Marina Trevisan é uma astrofísica brasileira. Em 2019, recebeu o Prêmios L'Oréal-UNESCO para mulheres em ciência por seus estudos em evolução das galáxias e porque elas param de produzir estrelas. Atualmente é professora do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Biografia Marina fez graduação em engenharia elétrica na Universidade de São Paulo (USP), quando olhou por um telescópio pela primeira vez e se apaixonou pela astronomia. Em seguida fez mestrado em astrofísica pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Concluiu seu doutorado em 2012, também em astrofísica, no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, da USP, orientada por Beatriz Barbuy, que também já ganhou o prêmio Para Mulheres em Ciência. O título de seu trabalho é "Formação e Evolução de Galáxias: Populações Estelares na Via Láctea, Galáxias Elípticas e Propriedades de Galáxias em Grupos".
Marina fez dois pós-doutorados, um no INPE e outro no Institut d'astrophysique de Paris, na França.
Toda galáxia tem vida útil e precisa de gás para continuar produzindo estrelas. O ambiente onde a galáxia está influencia a sua capacidade de continuar produzindo estrelas, pois processos externos podem remover da galáxia o gás que a compõe, afetando sua evolução. No entanto, ainda não está bem entendido como essa influência ocorre nem quais seus efeitos, e desvendar esse processo foi o foco da pesquisa de Marina.
A respeito da situação das mulheres na ciência, Marina comenta sobre sua gravidez enquanto cursava o mestrado e da importância que foi o seu parceiro ter sido pai e não deixado as responsabilidades da criação para ela. Comenta também sobre como a sociedade tem cobrança maior sobre a mãe. Quando o pai quando viajou a trabalho, não ouviu comentários sobre ter deixado a filha para trás, mas quando ela viajou a trabalho para Inglaterra e teve sua capacidade com mãe questionada. Marina acredita que o machismo permeia a ciência e a sociedade em geral, e acredita que na Astronomia tem-se reconhecido que isso é um problema e tem-se tomando medidas para diminuí-lo. Em 2015, co-autorou uma apresentação sobre assédio moral e sexual na academia, que constatou que mulheres são vítimas desses assédios mais frequentemente do que homens.
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