Degã (), daigã () ou decã () eram uma classe de magnatas proprietários de terras durante o Período Sassânida e islâmico, encontrados em todas as terras das línguas iranianas.
Etimologia
O termo dehqân deriva do persa médio dahigān (pálavi: dhywkʾn), que significa "compatriota" ou "fazendeiro". O significado original era "pertencente ao deh" () - o último termo não no sentido posterior de "vila" (como no persa moderno), mas no sentido original de "terra".
História
thumb|upright=1.05|esquerda|Dracma de thumb|upright=1.05|esquerda|Império Taírida
No Império Sassânida, os degãs eram considerados pequenos proprietários de terras. O termo emergiu como uma classe social hereditária mais adiante, quando administravam assuntos locais e a quem os camponeses eram obrigados a obedecer. Após a supressão da revolta masdaquista, o xá implementou reformas sociais que os beneficiaram. Sob seu reinado, ganharam influência como espinha dorsal do exército sassânida e cobradores de impostos imperiais e à medida que sua influência crescia, mantiveram a ética persa, os ideais e as normas sociais que foram despertadas mais tarde durante os tempos medievais na Pérsia Islâmica.
Nos primeiros textos islâmicos, funcionam quase como governantes locais sob o domínio árabe e, às vezes, o termo é justaposto a marzobã (marquês). No , eram proprietários de terras ou diretamente envolvidos na agricultura, inclusive no plantio ou manejo da terra. Além de seu papel político e social, eram bem versados na história e cultura do Irã pré-islâmico, desempenhando importante papel cultural ao servir governantes e príncipes como homens instruídos; por exemplo, o governador de Baçorá, segundo uma fonte, tinha três degãs a seu serviço que lhe contaram a grandeza dos sassânidas e o fizeram sentir que o domínio árabe era muito inferior. Eles não só preservaram os ideais dos período sassânida e os trouxeram para o período islâmico, mas também inculcaram-as nas mentes da aristocracia árabe dominante, que também se fundiu com os iranianos. No , os taíridas, que eram de origem persa degã, iniciaram um ressurgimento da cultura persa.
Sob o Império Seljúcida, tiveram papel importante quando os seljúcidas se voltaram à aristocracia degã para governar seu império. A aliança entre degãs e seljúcidas realmente criou ressentimento entre os membros das tribos turcomanas depois de 1055, quando Tugril Bei assumiu o controle de Bagdá. Devido ao apego dos degãs à cultura iraniana, o termo já havia se tornado sinônimo de "persa de sangue nobre", em contraste com árabes, turcos e romanos. Segundo algumas fontes, incluindo Nezami Aruzi, o poeta nacional iraniano Ferdusi também era da linhagem degã. Outro poeta que se refere a si mesmo como um degã é , que também era bem versado sobre o antigo Irã. Sua poesia está repleta de referências aos antigos personagens iranianos e seu papel.
Bibliografia
Categoria:Classes do Império Sassânida Categoria:Pessoas do Império Gasnévida