Elibio Leopoldo Rech Filho (15 de novembro de 1956) é um pesquisador brasileiro, membro permanente da Academia Brasileira de Ciências e comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico. Ele é pesquisador do Centro de Recursos Genéticos e Biotecnologia da Embrapa, em Brasília e considerado uma "celebridade global da engenharia genética".
Biografia Nasceu no Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1956, filho de Elíbio Leopoldo Rech e Maria Aparecida Rech. Seu pai, militar, nasceu numa colônia de alemães perto da cidade de Santa Cruz do Sul (RS), e foi transferido para Brasília em 1974, cidade na qual Elibio iniciou sua carreira científica.
Formação Acadêmica Formou-se bacharel em Engenharia Agronômica pela Universidade de Brasília em 1980 com o projeto final "Estudo sócio econômico da agropecuária dos Cerrados". Concluiu mestrado em Fitopatologia pela Universidade de Brasília em 1983 com a dissertação: "Efeito antagônico de Bacillus subtilis, Pseudomonas spp. e Trichoderma harzianum a fungos fitopatogênicos". Obteve o título de Doutor em Ciências da Vida pela University of Nottingham com a tese: "Electric fields and Agrobacteria for gene transfer into plants". Realizou Pós-doutorado em 1990 na University of Nottingham/Oxford na Inglaterra, sobre a manipulação de cromossomos artificiais de levedura, parte do projeto genoma humano.
Carreira Foi vice-presidente da Sociedade Brasileira de Genética entre 2000 e 2002.
Soja transgênica Participou do desenvolvimento da primeira planta transgênica inteiramente produzida no Brasil, um cultivar de soja modificado para ser tolerante a um herbicida específico. Todo o processo de desenvolvimento da soja, regulamentação e aprovação para comercialização no Brasil durou 12 anos (1997-2009). Em 2009, a planta foi aprovada para uso comercial no Brasil pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Estima-se que, dependendo da participação de mercado do cultivar, entre 3,11 milhões e 19,9 milhões de quilos de CO2 deixem de ser emitidos anualmente na atmosfera, devido à redução do uso de equipamentos agrícolas, como tratores, pelos agricultores.
Teia de aranha sintética Atuou no desenvolvimento de tecnologia para produção de teia de aranha sintética em bactérias. Aranhas foram retiradas da Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado, seu genoma foi decodificado e foram descobertos os genes relacionados com a produção da fibra pela aranha. A partir daí, a fibra sintética biodegradável foi produzida em bactéria utilizando técnicas de Biologia Sintética. O material pode ser usado em cosméticos, tecidos, como fio de sutura e em peças de avião mais leves e resistentes.
Prêmios Em 2002, ele recebeu a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico. Em 2023, foi condecorado com a Grã-Cruz da mesma ordem.
Em 2013, recebeu o prêmio Dabeinong de Ciência e Tecnologia da Academia de Agricultura e Ciências Florestais de Pequim.
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