Cicindelíneos (cientificamente denominados Cicindelinae; popularmente denominados, em português, cicindelas -pl. - palavra proveniente de pisca-pisca, também a denominação dada a um gênero: Cicindela - tetracas, besouros-assassinos, tigres-velozes ou besouros-tigre -pl.; tiger beetles ou assassin beetles, em inglês) são uma subfamília de insetos predadores da ordem Coleoptera e da família Carabidae, proposta por Pierre André Latreille no ano de 1802. Em sua antiga nomenclatura eram uma família, Cicindelidae, agora em desuso. São considerados os insetos mais velozes do mundo, conseguindo correr a até 2,5 metros por segundo, ou seja, percorrer 125 vezes o comprimento do seu corpo em um segundo. São tão velozes que precisam dar pequenas pausas, entre as corridas, para fazer correções visuais e continuar a perseguição de suas presas. Existem mais de 2.600 espécies conhecidas de Cicindelinae, distribuídas por todas as regiões, com exceção dos círculos polares; com a mais rica diversidade na região indo-malaia, seguida pela região neotropical.
Descrição do adulto Os Cicindelinae são besouros geralmente de tamanho pequeno a médio (de 2 a 45 milímetros; mas algumas espécies, como Manticora latipennis, podem exceder os 70 milímetros), com olhos salientes, globosos lateralmente, que tornam suas cabeças mais largas que o protórax e tão largas quanto a base de seus élitros; dotados de pernas compridas e antenas filiformes. Apresentam mandíbulas proeminentes e fortemente denteadas, adaptadas a seus hábitos de caça; geralmente finas e longas, com o ápice encurvado para dentro. São comumente de cor metálica a iridescente, vistosamente coloridos, geralmente em tons verdes ou pardos; mais raramente entre o azul e o roxo, vermelho ou violeta; também apresentando manchas em amarelo, laranja ou branco. Alguns gêneros são uniformemente castanhos ou negros (Omus, Amblycheila, Mantica, Manticora). Embora muitas espécies possuam asas bem desenvolvidas, algumas espécies possuem asas atrofiadas ou mesmo ausentes, que podem, inclusive, ter os seus élitros soldados; incluindo espécies com formatos de formigas, em um notável caso de mimetismo.
Descrição da larva Após a cópula a fêmea coloca seus ovos no substrato, de onde surgem larvas de hábito fossorial e grandes mandíbulas ventrais, adaptadas geralmente a cavar o solo e construir pequenas tocas verticais e circulares, onde se inserem e se posicionam à espreita de suas presas; sobre as quais se projetam, de costas e de surpresa, tapando a entrada com suas vastas cabeças. Uma das características mais distintas está presente no dorso do quinto segmento abdominal, onde dois grandes ganchos, voltados para cima, têm como função fixar o animal em sua galeria, que pode chegar de 30 a 50 centímetros de profundidade. A sua transformação em ninfa e a sua eclosão ocorrem no interior destas galerias. Tais galerias, dependendo da espécie, podem estar em solo plano, barrancos, folhiço e até mesmo em madeira podre.
Habitat e hábitos Besouros Cicindelinae têm preferência por habitar a mesma região de suas larvas, em habitats abertos e ensolarados, como bordas de riachos, praias, estradas de terra, orlas de bosques e dunas de areia; onde os adultos perseguem suas presas com grande agilidade, as capturando com suas mandíbulas falciformes; geralmente voando como moscas e apresentando hábitos diurnos. Existem espécies que exalam um leve odor repugnante quando atacadas ou capturadas. Também podem ministrar mordidas dolorosas quando são manipulados, ou levantar voo agilmente quando são perseguidos.
Tribos A subfamília Cicindelinae contém seis tribos: Tribo Amblycheilini Csiki, 1903 Tribo Cicindelini Latreille, 1802 Tribo Collyridini Brullé, 1834 Tribo Ctenostomatini Laporte, 1834 Tribo Manticorini Laporte, 1834 Tribo Megacephalini Laporte, 1834
Categoria:Cicindelíneos