Jama'at Nasr al-Islam wal Muslimin (, , JNIM; , GSIM; ) é uma coalizão de grupos armados jihadistas que atua no Magrebe e na África Ocidental e se autodeclara o ramo oficial de al-Qaeda no Mali.Facção da Al-Qaeda no Mali diz ter matado quatro mercenários do Wagner Group. A Referência, 16 de agosto de 2022.

Surgiu em resposta à criação do G5 do Sahel e à intervenção militar francesa na região através da Operação Barkhane. Também procura se apresentar como um grupo poderoso e contra a influência e expansão do Estado Islâmico na área,Tanguy Berthemet, Trois groupes djihadistes sahéliens s'unissent, Le Figaro, 9 de março de 2017.Madjid Zerrouky, Les groupes djihadistes s’unissent au Sahel, Le Monde, 4 de março de 2017. um grupo com o qual a al-Qaeda rivaliza.

A criação do JNIM foi anunciada no dia 1º de março de 2017, em vídeo enviado à Agence Nouakchott Information (ANI), uma agência mauritana de notícias, e transmitido no dia seguinte. No vídeo, apareciam vários líderes jihadistas: Iyad Ag Ghali, emir do grupo Ansar al-Din; Djamel Okacha, líder de AQMI no Sahel; Amadou Koufa (morto em novembro de 2018), da katiba Macina; Abu Hassan al-Ansari (morto em fevereiro de 2018), adjunto de Mokhtar Belmokhtar, de Al Murabitun (dado como morto em várias ocasiões e que não aparece no vídeo); e Abu Abderrahman El Senhadji, cádi da AQMI. Estes anunciaram a união dos vários grupos em uma única estrutura e prometeram lealdade a Ayman al-Zawahiri, líder de Al-Qaeda; a Abdelmalek Droukdel, líder de AQMI (morto em junho de 2020); e a Haibatullah Akhundzada, líder do Talibã. Iyad Ag Ghali foi apontado como líder do JNIM. ​ De fato, essas organizações já estavam intimamente ligadas, antes da fusão, atuando de maneira coordenada em várias operações. Todas juraram lealdade a Ayman al-Zawahiri, o emir da al-Qaeda; a Abdelmalek Droukdel, da AQMI; e a Haibatullah Akhundzada, do Talibã. Iyad Ag Ghali é o líder da coalizão.Jules Crétois, Fusion de groupes jihadistes au Sahel, sous la bannière d’Al-Qaïda, Jeune Afrique, 2 de março de 2017.

Em 2018, o JNIM foi reconhecido, pelos Estados Unidos, como organização terrorista estrangeira, e incluído na lista de sanções, pelo Conselho de Segurança da ONU, por suas ligações com al-Qaeda.

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