O Rio Branco Sport Club (acrônimo: RBSC) é um clube esportivo brasileiro sediado na cidade de Paranaguá, no Paraná. É proprietário do Estádio Nelson Medrado Dias, a Estradinha, cujo apelido refere-se ao tradicional bairro de mesmo nome em que o estádio está localizado.

Os principais títulos da agremiação são um tricampeonato consecutivo do Torneio Início do Paraná, conquistados em 1961, 1962 e 1963; três títulos do Campeonato Paranaense do Interior, conquistados em 1948, 1954 e 2000; campeão paranaense da Zona Sul, no ano de 1977; campeão paranaense da Segunda Divisão em 1995; além de inúmeros títulos citadinos. Fundado no dia 13 de outubro de 1913, é o terceiro clube mais antigo do estado em atividade, atrás apenas do Operário Ferroviário e do , respectivamente.

História O Rio Branco Sport Club foi fundado no dia 13 de outubro de 1913, por Manuel Victor da Costa, Aníbal José de Lima, Euclides de Oliveira, José de Oliveira, Jarbas Nery Chichorro, Antônio Gomes de Miranda e Raul da Costa Pinto, em reunião ocorrida na residência da família Lima, na casa n.º 12 da rua Marechal Deodoro. O nome do clube é uma homenagem ao ilustre estadista brasileiro José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, diplomata que resolveu inúmeras questões com países da América do Sul e Europa em favor do Brasil, cuja morte no ano anterior à fundação do clube gerou grande comoção nacional.

Primeira partida A primeira partida do Rio Branco aconteceu no dia 23 de novembro de 1913, e foi realizada no ground do Campo Grande (Praça Pires Pardinho), contra a equipe do Brazil Foot-Ball Club, de Paranaguá. A partida terminou com a vitória do Brazil FC por 1 a 0. A equipe titular do Rio Branco atuou com Colombino, Mathias e Nagib; Eugênio, Itaborahi e Raul; Rocha, Romeu, Cezário, Braga e Flota.

Primeiro campeonato oficial Quando os desportistas paranaenses, notadamente os da capital do estado, resolveram fundar uma liga esportiva para comandar a organização do futebol e realizar um campeonato oficial, convidaram as equipes de Paranaguá e Ponta Grossa para participarem das discussões. O Rio Branco Sport Club se fez presente na reunião realizada no dia 12 de fevereiro de 1915, na sede do Jockey Club, em Curitiba, e foi incluído entre aqueles que fariam parte da divisão de honra do esporte no estado, participando juntamente do Coritiba Foot Ball Club, International Foot-Ball Club, América Futebol Clube, Paraná Sport Club e Paranaguá Foot-Ball Club, da primeira edição do Campeonato Paranaense de Futebol disputado em 1915.Campeonato Paranaense: quem tem mais títulos na história do Estadual? Página do Site Goal.com - acesso em 11 de abril de 2022

Campeão do Interior No ano de 1948, o Rio Branco, então campeão da Liga Regional de Futebol de Paranaguá, também sagrou-se campeão paranaense do interior naquela temporada. A decisão foi com o Operário Ferroviário, de Ponta Grossa. Após dois empates, o Rio Branco venceu a terceira partida por 3 a 2, conquistando assim o título. A equipe campeã era composta por: Duia, Chiquinho e Jaci Maciel; Odemar, Tião e Chico Preto; Julinho, Antoninho, Guito, Chico Porco e Jaci.

Novamente como campeão da Liga Regional de Paranaguá, em 1954, a equipe rio-branquista volta a disputar o título do interior paranaense. Após vencer o Internacional de Campo Largo e o Ferroviário de União da Vitória, o Rio Branco qualificou-se para disputar a final contra o Guarani de Arapoti. No primeiro jogo, em Arapoti, o Rio Branco saiu vencedor por 3 a 1. Os gols foram marcados por Celso, Nico e Zangado. A segunda partida foi realizada em Paranaguá, no dia 1.º de maio, em que o Leão da Estradinha goleia a equipe adversária por 8 a 0. Celso Marques e Zangado foram os goleadores, marcando quatro gols cada um. A equipe campeã era formada por: Abrão, Dicézar, Salvito, Tiziu, Tinoco, Daltro, Badalo, Holofote, Villanueva, Zangado, Celso, Nico, Tucano e Ademar.

Profissionalização Foi o ano de 1956 que marcou a estreia do Rio Branco no futebol profissional. Para poder participar do Campeonato Paranaense, a direção do clube precisou empreender diversas ações administrativas e políticas junto à Federação Paranaense de Futebol (FPF) e o CND.

Eis então que no dia 16 de maio de 1956, por unanimidade, os clubes profissionais do estado do Paraná, reunidos na sede da FPF, concordaram com a participação do Rio Branco Sport Club no Campeonato Paranaense daquele ano. A partida de estreia do Leão da Estradinha no profissional acontece no dia 23 de junho de 1956, contra o Esporte Clube Água Verde, terminando com a vitória rio-branquista pelo placar de 3 a 2. O Rio Branco jogou com Abrãozinho, Dicésar e Salvito; Daltro Dimas e Alcione; Arnoldo, Villanueva, Holofote, Celso e Mundinho.

No Campeonato Paranaense da 2° Divisão de 1970, dos 10 jogos disputados no turno de classificação, o Rio Branco fez uma campanha de seis vitórias, dois empates e duas derrotas. Com esses resultados, o clube se classificou em primeiro lugar, juntamente do Cascavel e o Guarani-PG. Foi necessária um desempate entre os três. Houve então um triangular em dois turnos, no qual o Rio Branco venceu uma partida, empatou duas e perdeu uma. Terminou na 2.ª colocação, atrás do Cascavel e a frente do Guarani, conquistando assim o vice-campeonato da Segundona e o direito de retornar à 1.ª Divisão do Campeonato Paranaense. No certame, a equipe rio-branquista esteve assim composta: Paulo Henrique, Aguinaldo, Ademar, Dismael, Cláudio, Reinaldo, Paraguaio, Alcides, Manga, Dircinho, Marinho, Didi, Beto, Polaco, Neto, Walter, Adilson.

No Estadual de 1977, o Rio Branco fez grande campanha na repescagem, chegando à fase final. O clube sagrou-se campeão da Zona Sul, ao derrotar o Pinheiros por 1 a 0 na Estradinha e depois consolidar o título no empate em 1 a 1 no jogo de volta na Vila Capanema. Com a conquista, qualificou-se para decidir a vaga para as disputas da finalíssima estadual.

Na partida ocorrida em 21 de agosto, contra o Grêmio Maringá, Ivan marca, aos 41 minutos do segundo tempo,, o gol que seria o da vitória do Rio Branco. Porém, o árbitro Rubens Maranho anula o gol alvirrubro — que havia sido legítimo. O resultado então elimina o Rio Branco que termina o campeonato na 5.ª colocação geral do certame. A equipe era formada por: Lula, Lucena, Bezelin, Chavala, Zé Carlos, Quico, Ezequiel, Polaco, Toninho, Ursinho, Jorge, Guarino, Hélio, Mazinho, Julinho, Ivan, Coutinho e Edson.

Retorno e título da Segunda Divisão Em 1993, sob a presidência de Mário Marcondes Lobo Filho, o clube volta às atividades do futebol profissional após um período afastado das competições. Dois anos depois, em 1995, o Rio Branco sagra-se campeão do Grupo B, equivalente à Segunda Divisão estadual, conquistando assim o direito de disputar um torneio hexagonal constituído pelos 4 melhores da 1.ª Divisão e o campeão e vice da 2.ª Divisão, ficando em 5.º lugar na classificação final deste torneio. A equipe base nesse período era formada por: João Marcos, Laco, Wesley, Dirceu, Marildo, Gilson, Polaco, Silas, Júnior, Belo, Robson, Edson Mineiro, Sandro Neves, Ricardo Lúcio, Claudinei, Amaral, Vavá, Haroldo José, Tostão, Marcelo Araxá e Osmar.

Semifinalista da elite No ano 2000, o Rio Branco volta a fazer grande campanha no Campeonato Paranaense, que culminou mais uma vez com o título de campeão do interior. Naquele ano, o clube chega às semifinais do Estadual, disputando com o Coritiba a vaga na final. Alegando falta de capacidade de público no Estádio Nelson Medrado Dias, a direção do clube da capital tentou transferir a partida de ida, que seria em Paranaguá, para o Couto Pereira, casa coxa-branca. Porém, a diretoria rio-branquista providenciou a tempo uma estrutura com arquibancadas metálicas, ampliando a capacidade do estádio e garantindo a realização do confronto na Estradinha. Além da campanha, esta partida ficou marcada na história do clube pelo recorde de público do estádio, com cerca de 15.000 pessoas presentes no jogo. Apesar do clima hostil e pressão criada para o time adversário no jogo de ida em Paranaguá, o duelo terminou com um placar elástico de 4 a 1 para o Coritiba. Na partida de volta, em Curitiba, nova goleada coxa-branca, desta vez de 5 a 1. O Leão da Estradinha terminou o campeonato na 4.ª posição da classificação geral.

Novos tempos thumb|120px|Escudo utilizado no centenário.

O clube desenvolve um projeto em parceria com a Fundação Municipal de Esportes, visando desta forma revelar novos jogadores. O Estádio Nelson Medrado Dias ganhou novas arquibancadas e cabines para a imprensa. Também foi construído um alojamento para os atletas, que dispõe de um moderno refeitório, lavanderia e sala de jogos. Em 2004 foi inaugurado pela prefeitura municipal de Paranaguá o Estádio Fernando Charbub Farah, o "Gigante do Itiberê" com capacidade para 20 mil pessoas, o dobro do antigo Estádio Nelson Medrado Dias (A Estradinha). O novo estádio tem uma estrutura digna de grandes times de futebol, com arquibancada maior, cadeiras numeradas, cabines de imprensa,etc; É um dos mais modernos do Paraná. O Estádio Nelson Medrado Dias foi revitalizado e mandará os jogos do Campeonato Paranaense da temporada 2023, resgatando a ligação do torcedor com o clube do coração.

Nacionalmente, o Rio Branco disputou a Série C em 1996, 1998, 1999, 2000 e 2006. A melhor campanha foi em 2000, na Copa João Havelange, quando, em 16 jogos, somou 9 vitórias, 5 empates e apenas 2 derrotas. No entanto, a equipe acabou eliminada na segunda fase, apenas pelo saldo de gols, uma vez que ficou com os mesmos pontos do primeiro e segundo colocados do grupo – Uberlândia e Olímpia, respectivamente. Além disso, o Leão da Estradinha disputou uma Copa do Brasil, em 2007.

Após campanhas ruins em anos anteriores, o Leão da estradinha é rebaixado no Campeonato Paranaense. de 2023

Após a ameaça de se licenciar do futebol paranaense em 2024, o Rio Branco anunciou, em março de 2024, a contratação de Marcos Amaral como novo gestor de futebol, com o objetivo de retornar à elite do Campeonato Paranaense. Com uma campanha sólida, marcada por 8 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas, o Leão da Estradinha conquistou o acesso à primeira divisão do futebol paranaense. Na decisão do campeonato, enfrentou o Paraná Clube e ficou com o vice-campeonato, consolidando um retorno promissor à elite estadual.

Em julho de 2024, o Rio Branco iniciou o processo para se transformar em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), com prioridade de compra oferecida ao então gestor Marcos Amaral. Ele prometeu investir no clube com o objetivo de colocá-lo na Série B do Campeonato Brasileiro nos próximos anos, vislumbrando um novo momento de crescimento e profissionalização para a equipe.

Símbolos Hino No dia 20 de julho de 1919, o jornal Diário do Commércio publicou a "Canção Riobranquista", escrita pelo poeta e dramaturgo Jarbas Marques Nery Chichorro. No ano de 1927, os atletas do , durante a inauguração da Estradinha, fizeram uma saudação aos do Rio Branco. O hino atual do Rio Branco é cantado por Marcos Rocha.

Mascote thumb|Representação do mascote.

O mascote da agremiação é um leão, por conta de que no Campeonato Paranaense de 1916 os clubes curitibanos da competição passaram dificuldades ao enfrentar o clube, fazendo com que a imprensa passa-se a cognominar o Rio Branco de "Leão do Litoral". Também era chamado de "Tigre do Litoral''", pelo jornal Diário do Commércio.

Títulos ESTADUAISCompetiçãoTítulosTemporadas30pxCampeonato Paranaense do Interior3<center>1948, 1954 e 200030pxTorneio Início3<center>1961, 1962 e 1963 INTERMUNICIPAISCompetiçãoTítulosTemporadas30pxLiga Regional de Futebol de Paranaguá19<center>1919, 1922, 1923, 1925, 1926, 1927, 1928, 1930, 1931, 1933, 1936, 1937, 1938, 1939, 1945, 1947, 1948, 1954 e 1955

Outras conquistas Campeonato Paranaense - Zona Sul: 1977 Copa Paraná Sub-20: 2025

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