Matilde d’Este (; San Martino, 2 de dezembro de 1674 – Novellara, 2 de março de 1732) foi uma nobre italiana pertencente à linha dos Marqueses de San Martino, ramo cadete da Casa d'Este.

Biografia Matilde nasceu em San MartinoArchivio parrocchiale di San Martino in Rio (Registro dei battesimi). Era filha de Sigismundo III d'Este (1647–1732), marquês de San Martino e de Teresa Maria Grimaldi (1650–1723), filha de Hércules Grimaldi, Marquês de Baux, herdeiro aparente do Principado do Mónaco.

Em 1695 casou com Camilo III Gonzaga, Conde Soberano de Novellara e Bagnolo.

A Condessa Matilde ficou para a história como uma mulher terrivelmente ciumenta e a suposta criadora de um veneno sutil e insidioso feito de arsénico, chamado "acquetta di Novellara" (literalmente "água fraca de Novellara"), que utilizava para eliminar os seus inimigosRombaldi, pp. 247–248. e que "encurtou os dias de muitos jovens de Novellara".Davolio, pp. 55–56. Havia até o rumor de que, por uma espécie de vingança do destino, o mesmo veneno acabou por ser utilizado com sucesso contra o seu próprio filho, Filipe Afonso — embora tenha morrido de tuberculose.Litta- Tavola XIII.

Segundo o Cónego Vincenzo Davolio, cronista posterior de Novellara, a Condessa Matilde era uma personagem de reputação duvidosa, "extremamente ansiosa por governar e, ao mesmo tempo, ciumenta da amizade excessivamente frouxa que o Conde cultivava com Orsola Manari, viúva de Pio". De facto, devia ser uma "amizade" muito sólida, dado que o casal já tinha um filho muito antes, em 1678.

Na noite entre 8 e 9 de junho de 1714, Camilo III foi alvo de uma tentativa de assassinato: a sua carruagem foi crivada de balas de arcabuz, mas o conde e os seus acompanhantes escaparam ilesos, com exceção de um cocheiro que ficou ligeiramente ferido.Uma representação contemporânea do ataque permanece na pintura que Camilo III ofereceu como ex-voto a São Francisco de Paula e que se encontra hoje no Santuario della Beata Vergine della Fossetta, perto de Novellara (ver ). Os autores do ataque foram todos descobertos e executados. Matilde foi suspeita de ter encomendado o ataque, mas não foi tomada qualquer ação legal contra ela, e o assunto foi abafado para evitar escândalo. A condessa, porém, foi banida permanentemente de Novellara, sem poder levar consigo os filhos, e enviada de volta para San Martino para junto do pai, para ser confinada num convento.

Só em 1725 é que a Condessa teve permissão para regressar e assistir ao batizado da sua tão esperada primeira neta, Maria Teresa Cybo-Malaspina, e houve rumores de que mais tarde tentou assassinar novamente o marido, desta vez com veneno. Seja como for, o Conde manteve uma atitude dura e desdenhosa em relação a ela até ao fim, e no seu testamento fez questão de proibir, após a sua morte, qualquer associação da sua mulher no governo do condado.

Morreu em Novellara em 1732.

Casamento e descendência Do seu casamento com Camilo III, Matilde teve três filhos: Ricarda (Ricciarda) (1697 - 1698); Ricarda (Ricciarda) (1698 - 1768), casou com Alderano I Cybo-Malaspina, duque de Massa e príncipe de Carrara; Filipe Afonso (Filippo Alfonso) (1700 - 1728) sucedeu a seu pai em 1727 e foi o último Conde Soberano de Novellara da Casa de Gonzaga.

Ver também Gonzaga-Novellara

Referências

Bibliografia Davolio, Vincenzo (1833). Memorie storiche della contea di Novellara e dei Gonzaghi che vi dominarono (em italiano). Milão: Tipografia Giulio Ferrario. pp. 55–56. Litta, Pompeo – Famiglie celebri d'Italia. Gonzaga di Mantova, 1835, Turim. Rombaldi, Odoardo (1967). Storia di Novellara (em italiano). Régio da Emília: AGE. Genealogia dos Este-San Martino (euweb.cz) Genealogia dos Gonzaga-Novelara (euweb.cz)

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