Diego de Zúñiga de Salamanca (algumas vezes latinizado como Didacus a Stunica; Salamanca, – Toledo, ) foi um heremita agostiniano, conhecido por publicar uma aceitação inicial do heliocentrismo de Nicolau Copérnico.
Vida Aluno de Luis de León, lecionou na Universidade de Osuna e na Universidade de Salamanca.Robert S. Westman, The Copernicans and the Churches, p. 92-3 in David C. Lindberg, Ronald L. Numbers (editors), God and Nature: Historical Essays on the Encounter Between Christianity and Science (1986).
Seus In Job commentaria (Comentários sobre Jó, 1584) abordaram Jó 9:6, de modo a afirmar que a teoria heliocêntrica copernicana era uma interpretação aceitável das Escrituras. Esta publicação fez dele um dos poucos estudiosos católicos do século XVI que estabeleceram uma acomodação explícita com as idéias de Copérnico.John Hedley Brooke, Science and Religion: Some Historical Perspectives (1991), p. 90. Ele, no entanto, mudou posteriormente de opinião, em outra frente, filosófica e não teológica. Em Philosophia prima pars, escrito no final de sua vida, ele rejeitou o copernicanismo como incompatível com a teoria aristotélica da filosofia natural.Stephen Gaukroger, The Emergence of a Scientific Culture: Science and the Shaping of Modernity, 1210-1685 (2006), p. 126,
O Philosophia prima pars foi um trabalho de grande escala sobre metafísica, estruturado conforme a prática universitária vigente, e que visava uma reforma no ensino universitário de filosofia. Escrito do ponto de vista aristotélico, visava fortalecer a filosofia peripatética, afastando os céticos e argumentando-a como científica. Contra o ataque cético, a verdade foi tratada sob metafísica.Charles B. Schmitt, Quentin Skinner (editors), The Cambridge History of Renaissance Philosophy (1990), p. 611 and p. 616.
A obra de Zúñiga foi colocada no Index Librorum Prohibitorum da Igreja, junto com De revolutionibus orbium coelestium de Copérnico, por decreto da Congregação Sagrada de 5 de março de 1616:
Obras Didaci a Stunica eremitae Agustiniani Philosophiae prima pars, qua perfecte et eleganter quatuor scientiae Metaphysica, Dialectica, Rhetorica et Physica declarantur, ad Clementem octavum Pontificem maximum (Toledo: Petrus Rodríguez, 1597) "Correspondencia de Diego de Zúñiga con los Papas S. Pío V y Gregorio XIII, y los Cardenales de la Curia Romana: Crivelli y Sirleto", publicada por I. Arámburu Cendoya, "Diego de Zúñiga, biografía y nuevos escritos", Archivo Agustiniano, 1961, 55, pp. 51-103; 329-384). De optimo genere tradendae totius Philosophiae et Sacrosanctae Scriturae explicandae (publicado por I. Arámburu Cendoya en el artículo antes citado). De totius Dialectiacer constitutione contra Ramum pro Aristotele. De vera Religione in mones sui temporis haereticos, libri tres, Salmanticae, Mathias Gastius, 1577. In Zachariam Prophetam Commentaria, Salamanca, Matías Gast, 1577. In Job Commentaria, Toleti, Ioannes Rodericus, 1584; nueva edición: Romae, Franciscum Zanettum, 1591. Metafísica (1597). Edición, introducción, traducción y notas de Gerardo Bolado. Colección de Pensamiento Medieval y Renacentista 96, Eunsa, Pamplona, 2008. Física (1597). Edición, introducción, traducción y notas de Gerardo Bolado. Colección de Pensamiento Medieval y Renacentista 110, Eunsa. Pamplona, 2009.
Leitura adicional Rafael Chabrán, Diego de Zuñiga, Job and The Reception of Copernicus in Spain, Ometeca. Vol. 1 No. 2 & Vol. 2 No. 1 (1989–1990): pp. 61–68. Victor Navarro Brotons, The Reception of Copernicus in Sixteenth-Century Spain: The Case of Diego de Zuniga, Isis, Vol. 86, No. 1 (Mar., 1995), pp. 52–78
Ligações externas The Birth of Ontology. A selection of Ontologists from 1560 to 1770
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