José Maria Marques da Cruz (Famalicão, Cortes, São Paulo, ) foi um professor, historiador da literatura e escritor luso-brasileiro, professor da Universidade de São Paulo.
Como escritor adotou os pseudônimos de Zoroastro e Fulgêncio Claro.
Biografia Era filho de Francisco Marques da Cruz e Maria Joaquina Marques da Cruz; realizou os estudos fundamentais em Leiria Leiria e secundário em Castelo Branco; em 1908 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Quando na faculdade, para auxiliar as despesas, dava aulas num liceu; pouco após sua vinda ao Brasil participa de um sarau em casa de Alfredo Loureiro da Cruz, amigo de seu primo Alves Pinto e filho do Visconde de Rio Tinto (e que não lhe tinha parentesco, apesar do mesmo sobrenome), onde conhece sua filha Laura por quem se fascina, casando-se com ela pouco tempo depois a 17 de abril de 1913 (ela então aos dezesseis anos e ele com vinte e quatro).
Na capital paulista começou a carreira no magistério no Ginásio Macedo Soares e a seguir também no Colégio Stafford (de 1914 a 1948), no Instituto Mackenzie (1915 a 1918), Instituto Ciências e Letras entre outros como o Ginásio Oswaldo Cruz onde foi fundador e diretor em 1915, chegando mesmo a ser proprietário do Externato Marques da Cruz, entre 1921 a 1926 dentre muitas instituições em que lecionou.
Havendo chegado ao Brasil em 1912, na capital paulista onde se radicou foi membro da Academia Paulista de Ciências e Letras e do Instituto Histórico e Geográfico; em 1943 tomou parte da Reforma Ortográfica e em 1957, já aposentado da Universidade de São Paulo, saudou a visita do presidente português Francisco Higino Craveiro Lopes ao Brasil com a publicação de versos laudatórios à pátria em que nasceu, ao país e ao estado onde vivia. Foi examinador da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, a convite do governo brasileiro que também o agraciou com a Ordem do Cruzeiro do Sul como oficial, e professor na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da mesma instituição.
Homenagens Na capital paulista dá nome à Escola Estadual Prof. José Marques da Cruz, situada no bairro de Vila Formosa. Dá nome a rua nesta cidade, no bairro do Brooklin (Rua Professor Doutor José Marques da Cruz).
Bibliografia do autor Publicou o professor Marques da Cruz mais de trinta livros, dos quais se destacam as seguintes obras: Toda a Musa, 1965. Português Prático: Gramática (sete edições entre 1952-1966) O soneto: origem e finalidade (a estética do soneto; o soneto, poema poliglótico; o soneto em Portugal; o soneto brasileiro; variações em torno do soneto), 1961 Eça de Queirós, a sua psique, 1949 Siglas do lirismo português : (ensaio), 1945 Português prático, 1922 a 1941 (6 ed.) A mesa com Luís Vaz de Camões : ou O romance da cozinha no Portugal das descobertas, 1998 A virgem de Fátima, 1932 Liz e Lena, 1911 Oração a Portugal, 1929 História da Literatura, várias edições.
Leitura adicional José Marques da Cruz - o Meu Pai, Sérgio Marques da Cruz; 1988, 229 pág., Editora: Ver Curiosidades
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