Fanny Marguerite Judite Ardant (Saumur, Maine-et-Loire, França, 22 de março de 1949) é uma atriz do cinema e do teatro francês.
Biografia Filha de um oficial da cavalaria do Exército francês, Fanny, logo ao nascer, se muda com a família para o principado de Mônaco.
Com 16 anos, está em Aix-en-Provence para estudar Ciências Políticas, mas abandona o curso para se dedicar à carreira artística.
Já em Paris, nos anos setenta, frequenta curso de arte dramática e debuta como atriz de teatro. Seu início no cinema foi em 1976 no filme Marie Poupée, dirigido por Joel Séria. Três anos mais tarde era uma atriz popular na França por haver participado de uma série de televisão, Les dames de la côte.
Em princípio dos anos 1980, conhece o diretor François Truffaut com quem inicia uma relação sentimental, que duraria até a morte do cineasta, em 1984. Tem uma filha com Truffaut chamada Josephine (28 de setembro de 1983) e mais duas de outros relacionamentos: Lumir (4 de abril de 1975) de Dominique Leverd e Baladine (1990) de Fabio Conversi.
Em 1981, alcança fama internacional com A mulher ao lado, dirigida por Truffaut e atuando ao lado de Gérard Depardieu. Por este filme, recebeu sua primeira indicação ao César, o prêmio mais importante do cinema francês.
Durante a década de 1980, atuou em filmes de diretores conhecidos: Alain Resnais, Costa Gavras e Ettore Scola, entre outros. Foi novamente indicada ao César, em 1983, mas o prêmio acabou nas mãos de Isabelle Adjani.
Em 1995, faz sua estreia em Hollywood, com Sabrina de Sydney Pollack, filme estrelado por Harrison Ford e Julia Ormond. Em 1996, recebeu o César como melhor atriz por sua atuação como a dona de um restaurante gay em Pédale Douce. Neste mesmo ano, estrelou o premiado Ridicule, César de melhor filme, e este duplo sucesso fez com que fosse escolhida como atriz do ano.
Seus sucessos mais recentes incluem a curiosa comédia musical de mistério Oito Mulheres (François Ozon) e Callas Forever, de Franco Zeffirelli, onde revive a cantora lírica Maria Callas.
No teatro, onde já interpretou clássicos como Racine e Moliére, faz sucesso em 2006, com Mademoiselle Chanel, versão francesa do original em português de Maria Adelaide Amaral, sobre a vida da modista francesa Coco Chanel. No Brasil, o mesmo papel coube a Marília Pêra.
Em 2010, ele dirigiu seu primeiro curta-metragem chamado Quimeras Ausentes (Chimères absentes em francês), no qual também atuou. Fez este curta-metragem para defender os direitos do povo cigano, uma causa que defende pessoalmente.Apresentaçaõ do curta-metragem Quimeras Ausentes
Filmografia parcial 1976: Marie-poupée, de Joël Séria 1979: Les chiens, de Alain Jessua 1981: Les uns et les autres, de Claude Lelouch 1981: La femme d'à côté, de François Truffaut 1981: La vie est un roman, de Alain Resnais 1983: Benvenuta, de Jean-Claude Batz e André Delvaux 1983: Desiderio, de Anna Maria Tató 1983: Vivement dimanche!, de François Truffaut 1984: Un amour de Swann, de Volker Schlöndorff 1984: L´amour à mort, de Alain Resnais 1985: Les enragés, de Pierre-William Glenn 1985: Lété prochain, de Nadine Trintignant 1986: Conseil de famille, de Constantin Costa-Gavras 1986: Le paltoquet, de Michel Deville 1986: Mélo, de Alain Resnais 1987: La familia, de Ettore Scola 1988: Paura e amore, de Margarethe Von Trotta 1989: Pleure pas my love, de Tony Gatlif 1989: Australia, de Jean-Jacques Andrien 1990: Aventure de Catherine C., de Pierre Beuchout 1991: Rien que des mensonges, de Paule Muret 1991: Afraid of the Dark, de Mark Peploe 1993: Amok, de Jöel Farges 1993: La femme du déserteur, de Michal Bat-Adam 1994: Le colonel Chabert, de Yves Angelo 1995: Siódmy pokój, de Agnés Varda 1995: Al di là delle nuvole, de Michelangelo Antonioni e Win Wenders 1995: Sabrina, de Sydney Pollack 1996: Pédale douce, de Gabriel Aghion 1996: Désiré, de Bernard Murat 1996: Ridicule, de Patrice Laconte 1998: Elizabeth, de Shekhar Kapur 1998: La cena, de Ettore Scola 1999: Le fils du française, de Gérard Lauzier 1999: La débandade, de Claude Berri 2000: Le libertin, de Gabriel Aghion 2001: Change moi ma vie, de Liria Bégéja 2002: 8 femmes, de François Ozon 2002: Callas Forever, de Franco Zeffirelli 2003: Nathalie… , de Anne Fontaine 2004: El año del diluvio, de Jaime Chavarri 2004: L'odore del sangue, de Mario Martone 2006: Paris, je t'aime, de Olivier Assayas e Frédéric Auburtin 2007: Roman de gare, de Claude Lelouch 2007: L'ora di punta, de Vincenzo Marra 2007: The Secrets (Segredos Intimos), de Avi Nesher 2008: Hello Goodbye, de Graham Guit 2010: You Never Left, de Youssef Nabil 2011: Interno Giorno2011: Raspoutine2013: Bright Days Ahead2013: The Great Beauty2013: Cadences obstinées2014: Casanova Variations Lucrecia 2015: Chic! 2016: For This Is My Body, de Paule Muret 2017: Lola Pater, de Nadir Monèche 2018: Ondes de choc-Journal de ma tête, de Ursula Meyer 2019: “La belle époque” 2021: Les Jeunes amants
Depoimentos Sobre Truffaut: Estivemos juntos de 1981 a 1984. Foi uma relação completamente determinante em minha vida. Fiz somente dois filmes dirigidos por ele. Havia um projeto para um terceiro filme, mas ele morreu. Foi o homem da minha vida, me marcou. Sobre ser uma mulher livre: Eu admiro mais as mulheres livres que as prisioneiras. Porém também posso compreender bem que uma mulher ame a um só homem em sua vida. Tive o exemplo de minha mãe e de minhas avós. Foram livres ao amá-los. Eu também fui livre ao amar a muitos homens, porém a nenhum como a Truffaut. Sobre o trabalho de atriz: Sou uma atriz em busca de um personagem, não importa que seja fora do meu país, em outro idioma, vou onde encontre um bom personagem. Tenho um amor absoluto pelo cinema e pelo teatro, o viver intensamente através de um personagem, através de uma história.
Ligações externas
A Mulher do Lado Callas Forever (em inglês)
Categoria:Atores da França Categoria:César de melhor atriz Categoria:Naturais de Saumur Categoria:Prémio do Cinema Europeu de melhor atriz Categoria:César de melhor atriz secundária