo de palavras. Sua poesia é constantemente construída com jogos de linguagem (calembur, neologismos, lapsus propositais, invenções…) com os quais o poeta consegue efeitos cômicos inesperados (um humor por vezes negro), duplos significados e imagens insólitas.
Seus poemas também são ricos em jogos sonoros, combinações que brincam com a audição (aliterações, rimas e ritmos variados) que podem parecer fáceis, mas que são habilmente utilizadas por Prévert.
Traços de surrealismo ajudam a compor o seu estilo: inventários, listas de objetos, metáforas e personificações.
Suas obras 1946 : Palavras - no original Paroles 1946 : Le Cheval de Trois 1946 : Histoires 1947 : Contes pour enfants pas sages 1947 : Le Petit Lion 1950 : Des bêtes 1951 : Spectacle 1951 : Vignettes pour les vignerons 1951 : Grand Bal du printemps 1952 : Lettre des îles Baladar 1952 : Charmes de Londres 1952 : Bim, le petit âne 1952 : Guignol 1953 : Tour de chant 1953 : L’Opéra de lune 1955 : La Pluie et le beau temps 1955 : Lumières d’homme 1963 : Histoires 1966 : Fatras 1973 : Eaux-fortes
Filmografia 1932 : Comme une carpe, de Claude Heymann, 1932 : L'affaire est dans le sac, de Pierre Prévert, 1933 : Ciboulette, de Claude Autant-Lara, 1933 : Si j'était le Patron, de Richard Pottier, 1934 : Le taxi de minuit, de Albert Valentin 1934 : L'hôtel du libre échange, de Marc Allégret 1935 : Un oiseau rare, de Richard Pottier 1936 : Moutonnet, de René Sti, 1936 : Jenny, de Marcel Carné, 1936 : Le crime de Monsieur Lange, de Jean Renoir, 1937 : 27 rue de la Paix, de Richard Pottier, 1937 : Drôle de drame, de Marcel Carné, 1937 : L'affaire du courrier de Lyon, de Claude Autant-Lara et Maurice Lehmann, 1938 : Ernest le rebelle, de Christian-Jaque, 1938 : Les disparus de Saint-Agil, de Christian-Jaque, 1938 : Le quai des brumes, de Marcel Carné, 1939 : The Mysterious Mr. Davis, de Claude Autant-Lara 1939 : Le jour se lève, de Marcel Carné 1941 : Remorques, de Jean Grémillon, 1941 : Une femme dans la nuit, de Edmond T. Gréville, 1941 : Le soleil a toujours raison, de Pierre Billon, 1942 : Les visiteurs du soir, de Marcel Carné 1943 : Lumière d'été, de Jean Grémillon, 1943 : Adieu Léonard, de Pierre Prévert, 1945 : Les enfants du paradis, de Marcel Carné 1945 : Sortilèges, de Christian-Jaque, 1946 : Aubervilliers, de Eli Lotar, 1946 : Les portes de la nuit, de Marcel Carné 1946 : Voyage surprise, de Pierre Prévert, 1947 : L'arche de Noé, de Henry Jacques 1947 : Le petit soldat, de Paul Grimault 1947 : La fleur de l'âge, de Marcel Carné, 1949 : Les amants de Vérone, de André Cayatte, 1950 : Souvenirs perdus, de Christian-Jaque 1950 : Bim, de Albert Lamorisse, 1950 : La Marie du port, de Marcel Carné, 1953 : La Bergère et le Ramoneur, de Paul Grimault, 1956 : Notre-Dame de Paris, de Jean Delannoy 1958 : La Seine a rencontré Paris, de Joris Ivens 1959 : Paris la belle, de Pierre Prévert, 1961 : Amours célèbres, de Michel Boisrond, 1964 : Le petit Claus et le grand Claus, de Pierre Prévert 1966 : À la belle étoile, de Pierre Prévert, 1970 : Le diamant, de Paul Grimault 1980 : Le Roi et l'Oiseau,ac-bordeaux.fr - pdf de Paul Grimault,
Ligações externas
Bairro Livre. Poemas de Jacques Prévert. Tradução Jorge de Sena. Blog RIM&VIA. 23/06/2010. Poema de Jacques Prévert, em francês
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