Taiwan Semiconductor Manufacturing Company Limited (TSMC ou Taiwan Semiconductor) é uma empresa multinacional taiwanesa especializada na fabricação e design terceirizado de semicondutores. É a maior fabricante terceirizada (foundry) de chips dedicada do mundo, a maior fabricante de chips avançados de inteligência artificial (IA) e a principal fornecedora de empresas como Nvidia, Apple, Broadcom e Qualcomm. É uma das empresas de semicondutores mais valiosas do mundo, e a maior empresa de Taiwan, com sua sede e principais operações localizadas no Parque Científico de Hsinchu, em Hsinchu, Taiwan. Embora o governo de Taiwan seja o maior acionista individual, a maior parte da TSMC pertence a investidores estrangeiros. Em 2025, a empresa foi classificada em 38º lugar na lista Forbes Global 2000. As exportações de circuitos integrados de Taiwan atingiram US$ 184 bilhões em 2022, o equivalente a quase 25% do PIB de Taiwan. A TSMC compõe cerca de 30% do índice principal da Bolsa de Valores de Taiwan.

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) foi estabelecida em 1987 como uma joint venture entre o governo de Taiwan, o Instituto de Pesquisa de Tecnologia Industrial (ITRI) e investidores privados. Morris Chang fundou a empresa para comercializar a pesquisa de semicondutores originalmente desenvolvida no ITRI, tornando-se a primeira fundição ("foundry") dedicada a semicondutores do mundo. Quando Chang se aposentou em 2018, após 31 anos na liderança da TSMC, Mark Liu tornou-se presidente do conselho (chairman) e C. C. Wei tornou-se CEO. A empresa está listada na Bolsa de Valores de Taiwan desde 1993; em 1997 tornou-se a primeira empresa taiwanesa a ser listada na Bolsa de Valores de Nova York. Desde 1994, a TSMC apresenta uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 17,4% em faturamento e uma CAGR de 16,1% em lucros.

A maioria das empresas de semicondutores sem fábrica própria (fabless), como AMD, Apple, ARM, Broadcom, Marvell, MediaTek, Qualcomm e Nvidia, são clientes da TSMC, assim como empresas emergentes como Allwinner Technology, HiSilicon, Spectra7 e UNISOC. Empresas de dispositivos lógicos programáveis como a Xilinx e, anteriormente, a Altera, também utilizam ou utilizaram os serviços de fundição da TSMC. Alguns fabricantes de dispositivos integrados (IDMs) que possuem suas próprias instalações de fabricação, como Intel, NXP, STMicroelectronics e Texas Instruments, terceirizam parte de sua produção para a TSMC.

A TSMC possuía uma capacidade global equivalente a cerca de treze milhões de wafers de 300 mm por ano em 2020 e produz chips para clientes com nós de processo (nodes) que variam de 2 mícrons a 3 nanômetros. A TSMC foi a primeira "foundry" a comercializar capacidades de produção em 7 nanômetros e 5 nanômetros (usados nos SoCs de 2020 Apple A14 e M1, no MediaTek Dimensity 8100 e nos processadores série AMD Ryzen 7000), e a primeira a comercializar em grande escala a tecnologia de litografia ultravioleta extrema (EUV) da ASML.

História Em 1986, Li Kwoh-ting, representando o Yuan Executivo, convidou Morris Chang para atuar como presidente do Instituto de Pesquisa de Tecnologia Industrial (ITRI) e lhe ofereceu um "cheque em branco" para construir a indústria de chips de Taiwan. Naquela época, o governo taiwanês queria desenvolver sua indústria de semicondutores, mas a natureza de alto investimento e alto risco do negócio dificultava a atração de investidores. Texas Instruments e Intel rejeitaram Chang. Apenas a Philips se mostrou disposta a assinar um contrato de joint venture com Taiwan para injetar US$ 58 milhões, transferir sua tecnologia de produção e licenciar propriedade intelectual em troca de uma participação de 27,6% na TSMC. Junto a generosos benefícios fiscais, o governo taiwanês, por meio do Fundo de Desenvolvimento Nacional, Yuan Executivo, forneceu outros 48,3% do capital inicial para a TSMC. 20% do capital foi levantado com oito empresas privadas (variando desde 5% do Formosa Plastics Group, 5% da CAPCO, até 1% da Taiyuan Textile) que pertenciam a algumas das famílias mais ricas da ilha, proprietárias de empresas especializadas em plásticos, têxteis e produtos químicos. O governo "pediu" diretamente a esses empresários taiwaneses ricos que investissem. O restante (4,1%) do capital veio do braço de investimentos do então partido no poder em Taiwan: a Kuomintang Central Investment Co.

Desde a criação da empresa, a TSMC operou primeiramente como um projeto do estado taiwanês, em oposição a uma empresa completamente privada. Seu primeiro CEO foi James E. Dykes, que saiu após um ano e Morris Chang assumiu o cargo. Embora a Philips inicialmente detivesse uma participação de 27,5% na TSMC, sua influência estendeu-se para além do investimento financeiro. Além do capital, a Philips desempenhou um papel crucial transferindo tecnologia de fabricação de semicondutores, propriedade intelectual e patentes para a TSMC, permitindo à empresa escalar mais rapidamente. A Philips também forneceu o primeiro CEO da TSMC, James E. Dykes, que trabalhara anteriormente na Philips América do Norte. Esta parceria representou um exemplo inicial da estratégia "fab-light", à medida que a Philips gradualmente reduziu sua fabricação interna de semicondutores e passou a depender mais de fundições externas como a TSMC. Ao longo das décadas seguintes, a Philips desfez-se progressivamente de sua participação na TSMC e mudou seu foco principal para a tecnologia de saúde.

Desde então, a empresa continuou a crescer, embora sujeita aos ciclos de demanda. Em 2011, a empresa planejou aumentar as despesas de pesquisa e desenvolvimento em quase 39%, para NT$ 50 bilhões, para afastar a concorrência crescente. A companhia também planejou expandir a capacidade em 30% em 2011 para atender à forte demanda do mercado. Em maio de 2014, o conselho de administração da TSMC aprovou destinações de capital de US$ 568 milhões para aumentar e melhorar as capacidades de fabricação, após a empresa prever uma demanda maior que a esperada. Em agosto de 2014, o conselho de administração da TSMC aprovou dotações adicionais de capital de US$ 3,05 bilhões.

Em 2011, foi reportado que a TSMC havia iniciado a produção experimental dos SoCs A5 e A6 para os dispositivos iPad e iPhone da Apple. De acordo com relatos, em maio de 2014, a Apple terceirizou seus SoCs A8 e A8X com a TSMC. A Apple então encomendou o SoC A9 com a TSMC e a Samsung (para aumentar o volume no lançamento do iPhone 6S) e o A9X exclusivamente com a TSMC, resolvendo assim a questão de encomendar um chip com dois tamanhos de microarquitetura diferentes. Em 2014, a Apple tornou-se a cliente mais importante da TSMC. Em outubro de 2014, a ARM e a TSMC anunciaram um novo acordo plurianual para o desenvolvimento de processadores FinFET baseados em ARM de 10 nm.

Apesar da objeção da administração de Tsai Ing-wen, em março de 2017, a TSMC investiu US$ 3 bilhões em Nanjing para desenvolver uma subsidiária de fabricação lá.

Em 2020, a TSMC tornou-se a primeira empresa de semicondutores do mundo a aderir à iniciativa RE100 do The Climate Group, comprometendo-se a usar 100% de energia renovável até 2050. A TSMC responde por cerca de 5% do consumo de energia em Taiwan, excedendo até mesmo o da capital Taipei. Esperava-se, portanto, que esta iniciativa acelerasse a transformação para a energia renovável no país. Em 2020, a TSMC teve um lucro líquido de US$ 17,60 bilhões sobre um faturamento consolidado de US$ 45,51 bilhões, um aumento de 57,5% e 31,4%, respectivamente, em relação ao lucro líquido de US$ 11,18 bilhões e faturamento de US$ 34,63 bilhões de 2019. A sua capitalização de mercado era de mais de US$ 550 bilhões em abril de 2021. A receita da TSMC no primeiro trimestre de 2020 alcançou US$ 10 bilhões, enquanto sua capitalização de mercado era de US$ 254 bilhões. O valor de mercado da TSMC atingiu o recorde de NT$ 1,9 trilhões (US$ 63,4 bilhões) em dezembro de 2010. A empresa ficou em 70º lugar na lista FT Global 500 de 2013 das companhias mais valiosas do mundo com uma capitalização de US$ 86,7 bilhões, subindo para US$ 110 bilhões em maio de 2014. Em março de 2017, a capitalização de mercado da TSMC superou a da gigante de semicondutores Intel pela primeira vez, atingindo NT$ 5,14 trilhões (US$ 168,4 bilhões), contra US$ 165,7 bilhões da Intel. No dia 27 de junho de 2020, a TSMC se tornou brevemente a 10ª empresa mais valiosa do mundo, com uma capitalização de mercado de US$ 410 bilhões.

Para mitigar os riscos de negócios em caso de guerra entre Taiwan e a República Popular da China, desde o início da década de 2020, a TSMC tem expandido suas operações geograficamente, abrindo novas fábricas no Japão e nos Estados Unidos, com planos de expansão futura também na Alemanha. Em julho de 2020, a TSMC confirmou que interromperia o envio de wafers de silício para a fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicação Huawei e sua subsidiária HiSilicon a partir de 14 de setembro daquele ano. Em novembro de 2020, autoridades de Phoenix, Arizona, nos Estados Unidos, aprovaram o plano da TSMC de construir uma fábrica de chips de US$ 12 bilhões na cidade. A decisão de sediar uma fábrica nos EUA ocorreu após o governo Trump expressar alertas sobre a dependência norte-americana quanto a eletrônicos fabricados fora dos EUA. Em 2021, notícias alegaram que o projeto da instalação poderia ser triplicado para cerca de US$ 35 bilhões em investimentos com seis fábricas. Veja TSMC Arizona para mais detalhes.

Em junho de 2021, após quase um ano de controvérsia pública envolvendo a escassez de vacinas contra a COVID-19, com apenas cerca de 10% de sua população de 23,5 milhões vacinada; Taiwan aceitou permitir que a TSMC e a Foxconn negociassem em conjunto a compra de vacinas em seu nome. Em julho de 2021, o agente de vendas chinês da BioNTech, Fosun Pharma, anunciou que as duas fabricantes de tecnologia haviam firmado um acordo para a aquisição de 10 milhões de vacinas contra a COVID-19 Pfizer–BioNTech da Alemanha. A TSMC e a Foxconn comprometeram-se a comprar, cada uma, cinco milhões de doses por até US$ 175 milhões, para a doação ao programa de vacinação de Taiwan.

Devido à escassez global de semicondutores de 2020–2023, a concorrente taiwanesa United Microelectronics elevou seus preços em aproximadamente 7% a 9%, e os preços para os processadores mais maduros da TSMC sofreram acréscimo de quase 20%. Em novembro de 2021, a TSMC e a Sony informaram que a TSMC iria estabelecer uma nova subsidiária chamada Japan Advanced Semiconductor Manufacturing (JASM) em Kumamoto, no Japão. A subsidiária se propôs a fabricar processos de 22 e 28 nanômetros. O investimento inicial foi de aproximadamente US$ 7 bilhões, com a Sony investindo cerca de US$ 500 milhões por uma participação de menos de 20%. A construção da fábrica foi iniciada em 2022, com a produção engrenando dois anos depois, em 2024.

Em fevereiro de 2022, a TSMC, a Sony Semiconductor Solutions e a Denso anunciaram que a Denso obteria uma participação acionária superior a 10% na JASM, com um investimento de US$ 0,35 bilhões, diante da falta de chips para automóveis. A TSMC também aprimoraria as capacidades da JASM com tecnologia de processo FinFET de 12/16 nanômetros, como adição ao processo anteriormente divulgado de 22/28 nanômetros, ampliando a capacidade de produção mensal de 45.000 para 55.000 wafers de 12 polegadas. O total de despesas de capital para a fábrica em Kumamoto é estimado em cerca de US$ 8,6 bilhões. O governo japonês anseia que a JASM forneça os chips vitais às fabricantes de eletrônicos do Japão e às montadoras automotivas, considerando que o atrito comercial entre os Estados Unidos e a China gera constante ameaça de rupturas nas cadeias de suprimentos. A fábrica está prevista para criar de forma direta em torno de 1.700 postos de trabalho de alta tecnologia profissional.