A batalha de Nínive de , também conhecida como a Queda de Nínive, era um conflito militar que decretava o fim da capital assíria Nínive, invadida pelos babilônios, e a morte de Sinsariscum da Assíria. Os babilônios haviam contado com a ajuda dos medos para aniquilar a cidade.
Evento 250x250px|thumb|"Máscara de Sargão da Acádia", possivelmente criada em , encontrada em 1931 em Nínive, provavelmente mutilada durante a destruição da cidade assíria. Nos finais do , a Babilônia havia se tornado uma potência na Mesopotâmia e no Oriente Médio. Desde então, a cidade foi cada vez mais marginalizada. Seu orgulho permaneceu, e várias vezes tentou se rebelar contra os assírios, mas nunca esteve perto de ter sucesso. Em , no entanto, um novo rei, Nabopolassar , percebeu que a Assíria e seus governantes estavam em decadência.
Nabopolassar levou dez anos para expulsar as forças assírias da própria Babilônia e, em , liderou uma invasão para a Assíria. Naquela época, outros povos descontentes estavam ansiosos para se alistar na causa da Babilônia, incluindo vários do que hoje é o Irã. Logo, o rei babilônico estava liderando um exército que incluía o povo de Susã e os citas, nômades montados (e formidáveis cavaleiros) das estepes. Os medos marcharam para o sul para tomar a Assur em , após fazerem também uma aliança com Nabopolassar.
Juntos, sob a liderança da Babilônia, os aliados moveram-se contra a capital assíria, Nínive. A resistência foi feroz e foram apenas três meses de luta antes da queda. A cidade foi saqueada e o rei Sinsariscum assassinado. Mesmo assim, os assírios se reuniram em torno de um novo governante em potencial, Assurubalite II , que foi derrotado mais tarde em .
Profecia de Naum O profeta Naum havia anunciado em sua profecia a destruição de Nínive pela conquista medo-babilônica com detalhe:"O destruidor subiu contra ti. Guarda tu a fortaleza, vigia o caminho, fortalece os lombos, reforça muito o teu poder. [...] Os escudos dos seus fortes serão vermelhos, os homens valorosos estarão vestidos de escarlate, os carros como tochas flamejantes no dia da sua preparação, e os ciprestes serão terrivelmente abalados. [...] Nínive desde que existiu tem sido como um tanque de águas, porém elas agora vazam. Parai, parai, clamar-se-á; mas ninguém olhará para trás. [...] Eis que eu estou contra ti, diz o Senhor dos Exércitos, e queimarei na fumaça os teus carros, e a espada devorará os teus leõezinhos, e arrancarei da terra a tua presa, e não se ouvirá mais a voz dos teus mensageiros."
Ver também
História militar da Assíria Batalha de Nínive (627)
Bibliografia
Categoria:Batalhas envolvendo os medos Categoria:Batalhas envolvendo a Babilônia Categoria:612 a.C. Categoria:Século VII a.C. Categoria:Batalhas envolvendo a Assíria Categoria:Nínive