direita|thumb|250px|Prateleiras vazias após uma corrida às compras no Japão desencadeada pela pandemia de COVID-19, em março de 2020. Designa-se por corrida às compras o açambarcamento feito pelos consumidores de um ou mais produtos através da sua compra em quantidades invulgarmente grandes, antecipando-se à sua eventual escassez, frequentemente causada por um desastre em perspetiva ou pelo esperado aumento de preço ou dificuldade de produção ou fornecimento.

Este fenómeno é de grande interesse na teoria do comportamento do consumidor, um amplo campo de estudo económico que procura estudar as razões para a "ação coletiva como fads e modas, movimentos de mercados de valores, aumento nas compras de bens de consumo, compras excessivas, açambarcamento e pânicos bancários."William M. Strahle & E. H. Bonfield. Understanding Consumer Panic: a Sociological Perspective, Advances in Consumer Research, Volume 16, 1989, eds. Thomas K. Srull, Provo, UT: Association for Consumer Research, pp. 567-573.

As corridas às compras podem ter como alvo escassezes verdadeiras ou motivadas por ondas de pânico.

Exemplos A lista seguinte exemplifica alguns fenómenos de corrida às compras ocorridos em ondas de pânico:

Fome de 1943 em Bengala Crise dos mísseis de Cuba de 1962, com a compra de comida enlatada nos Estados Unidos A crise do petróleo de 1979, que conduziu a um pânico com a compra de combustíveis.Mamdouch G. Salameh, "Oil Crises, Historical Perspective" in Concise Encyclopedia of the History of Energy (ed. Cutler J. Cleveland: Elsevier, 2009), p. 196. Problema do ano 2000 Em janeiro e fevereiro de 2003, durante o surto de SARS, vários episódios de corridas às compras de diversos produtos (incluindo sal, arroz, vinagre, azeite, antibióticos, máscaras, e artigos de medicinas tradicionais) ocorreram na província chinesa de Cantão e em regiões vizinhas como Hainan e Hong Kong.Huiling Ding, Rhetoric of a Global Epidemic: Transcultural Communication about SARS (Southern Illinois University Press, 2014), pp. 70, 72, 83, 103, 111. Protestos por aumentos dos combustíveis em 2000 e 2005 no Reino Unido, que levaram ao açambarcamento de combustíveis e outros bens, como lâmpadas Explosões na fábrica petroquímica de Jilin de 2005 na China: os bens comprados foram água e comida Desastre de Buncefield em 2005 Pandemia do coronavírus de 2019-2020: máscaras médicas, desinfetante com álcool em gel, comida e papel higiénico.

Notas

Categoria:Escassez Categoria:Comportamento do consumidor Categoria:Medo Categoria:Impactos da pandemia de COVID-19