Sesócris () ou Nefercasocar (Neferkasokar; lit. "bela alma de Socáris" ou "a alma de Socáris está completa") foi um faraó que pode ter governado o Egito durante a . Muito pouco se sabe sobre ele, uma vez que não foram encontrados registros arqueológicos coetâneos. Em vez disso, seu nome foi encontrado em fontes posteriores.

Fontes dos nome

thumb|upright=1.2|Nome de Sesócris no Cânone de Turim

Sesóstris aparece na Tabuleta de Sacará da tumba do sumo sacerdote como sucessor de e antecessor de no nono cartucho e no Cânone de Turim como sucessor de Neferquerés e antecessor de Hudjefa. Seu cartucho pode ser achado na coluna III, linha 1. O papiro de Turim o registra com um reinado de oito anos e três meses. Além disso, o seu nome aparece num selo de esteatita de origem incerta. A inscrição tem o nome do faraó duas vezes dentro dos cartuchos; o primeiro mostra o nome do deus Socáris no topo, enquanto o segundo coloca a sílaba Neferca acima do teônimo. A inscrição orientadora diz Meri-netjeru, que significa "amado dos deuses". Esse título foi comum a partir do Reino Médio, portanto, o selo do cilindro provavelmente não se originou na . Muitos egiptólogos datam o objeto na . Alguns egiptólogos também questionam a autenticidade do selo.

Sesócris também desempenha papel importante num papiro originário do Reino Médio, preservado no papiro pWien D6319. Dentre seus assuntos há a estória que os escribas reais, sob supervisão do príncipe , descobriram antigo documento numa câmara esquecida que foi selada por Sesócris. O papiro descoberto continha o relatório de uma fome que afetou o Egito por sete anos e Sesócris foi instruído por um oráculo celestial através de um sonho para restaurar todos os templos egípcios. Quando terminou sua missão com sucesso, o Nilo começou a fluir normalmente novamente. Como resultado, emite um decreto que é redescoberto pelo príncipe Djedefor. Por fim, seu nome helenizado, Sesócris, provém da Egiptíaca de Manetão.

Reinado

Muito pouco se sabe sobre o reinado de Sesóstris. Egiptólogos como Iorwerth Eiddon Stephen Edwards e Walter Bryan Emery pensam que governou apenas no Baixo Egito, já que seu nome apareceu na lista de Sacará, mas está ausente na lista real de Abidos, e a primeira reflete só as tradições menfitas. Pensa-se que reinou na época em que Peribessene e Sequemibe governaram no Alto Egito. A suposição seria consistente com a visão de vários egiptólogos de que naquele tempo o Egito estava dividido em duas partes. A teoria de um reino dividido desde o final do reinado de Binótris é baseada num estudo do nome de Peribessene, cujo nome está ligado à divindade ombita Seti para mostrar que veio de Ombo e governou uma área que a incluía. O próprio Peribessene é contemporaneamente documentado em materiais achados na região tinita, mas foi excluído da documentação associada aos menfitas. Seu caso é, assim, correspondente ao de Sesócris, mas para o Baixo Egito. Os antecessores de Sesócris podem ter sido Setenés e Neferquerés e seu sucessor pode ter sido Hudjefa.

Bibliografia

Categoria:Faraós da II dinastia egípcia