Timelapse of the Future: A Journey to the End of Time é um web film curta-metragem de 2019, de base multissensorial, hipotético, animado e um pseudodocumentário criado pelo musicista e diretor estadunidense John D. Boswell. O filme de 29 minutos é um flowmotion—uma combinação de hyperlapse, time-lapse e filmagens comuns— do universo, indo de 2019 até o fim do tempo, feito tanto de imagens originais e imagens fair use de filmes, Internet e falas de cientistas, com o avanço dobrando a cada cinco segundos, usando o conhecimento atual, combinando hipóteses diferentes. É uma continuação de Timelapse of the Entire Universe,Boswell, John D. (February 14, 2019). "Coming soon: my most ambitious release yet". Melodysheep. Retrieved July 22, 2020 – via Patreon. mas também é um standalone, com os dois podendo serem tratados dessa forma.
A produção durou seis meses. Houve tweets datando de até um ano antes sobre o filme, seguidos por um teaser inicial, como também um anuncio no dia 14 de fevereiro de que era o "meu lançamento mais ambicioso a data," seguido por outro sneak peek e um teaser de 70 segundos. O filme foi lançado no canal Melodysheep do Boswell no dia 20 de março, com a possibilidade de assistir sem propagandas no seu Patreon. O filme foi então exibido na Cidade de Nova York no dia 2 de maio. No dia 25 de julho, foi exibido em São Francisco, com a última exibição ocorrendo em São Petersburgo, Rússia, no dia 3 de novembro, como parte do World of Knowledge Film Festival. Deveria ter ocorrido uma apresentação em Boise, Idaho, mas foi adiada devido a pandemia de COVID-19. O filme venceu o 2020 Webby Awards, ganhando dois prêmios.
Com a receita maior do que todos os seus demais trabalhos, o filme recebeu mais atenção do que os demais, com resenhas geralmente positivas, louvando a narrativa, visuais e sonoplastia, mas também foi criticado por ser, sem intenção, enganador. Uma música e videoclip da Noah Cyrus foi inspirada pelo filme e ela também louvou os elementos existenciais do filme, que também foi categorizado como um vídeo viral no Youtube.
Plot
Uma citação de Helen Keller é apresentada: "Tudo tem suas maravilhas, até mesmo a escuridão e o silencio."
O Antropoceno começa. Ocorrências naturais, como a mudança do Rio Nilo, tornados e a enchente da cidade de Nova York acontecem, como também os eventos revolucionários da humanidade de sobrevivência, como o pouso em Marte e o giro do campo magnético terrestre. O cometa Hale-Bopp retorna no ano de 3357, seguido por uma drástica subida do nível do mar, um impacto de um asteroide de 30 metros e a Antares explodindo numa supernova. O Sahara se torna tropical em 14,811 e a Voyager 1 passa pela Gliese 445 em 38,874. No ano de 97,583 o supervulcão Yellowstone entra em erupção, seguido pelo desaparecimento das pegadas da Apollo 11 em 968,657 e a Betelgeuse explodindo numa supernova em 1,618,565. Uma erupção de raios gama ocorre, seguido pela lua de Marte se tornando um anel em 13,109,213, enquanto os anéis de Saturno desaparecem em 26,565,938. A Antártida derrete no ano de 43,343,155, seguida pelo impacto de um grande asteroide no ano de 70,606,131 e a formação de um supercontinente em 153,793,159. A luminosidade do Sol aumenta em 427,821,025, fazendo com que as plantas venham a morrer em 833,270,413 seguidas pela vida no geral em 2,952,729,059. Os oceanos também evaporam nessa época. Então o Sol expande numa gigante vermelha e morre como anã branca em 7,650,412,497. As outras estrelas, lentamente, morrem, fazendo com que o universo termine da forma oposta de um bang. As últimas anã vermelhas morrem no ano 100 trilhões.
A Era Degenerada começa no ano 143 trilhão. O universo é cheio de pulsares, buracos negros e anãs marrons, mal iluminados por, somente, anãs brancas. No decorrer do tempo, a maioria dos restos de estrelas moribundas e objetos são ejetados de suas galáxias para o congelamento no espaço interestelar pela gravidade. Por acidente, algumas anãs marrons colidem e formam novas anãs vermelhas, enquanto estrelas de nêutrons causam supernovas superluminosas. A vida extraterrestre poderá estar vivendo ao redor de anãs brancas envelhecidas, mas até elas morrerão ao se tornarem anã negra. Em algum ponto, qualquer matéria degenerada que não escapou de sua galáxia será sugada por um buraco negro supermassivo em seu centro. Então, o filme olha para a possibilidade de um modelo cíclico, onde quaisquer civilizações avançadas possam utilizar os buracos negros como fonte de energia para a desaceleração do seu tempo subjetivo como forma de sobreviver ao fim e expansão do universo, no ano de 9 bilhões, trilhões, trilhões. Entretanto, se os prótons realmente forem instáveis, eles começarão a decair e os átomos a se desintegrarem, apagando toda a matéria degenerada restante no universo.
Com os prótons terem decaído completamente, a Era do Buraco Negro começa. O universo é agora composto de "galáxias zumbis" de buracos negros, com um buraco negro supermassivo no centro e outros menores o orbitando, como também partículas de luz ao redor. Em algum momento, buracos negros binários possam existir, lançamento grandes quantidades de energia como ondas gravitacionais ao se fundirem. No ano de 159 trilhões, trilhões, trilhões, trilhões, trilhões, a radiação Hawking finalmente faz com que os primeiros buracos negros morram; ao explodirem, iluminam a escuridão interestelar. O universo expande ainda mais—"inflado"— pela energia escura, que, se persistir nessa época como ela é agora, fará com que o universo expanda para sempre, tornando-o frio, escuro e vazio.
Se desejando fazer e tendo os recursos, é teorizado que civilizações suficientemente avançadas, também incluindo os humanos, poderiam criar universos virtuais ou reais, pensando na possibilidade de um multiverso e a evolução entre universos. Entretanto, se escapar do universo for impossível, então a entropia destruirá os últimos buracos negros restantes. O último buraco negro evaporará no ano de 15 trilhões, trilhões, trilhões, trilhões, trilhões, trilhões, trilhões, trilhões, e o universo acabará no ano de 10 mil trilhões, trilhões, trilhões, trilhões, trilhões, trilhões, trilhões, trilhões. O tempo já não tem mais significado e o universo vira um "nada além de um mar de fótons gradualmente indo à mesma temperatura enquanto a expansão do universo os esfria na direção do zero absoluto," como é dito por Brian Cox. O universo ainda existirá, mas é basicamente vazio.
A citação incompleta da Keller é completada: "Tudo tem suas maravilhas, até mesmo a escuridão e o silêncio. E eu aprendi que, em qualquer estado que eu esteja, estarei contente."
Depois dos curtos créditos aparece o texto "Para Ash," o nome do filho do Boswell, nascido no dia 1 de janeiro de 2019.
Produção Filme A produção foi iniciada no verão de 2018 no hemisfério norte. No dia 9 de outubro, Boswell postou na sua conta no Twitter uma imagem de um experimento inicial para o filme: uma imagem de um buraco negro animado. O screenshot difere totalmente da versão final: os anos extremos são representados com exponenciação, não um contador em movimento e o texto está diretamente na imagem, em vez do hard matte inferior; uma versão posteriormente usada em "The End of Everything". Não há muitas declarações sobre a produção do filme, além de que "Criá-lo precisou de meses de pesquisa sobre cosmologia física, onde as especulações sobre o destino final do universo são variadas e bem contraditórias." Ele disse ter sido inspirado, "anos atrás," pela ideia do Sol aproximando-se de sua morte em cinco bilhões de anos, adicionando: "Mas isso levanta a questão, o que acontece depois? O que acontecerá não apenas em 5 bilhões de anos, mas em 5 trilhões? As respostas estão lá fora, mas são piecemeal e nem apresentadas de forma interessante. Então, assumi a oportunidade de criar algo único que expõe as nossas predições coletivas sobre o futuro, tanto em curto e longo prazo." Escrever o conceito precisou, antes de tudo, de pesquisa, para então construir a linha do tempo que é "o andaime ao redor de onde os visuais e a música são construídos." Após a escrita, ele quebrou a linha do tempo em várias sequências apropriadas.
Pela Fundação Long Now, ele explicou:Meu plano original era criar algo parecido com uma instalação artística onde não haveria tanta narração e fatos; seria apenas a linha do tempo com alguma chill music e imagens meditativas de buracos negros que durariam por 10 minutos por vez, dando essa impressão abstrata da duração do futuro e quanto vazio existe. Mas quanto mais pesquisei, mais descobri que há tanto o que falar e seria besteira perder essa oportunidade. Eu tinha um rascunho [no verão de 2018] e senti que precisava ser elevado ao próximo nível. Então, passei outros seis meses me aprofundando no VFX, na pesquisa e descobrindo como construir o fluxo de tudo, a estrutura e como fazer tudo funcionar. Estou feliz de ter feito isso. Há tanto o que falar e tanto que tive de deixar de fora. Mas tudo juntou-se tão bem que estou bem feliz de como tudo terminou. Como em seus outros filmes, a animação e edição usa Cinema 4D, Octane Render e Adobe After Effects. Legendagem é feita por voluntários no Amara.
Boswell, como em vários de seus filmes, recebeu apoio do cientista de computação Juan Benet, fazendo com que sua empresa Protocol Labs, um laboratório de P&D de open-source, fosse creditada.
Ele também esclareceu que o vídeo/filme não é nem completo e nem feito para ser cientificamente correto e que "É garantido que haverá de fazer muita especulação, então não estou preocupado em ser cientificamente correto quando é impossível predizer o futuro." No filme também é dito que, "Talvez nunca conheceremos [o futuro] com certeza."
Som e música
Boswell disse ter usado muito stock audio no Spitfire Audio, Komplete, 8dio e Omnisphere, como também uma trilha sonora original composta usando Ableton Live; sintetizadores foram tocados usando Yamaha CS-80 e Moog Sub 37. Piano foi tocado com um Gulbransen upright, um instrumento que ele usa frequentemente. (via SoundCloud) Ele considera o Álbum/LP como sendo seu álbum com "desafios sônicos e musicais únicos." Ele declarou que a ideia atrás do tema é "sentir-se imensa, aberta, as vezes solitária e inquietante — ou seja, refletir o futuro do próprio universo," e que ele "também quis proporcionar uma sensação de melancolia, já que essa história representa o futuro de nossa espécie de forma bem sombria." A primeira música da trilha sonora, "Sun Mother," usa um ´ritmo de 120 batidas por minuto, aumentando enquanto o tempo avança para "grifar a taxa acelerada do [timelapse]." O andamento da música também foi levado em consideração, dizendo que "Foi importante para mim ter momentos onde a música, visuais e efeitos sonoros pudessem respirar, para que o telespectador pudesse absorver o que estava vendoA divisória entre sonoplastia e música é borrada através da experiência. Logo do começo, o contador [anual] [no vídeo] age como um metrônomo guiando a primeira música. Em muitos lugares, os ruídos grossos de buracos negros tomam o lugar das linhas de baixo dos sintetizadores, criando uma conexão simbiótica entre música e visuais. Muitas vezes eu nem distingui entre se eu estava fazendo a sonoplastia ou compondo; tudo veio do mesmo lugar — a necessidade de criar um clima, uma sensação de estar presente num tempo e espaço desconhecidos. [...] A intensidade e variedade dos eventos junto do interplay com a música se combina para deixar difícil não se afogar num barulho sonoro. Precisou de um trabalho bem cuidadoso e seleção sonora para fazer funcionar[,] lembro de passar alguns dias trabalhando somente numa faixa de 10 segundos e som e música.
Metodologia