Sviatlana Heorhieuna Tsikhanouskaya (nascida Piliptchuk; (Sviatlana Hieorhijeŭna Cichanoŭskaja (Pilipčuk)); ; Mikashevichy, 11 de setembro de 1982) é uma professora, intérprete, política ativista dos direitos humanos belarussa que chegou a proeminência após as eleições presidenciais de 2020 como a principal candidata de oposição. Tsikhanouskaya é a esposa do também ativista Siarhei Tsikhanouski. Seu marido seria o candidato naquela eleição, mas acabou sendo preso por forças de segurança do Estado em 29 de maio de 2020, algo que fez com que Tsikhanouskaya assumisse o seu lugar. "In Belarus, 3 Women Unite to Fight Strongman Lukashenko". Moscow Times. Acesso em 20 de julho de 2020.
O então presidente Aleksandr Lukashenko foi declarado vitorioso na eleição de 2020, mas foi acusado de fraude eleitoral, manipulação e censura por opositores. Diante das acusações, Tsikhanouskaya reivindicou a vitória nas eleições, afirmando ter recebido entre 60% e 70% dos votos e pediu o reconhecimento da comunidade internacional."Тихановская готовится объявить себя победительницей выборов в Беларуси – пресс-секретарь" ("Tikhanovskaya prepara-se para se declarar vencedora das eleições na Bielorrússia - secretária de imprensa"). Página acessada em 18 de agosto de 2020.
Desde a eleição de 9 de agosto de 2020, opositores de Lukashenko e apoiadores de Sviatlana Tsikhanouskaya realizaram protestos pedindo a renúncia do presidente. As forças de segurança regiram contra os manifestantes. Tsikhanouskaya pediu para que os protestos não parassem, mas condenou a violência, pedindo inclusive que as forças de segurança desertassem. Poucos dias após a eleição, ela deixou o país, e se autoexilou na Lituânia. Em 17 de agosto, Tsikhanouskaya anunciou que estaria formando um governo de transição para rivalizar com Lukashenko e manter sua reivindicação à presidência.
Desde então, opositores Lukashenko pedem apoio internacional e reivindicam que países passem a reconhecer Tsikhanouskaya como presidenta de Belarus.
Em dezembro de 2020, Tsikhanouskaya recebeu da União Européia o Prémio Sakharov, que foi entregue por David Sassoli, então presidente do Parlamento Europeu, que prestou homenagem à ativista e à oposição bielorrussa.
Em janeiro de 2023, iniciou contra ela um julgamento à revelia. As acusações incluíam alta traição, conspiração para tomar o poder de forma ilegal e inconstitucional e criação de organização extremista. A ativista jamais compareceu aos julgamentos e segue vivendo na Lituânia. Prêmios e reconhecimento 2020: Prémio Sakharov da União Europeia. 2020: 100 Mulheres Mais Influentes e Inspiradoras pela BBC.
Ligações externas
Página do Facebook de Sviatlana Tsikhanouskaya
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