miniatura|direita|200px|Principais rios da bacia do Cunene. A bacia do Cunene, é uma bacia hidrográfica africana, que tem seu principal flúmen de escoamento o rio Cunene, sendo uma das mais importantes bacias da África Austral. Abrange aproximadamente 106 500 km²,The River Basin. Kunene River Awareness Kit. [s/d]. atravessando regiões áridas e com relativa densidade populacional.Pereira, Álvaro. De que Vale Tanta Água? O Papel do Sistema Institucional na Governação dos Recursos Hídricos em Angola. Brasília: IV Encontro Nacional da Anppas, 4, 5 e 6 de junho de 2008.

A área de drenagem da bacia abrange o centro, sul e sudoeste de Angola e o norte da Namíbia, sendo a principal fornecedora de água doce, energia elétrica e peixes para as populações das referidas regiões. Com notável exceção do rio Cunene, a maioria dos demais rios componentes sofrem com secas prolongadas.Pereira, Álvaro. A governação da água em Angola: riscos e oportunidades. Lisboa: Laboratório Nacional de Engenharia Civil, 2009

Seu curso navegável principal é pelo rio Cunene, sendo o tramo da foz no oceano Atlântico até cerca de 10 km após esse ponto, ainda no deserto da Namíbia, não ligando nenhuma localidade relevante.

Sub-bacias Alto Cunene As cabeceiras que formam a bacia do Cunene estão localizadas no Planalto Central de Angola, a altitudes entre 1700 e 2000 m, a leste da cidade do Huambo. Na divisão das águas ao norte há elevações de cinturão geológico com orientação leste-oeste e parte da drenagem direcionada para as micro-bacias do Atlântico e para a bacia do Cuanza.The Upper Kunene River. Kunene River Awareness Kit. [s/d].

Na sub-bacia do Alto Cunene os principais afluentes do rio Cunene são os rios Cussava, Catapi e Que.

O aproveitamento hidroelétrico nesse ponto é feito principalmente nas centrais hidroelétricas de Cruzeiro e Gove.

Médio Cunene O Médio Cunene, de Matala a Calueque, consiste em colinas ao norte e terreno plano em direção ao sul. O rio corre em áreas menos íngremes do que nos trechos superiores, passando de 1300 m a 1000 m ao longo de seus 430 km de extensão. Devido ao terreno plano, existe uma enorme planície de inundação, de até 15 km de largura, contendo numerosos lagos e lagoas. No Médio Cunene, a bacia é irrigada por rios intermitentes que drenam grandes planícies de inundação.The Middle Kunene River. Kunene River Awareness Kit. [s/d].

Na sub-bacia do Médio Cunene os principais afluentes do rio Cunene são os rios Catonga, Chitanda, Mucope e Caculuvar.

O aproveitamento hidroelétrico nesse ponto é feito principalmente nas centrais hidroelétricas de Colui, Chamutete, Tundavala, Neves, Gandijelas e Matala.

Baixo Cunene O fluxo relativamente plano e mais lento do Médio Cunene a montante das corredeiras de Calueque, muda para um mais íngreme do rio no Baixo Cunene. Neste ponto há declives acentuados (em média 1400 m), corredeiras e um canal em leito rochoso. Após as corredeiras de Calueque, a trilha da planície de inundação termina e o rio se estreita consideravelmente, com seu perfil mudando abruptamente após uma série de cinco corredeiras num trecho de 37 km até as Quedas do Ruacaná.The Lower Kunene River. Kunene River Awareness Kit. [s/d].

Na sub-bacia do Baixo Cunene os principais afluentes do rio Cunene são os rios Techive, Okangwati e Otjindjangi, os dois últimos do lado namibiense.

O aproveitamento hidroelétrico nesse ponto é feito pela Central Hidroelétrica do Ruacaná, havendo ainda o controle hídrico na barragem do Calueque.

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