é um jogo eletrônico de aventura desenvolvido pela Chunsoft. É o primeiro jogo da série Zero Escape, e foi publicado no Japão pela Spike em 2009, e na América do Norte e na Europa pela Aksys Games em 2010, para Nintendo DS. A história gira em torno de Junpei, um estudante universitário que é sequestrado junto com outras oito pessoas, e que são forçados a jogar o "Nonary Game", onde seus participantes são expostos em uma situação de vida ou morte, para escapar de um navio de cruzeiro. A jogabilidade se alterna entre dois tipos: seções de escape, onde o jogador conclui quebra-cabeças em cenários no estilo escape room; e seções narrativas (novel), onde o jogador lê a história do jogo e toma decisões que influenciam no enredo e pode levar a até seis finais diferentes. O desenvolvimento do jogo começou depois que Kotaro Uchikoshi se juntou à Chunsoft para escrever um romance visual de modo que a empresa pudesse atingir um público mais amplo; Uchikoshi sugeriu adicionar elementos de quebra-cabeça que fossem integrados à história do jogo. Enquanto pesquisava para escrever seu roteiro, Uchikoshi se deparou com a hipótese de ressonância mórfica de Rupert Sheldrake, que se tornou o foco principal dos elementos de ficção científica do jogo. A música foi composta por Shinji Hosoe, enquanto os personagens foram projetados por Kinu Nishimura. A localização do jogo para a versão americana foi feita pela Aksys Games.

Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors foi recebido positivamente, com resenhas elogiando a história, mas criticando o tom do jogo e da obrigatoriedade do jogador ter que refazer alguns quebra-cabeças (o que é necessário para obter o fim verdadeiro). Embora o lançamento japonês tenha sido um fracasso comercial, nos Estados Unidos o jogo vendeu mais do que o esperado para o gênero. O jogo foi planejado para ser um título único, mas com o sucesso inesperado na América do Norte, a empresa resolveu continuar a série.

A sequência, Zero Escape: Virtue's Last Reward, foi lançada em 2012, seguida por Zero Time Dilemma, lançado em 2016. Uma versão atualizada de Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors, com dublagem e gráficos de alta resolução, foi lançada em conjunto de uma versão de Virtue's Last Reward no pacote de 2017, Zero Escape: The Nonary Games. Este pacote foi lançado para Steam, PlayStation Vita e PlayStation 4.

Jogabilidade Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors é um jogo de aventura em que o jogador assume o papel de um estudante universitário chamado Junpei. A jogabilidade é dividida em duas seções: Novel e Escape. Nas seções Novel, o jogador avança através do enredo e conversa com personagens não jogáveis ​​por meio de segmentos de romance visual. Essas seções exigem pouca interação do jogador, pois eles são gastos lendo o texto que aparece na tela, que representa o diálogo entre os vários personagens ou os pensamentos de Junpei. Durante as seções Novel, às vezes o jogador precisará tomar decisões que afetam o curso do jogo. As decisões do jogador resultam em um de seis enredos ramificados, cada um com um final único. A história toda não é revelada em uma única vez; o jogador precisa jogar algumas vezes para alcançar o final "verdadeiro", de modo a obter todas as informações por trás do mistério. Para chegar a este final, o jogador precisa ter completado anteriormente um final específico. Alguns dos finais contêm dicas de como alcançar outros.

Entre as seções Novel, existem as seções Escape, que ocorrem quando o jogador se encontra em uma sala da qual precisa encontrar meios de escapar. Estes são apresentados a partir de uma perspectiva de primeira pessoa, com o jogador sendo capaz de se mover entre diferentes posições pré-determinadas em cada sala. Para escapar, o jogador tem a tarefa de encontrar vários itens e resolver quebra-cabeças, uma reminiscência de jogos de escape room. Em algumas situações, o jogador pode precisar combinar objetos entre si para criar a ferramenta necessária para completar um quebra-cabeça. Os quebra-cabeças incluem vários tipos, como bacará e quadrados mágicos. O jogo fornece uma calculadora para problemas relacionados à matemática, e o jogador pode pedir dicas aos personagens não jogáveis se achar uma sala de Escape muito difícil. Todas as seções de Escape são independentes, com todos os itens necessários para resolver os quebra-cabeças disponíveis nessa seção; os itens não são transportados entre as seções de Escape. Depois de terminar uma seção, ela se torna disponível para reprodução no menu principal do jogo.

Enredo Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors apresenta nove personagens principais, que são forçados a participar do "Nonary Game" por uma pessoa desconhecida chamada Zero. Os personagens adotam codinomes para proteger suas identidades. Junpei, controlado pelo jogador, é acompanhado por June (Murasaki, na versão original), uma garota nervosa e colega de escola de Junpei, que ele conhece como Kanny (Akane, na versão original); Lotus (Yashiro, na versão original), uma mulher egoísta com habilidades desconhecidas; Seven, um homem grande e musculoso; Santa, um punk com uma atitude negativa; Ace (Ichimiya na versão original), um homem mais velho e sábio; Snake (Nirusu, na versão original), um homem cego de comportamento principesco; Clover (Yotsuba, na versão original), uma garota com tendência a mudanças de humor; e o 9º homem, um indivíduo irrequieto e estranho.

Os eventos do jogo ocorrem dentro de um navio de cruzeiro, embora todas as portas e janelas externas tenham sido seladas e muitas das portas internas estejam trancadas. Os nove personagens do jogo descobrem que foram sequestrados e trazidos ao navio para jogar o "Nonary Game", com o desafio de encontrar a porta marcada com um "9", dentro de nove horas antes do navio afundar. Para fazer isso, eles são forçados a trabalhar em equipes separadas para abrir caminho pelo navio e resolver quebra-cabeças para encontrar essa porta. Isso é definido em parte por fechaduras especiais em portas numeradas de 1 a 9 e que a solução para abri-las é baseada no conceito de raiz digital; cada jogador tem uma pulseira com um dígito diferente e apenas grupos de três a cinco em que a soma dos números de suas pulseiras que possuam a mesma raiz digital da porta marcada podem passar. Para piorar a situação, os jogadores têm apenas nove horas para terminar o jogo antes que o navio em que estão afunde, matando todos eles. Além disso, cada uma das vítimas tem um explosivo colocada em seus corpos que explodirá se tentarem quebrar alguma regra. Os primeiros eventos deixam bem claro que Zero não está brincando, o que cria uma atmosfera densa de pavor. Zero dá aos jogadores nove horas para escapar, mas não há limite de tempo real. O relógio avança em pontos definidos na história, então você pode levar o tempo que precisar para resolver os quebra-cabeças em cada sala trancada.

Desenvolvimento Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors foi desenvolvido pelo estúdio japonês Chunsoft e dirigido por Kotaro Uchikoshi, e produzido por Jiro Ishii. Chunsoft havia feito romances visuais de sucesso no passado, como , mas queria criar um novo tipo de romance visual que pudesse ser recebido por um público maior; eles contataram Uchikoshi, que na época estava trabalhando em um jogo para celular baseado em Kamaitachi no Yoru, e pediram a ele para trabalhar no romance visual . Uchikoshi não se juntou à empresa a tempo de trabalhar no 428, mas teve a ideia de incluir quebra-cabeças em uma história e que precisariam ser resolvidos para progredir no jogo: ele gostava de jogos de navegador no estilo escape room, mas pensava que seriam mais interessantes se tivessem um foco maior em contar uma história. Essa ideia serviu de base para Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors e Uchikoshi foi nomeado diretor do projeto. alt=Uma fotografia de 2016 de Kotaro Uchikoshi|miniaturadaimagem|Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors foi dirigido por Kotaro Uchikoshi.

O desenvolvimento de Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors começou em 2008. A inspiração para a história foi a pergunta "de onde vêm as inspirações da humanidade?"; Uchikoshi pesquisou e descobriu as teorias dos campos morfogenéticos do bioquímico britânico Rupert Sheldrake, que se tornaram o tema principal do jogo. A teoria é semelhante à telepatia, que responde à questão de como os organismos são capazes de comunicar ideias simultaneamente entre si, sem interação física ou social. Uchikoshi usou a teoria para desenvolver o conceito de personagens sensitivos, que são capazes de transmitir ou receber informações de outro indivíduo. Por causa do papel vital do número 9 na trama, cada um dos personagens foi baseado em um dos nove tipos de personalidade do Eneagrama da Personalidade. Outra fonte de inspiração foi Kamaitachi no Yoru, que, como Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors, começa colocando os personagens em um estado de desconforto.

Uchikoshi começou a escrever o roteiro começando pelo final. A partir daí, ele continuaria trabalhando ao contrário, para não se confundir ao escrever a trama. O cenário do jogo, com personagens que estão presos e tentam fugir do lugar, foi concebido para incorporar dois dos desejos instintivos da humanidade: o desejo inconsciente de retornar ao ventre da mãe e se fechar, e o desejo de escapar e superar a condição atual. Este foi um tema que Uchikoshi havia usado antes, ao escrever o romance visual Ever 17: The Out of Infinity (2002). As ilustrações do designer de personagens Kinu Nishimura influenciaram o roteiro, já que certas cenas foram alteradas para combinar com as ilustrações dos personagens. Entre os elementos da história descartados estavam o uso das mãos como uma parte importante da história; nos estágios finais da produção, os chefes de Uchikoshi não aceitaram esse foco, forçando-o a reescrever a história. Os personagens deveriam ser algemados uns aos outros enquanto tentavam escapar, mas a ideia foi descartada por ser vista como excessivamente usada, com aparições em light novels como Mahou Shoujo Riska (2004).

As sequências de Escape foram criadas para apelar aos desejos inatos dos jogadores: Uchikoshi queria que eles sentissem o prazer instintivo que ele descreveu como "Eu encontrei!". Para os quebra-cabeças, ele consideraria os detalhes da história e os acessórios e truques encontrados no jogo; depois de decididos, eles foram integrados aos quebra-cabeças.

Shinji Hosoe, presidente da produtora de música para jogos SuperSweep, foi escolhido para compor a trilha sonora por ser hábil em uma variedade de gêneros musicais, garantindo que ele pudesse compor músicas que se encaixassem em tipos diferentes de clima e cenas. Ele descreveu seu trabalho no jogo como o projeto musical mais direto que já teve, por ter recebido um material de referência conciso que respondia a todas as suas perguntas sobre o jogo. A música foi escrita usando o sintetizador interno do Nintendo DS, e Hosoe trabalhou junto com seu colega compositor da SuperSweep, Yousuke Yasui, para tornar isso menos óbvio.

Localização A localização norte-americana do jogo foi feita pela Aksys Games; Chunsoft conheceu Aksys por meio da Spike enquanto procurava uma empresa que pudesse publicar o jogo na América do Norte. Quando Aksys avaliou Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors, muitos na empresa não acreditaram em sua viabilidade comercial e, a princípio, recusaram; como muitas das pessoas que avaliavam jogos na Aksys não falavam japonês, era difícil avaliar se um jogo era bom ou não. No final, decidiram localizá-lo, o que foi considerado um grande risco para a empresa.